Respostas

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    Caro colega,

    Já faz algum tempo que li o livro que aborda o tema. Acredito que os sobreviventem devem ser condenados. E a razão para tanto reside na indisponibilidade da vida ainda que seja pelo seu titular.

    Outro aspecto diz respeito à dessitência do indivíduo quanto ao que ficou pactuado, naquele momento em que a emoção sobreveio à razão. Os contratos podem ser rompidos.

    Mas fundamentalmente, a defesa deve firmar-se no sentido de apontar a morte do indivíduo como desnecessária para a sobrevivência dos demais, simplesmente por que havia outras alternativas de prover a alimentação de cada um. Como? Ora, ao invés de sacrificar a vida do próximo como justificativa alimentar, porque que cada um não se auto-flagelou, mutilando a si próprio, e assim fazer uso de partes do seu corpo para se alimentar. Não fizeram porque a natureza racional do homem é sempre preterida pela natureza animal em situações de perigo, não acredito que é apenas instinto de sobrevivência, não numa situação como esta.

    Sabemos que é muito mais fácil buscar solução para os nossos problemas quando podemos sacrificar o bem de uma outra pessoa, como frequentemente observamos no nosso cotidiano. Daí a dificuldade que surge para a solução de problemas como distribuição de renda, da corrupção, da exploração desordenada do meio ambiente e outros tantos. O fato é que o indivíduo não possui na sua excência o verdadeiro altruísmo. Este figura apenas no imaginário de cada um, mas na prática, e sobretudo, nos momentos em que a solidariedade deve ser aflorada as pessoas não pessam duas vezes em se proteger daquilo que lhes ameaçam, ainda que para isso tenham que sacrificar um inocente, mesmo que seja possível, por um lapso de tempo, pensar e veredar por outra altenativa, disponibilzando um ganho minorado em virtude da divisão necessária.

    Obs: Em virtude da pressa, não foi possível uma revisão e melhoramento dessa humilde colaboração.

  • Elisabeth Leão

    Elisabeth Leão

    Até hoje algumas faculdade dão este caso para os alunos. Sou radicalmente contra, pois acho que é muito mais prático e objetivo, o professor pegar um processo criminal já arquivado, e fazer o julgamento dentro de um caso concreto.
    Não faz um ano, apareceu aqui no escritório um aluno desejando ajuda para este caso. Meu marido que é muito mais maluco do que eu, inventou uma tese, e todos passaram com 10. Me lembro bem. Voces estão na defesa. OK? Então vamos lá. A tese é que os homens que estavam presos fizeram um acordo ( inclusive a vítima ). OK? Com base no art 82 do CC.
    A vítima, infelizmente perdeu e foi a que morreu, para matar a fome dos outros. Penalmente, defenda A TESE DA INEXIGIBILIDADE DA CONDUTA DIVERSA. Pegue os livros de penal, e voce encontrará amplo material para a sua defesa, e certamente vai absolver os sobreviventes.
    O diabo, é que parece-me correto o procedimento, como de fato ocorreu na história do livro. Não só o acordo cível que fizeram, e que foi cumprido, mas a tese criminal deve ser aceita pelo vosso ¨júri ¨.
    Atenciosamente
    Beth Leão.

  • vivian souza

    vivian souza

    Proucuro um embasamento argumentativo que fundamente o estado de necessidade o qual acredito ser o motivo da atitude dos réus.Qual principio da constituição pode ser elemento de defesa?

  • Carlos Senna

    Carlos Senna

    Gostaria de saber se o socorro demorasse mais de dez dias qual seria o critério para assassinar a segunda vítima ?

    Se mais de quatro participaram do caso não caracteriza bando, ou quadrilha?

    Porque não procuraram uma outra alternativa para sobrevivencia ?

  • MARLON

    MARLON

    O caso dos exploradores de caverna.
    Este caso discuti a vida de quatro indivíduos em detrimento de um indivíduo, pôs vejamos que a já conhecida situação ocorrida não é um simples “matou a outrem” como vem especificado no ordenamento da cidade de stowfield, houve ali uma situação adversa do cotidiano desta cidade.
    Há a norma que diz claramente e de forma seca que quem matar será condenado à morte, mas também há a vontade de todos que estes homens não sejam levados ao fim. Ora a lógica nos indaga, a fortiori, qual a relevância de levar os quatro a morte sendo que o bem maior é a vida, assim como pode a sociedade perde cinco vidas por um caso lacunoso? já que a ausência de uma lei especifica para este caso é mais do que necessária ou então os magistrados estarão, como neste caso, de mãos atadas.
    Vamos agora nos ater as circunstâncias, estavam eles em uma situação atípica, sem alimento, sem bebida, em local inóspito, ad rem, sem pretensão de vida pois a morte era certa caso não tomassem uma atitude.
    É certo que no calor dos acontecimentos, nenhum estudioso tomou a frente da situação e determinou uma atitude mais prudente então os exploradores não podem ser penalizados por algo que traz tanto conflito. A vítima até questionou aos especialistas quanto à possibilidade de alimentarem-se com um dos cinco participantes do desastre.
    Em uma situação de necessidade que se destaca a coragem e a sabedoria, desta forma não há que se condenar e sim louvar a atitude destes impetuosos rapazes que apesar de terem a morte tida como certa escaparam a ela.
    Alguns podem dizer que independente da situação a lei deve ser seguida, obviamente que a lei deve ser seguida, ad rem, antes da lei temos que seguir a vontade do homem pois a lei surge para representar esta vontade.
    Whetmore apesa de ter proposto a conduta de alimentarem-se com um dos participantes da caverna em ultima hora não aceitou o acordo, então quem possa dizer que dentro da caverna havia uma sociedade de cinco indivíduos também ira concorda que sendo a sociedade composta por cinco à vontade da maioria,que são os quatro, sobrepuja a vontade da minoria, a simili com o ordenamento do Brasil.
    Os magistrados que tomaram ciência em primeira instância também concordaram quanto a este pensamento de ineficácia da pena

  • Thiago deAraújo Vieira

    Thiago deAraújo Vieira

    Faça de conta que você é um dos magistrados da SUPREMA CORTE DE NEWGARTH e posicione-se e dê seu parecer sobre o caso.

    OBS:deixe seu e-mail p/mandar-mos textos jurídicos diversos e monografias de temas jurídicos.

    associação de debates interrativos da UESPI.

  • Fabiana

    Fabiana

    POR FAVOR !!!

    GOSTARIA SE POSSIVEL, alguns comentarios sobre este livro
    SE POSSUI ALGUMAS CARACTERISTICAS ESPECIAIS?COMO FOI ABORDADO O ASSUNTO?EXIGE CONHECIMENTO PREVIOS PARA ENTENDELO? O AUTOR FAZ CONCLUSOES, ONDE FORAM COLOCADAS?
    QUAIS FORAM?Qual teoria serviu de enbasamento?QUAL O METODO UTILIZADO?

  • Fabiana

    Fabiana

    POR FAVOR !!!

    GOSTARIA SE POSSIVEL, alguns comentarios sobre este livro
    SE POSSUI ALGUMAS CARACTERISTICAS ESPECIAIS?COMO FOI ABORDADO O ASSUNTO?EXIGE CONHECIMENTO PREVIOS PARA ENTENDELO? O AUTOR FAZ CONCLUSOES, ONDE FORAM COLOCADAS?
    QUAIS FORAM?Qual teoria serviu de enbasamento?QUAL O METODO UTILIZADO?

    DESDE JA MUITISSIMO OBRIGADO!!!!!!!!!!!!!!!!!

  • Ana

    Ana

    Thiago, [...]
    O melhor seria vocês lerem o livro que é super interessante, mas, vamos lá:
    O livro "Os exploradores de cavernas" conta a história de um grupo de amigos que ficaram presos em uma caverna, passado alguns dias, sem comida e com muita sede combinaram de sacrificar um dos amigos para se alimentarem; foi o que aconteceu.
    A grande polêmica e o que os professores querem é saber se nessa atitude houve crime. Aqui só cabe uma opinião pessoal, e a minha é a seguinte. Se os amigos estavam presos em uma caverna, afastados das leis que regem a sociedade, precisaram fazer as suas leis de sobrevivência, o que teve a anuência de todos do grupo, por esta razão eu entendo que são inocentes e não podem ser punidos.