Antes de tudo, esclarecemos que o conteúdo abaixo fora extraído integralmente da matéria publicada pela revista exame. Assim, o intuito aqui é propagar a informação para que o leitor forme as suas próprias convicções acerca desse assunto.

Os crédito e responsabilidades devem serem da editora responsável pelo veículo de notícias.

Desse modo transcreveremos na íntegra a matéria veicula, como segue:

– “Em média, a aprovação no concurso da Polícia Federal, que está com inscrições abertas, ocorre em 4 anos e 5 meses. Nós reduzimos o tempo médio de preparação para 2 anos e 2 meses”, garante Victor Maia, CEO da EduQC, responsável por uma plataforma que utiliza inteligência artificial e metodologia para estudo autoditada.

Disponível desde 2013, a Máquina de Aprovação já foi utilizada por 4 mil alunos, para provas relacionadas a 10 áreas, incluindo fiscal, jurídica e policial, e também para o Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Leia também - Enem com Coaching - Redação - As 10 Competências para o Sucesso

Material Completo para o Exame da OAB

Entre os concurseiros, um a cada quatro conseguiu passar na seleção após pouco mais de dois anos de estudo. “A média geral de outros cursos, para o mesmo período de 2 anos e 2 meses é de um a cada dez”, diz Maia.

A aprovação duas vezes mais rápida não vem pelas mãos de professores e, sim, pelos algoritmos de um robô. Com a inteligência artificial é possível identificar padrões de aprendizado que funcionam

“Conseguimos saber o que o aluno bem-sucedido faz e orientamos os demais alunos a seguirem o mesmo caminho”, diz Maia. O que atrapalha o rendimento também é mapeado. “Dizemos aos nossos alunos o que não fazer”, diz o CEO da EduQC, que já foi concurseiro.

Formado em engenharia civil aeronáutica pelo ITA, Maia também já passou na seleção da Previc e para auditor de Finanças e Controle da CGU (Controladoria Geral da União). Em concursos da Polícia Federal, Maia coleciona aprovações para agente em 2009 e para perito engenheiro civil em 2013.

Seguir carreira policial é justamente o que quer a concurseira Carolina Liberato, de Minas Gerais, de 33 anos. Ela contratou a Máquina de Aprovação e os serviços de orientação de Maia em abril deste ano. Vai prestar para agente da PF e, se não passar, mira o concurso da Polícia Civil do Distrito Federal.

“Faço simulados de um em um mês e, de acordo com a minha nota, o sistema disponibiliza um plano de estudos”, diz. A inteligência artificial da EduQC indica, a partir do seu desempenho e da sua disponibilidade para estudo, o que, quanto e como Carolina deve estudar. “O que as pessoas, em geral mais sentem falta, é essa organização do estudo. Eles oferecem o método, a técnica e o controle de estudo”, diz.

Um dos métodos que Carolina utiliza para estudar é um velho conhecido dos estudantes: a técnica Pomodoro, criada pelo italiano Francesco Cirillo na década de 1980. “Estudo durante 25 minutos e paro 5 minutos. Ao final de quatro períodos de 25 minutos, descanso 15 minutos. Não cansa e fico em contato com a matéria o tempo todo”, explica a concurseira.

Ela diz que se dá bem estudando sozinha por meio de leitura e prática de exercícios e revisão. “ Eu aproveito mais do que escutando o professor falando. O pessoal da EduQC até fala mesmo que a videoaula não é tão proveitosa”, diz.

Carolina vai muito pouco à internet buscar aulas. “Se tenho dúvida na leitura, sobretudo com o vocabulário de direito com que não estou muito acostumada, busco videoaula porque tem vocabulário mais comum, mas é raro”, diz.

Quando contratou o serviço em abril deste ano, Carolina diz que estava acertando 40% a 50% dos simulados. “Agora estou chegando a 80%”, diz.

Como estudar sozinho de maneira mais efetiva?

Fazer uma revisão usando suas próprias anotações é 45% mais eficiente do que ler teoria. “Entretanto, 68% do tempo os alunos estudam teoria e revisam em apenas 14%. Mesmo para estudar teoria, o modo escrito é 25% mais eficiente que as aulas presenciais, mas o aluno, via de regra, não se atenta a isso”, diz Maia.

De acordo com o CEO da EduQC, a preparação ideal se dá sob três condições:

1.Você precisa saber onde está e aonde vai.

2. Procure saber se está no caminho certo a todo momento.

3. Ter metas de estudo adaptadas ao seu conhecimento e a sua disponibilidade.

Victor Maia divide o planejamento de estudos em cinco etapas. “O primeiro passo é se avaliar em todas as disciplinas. Como dito, você precisa saber onde está para saber se está no caminho certo, ao longo da preparação”, diz Maia.

Em seguida, ele recomenda que o concurseiro escolha o cargo. Sua recomendação é avaliar as chances de aprovação. “Eu recomendo fazer aquele que você tem mais chance. Essa condição é personalíssima. Depende muito das suas proficiências nas diferentes disciplinas. Muita gente acredita, erroneamente, que a dificuldade de passar é ditada pela remuneração e o número de vagas”, diz o CEO da EduQC.

O terceiro passo é analisar a rotina e garantir que haja o tempo adequado de preparação. “A boa notícia é que você não precisa se matar de estudar! Estatisticamente, a carga com maior aprendizado semanal é em torno de 36h líquidas, ou seja, horas efetivas de estudo, descontadas as pausas)”, diz Maia.

“Eu estou fazendo 36 horas de estudo por semana. Estudo diariamente de cinco horas e meia a seis”, conta Carolina que também destina mais de uma hora por dia à prática de esportes, para dar conta do difícil teste físico exigido pela Polícia Federal.

Estudar mais do que 36 horas segundo Maia, é desperdício de energia. “Também é mais eficiente quem descansa um dia na semana”, diz.

O quarto passo, segundo ele, é criar um ciclo de estudos , com disciplinas intercaladas. A divisão de tempo entre as disciplinas deve levar em conta três fatores:

1) quanto maior o peso no edital;

2) quanto menor o seu conhecimento;

3) quanto mais fácil a disciplina.

“Só o último passo é o estudo em si. A maioria das pessoas acredita que só precisa de um bom material’ e ‘só estudar’. Isso não é verdade”, afirma

Segundo ele, a forma de estudar é mais importante do que a fonte. “O processo como um todo também é cíclico. Após estudar, você deve se reavaliar com frequência”. Ele indica que a reavaliação seja feita uma vez por mês antes do edital sair e duas vezes ao mês quando ele já estiver publicado. “ São suficientes”, diz.

Veja também

PORTAL ADVOCACIA DE VALOR


Autor


Informações sobre o texto

Este texto foi publicado diretamente pelo autor. Sua divulgação não depende de prévia aprovação pelo conselho editorial do site. Quando selecionados, os textos são divulgados na Revista Jus Navigandi.

Comentários

0

Autorizo divulgar minha mensagem juntamente com meus dados de identificação.
A divulgação será por tempo indeterminado, mas eu poderei solicitar a remoção no futuro.
Concordo com a Política de Privacidade e a Política de Direitos e Responsabilidades do Jus.

Regras de uso