Está na hora do empresário da advocacia despertar para a realidade do mercado: Não há sobrevivência de seu negócio se não houver a profissionalização em cadeia de fornecimento intelectual e de produção. Há cada vez mais necessidade de profissionais preparados para o mercado de trabalho, e nos escritórios de advocacia não é diferente.

A partir de uma série de avaliações sobre os padrões de organização e comportamento nos ambientes de trabalho dos escritórios de advocacia, constata-se a crescente necessidade de adotar estratégia que resolva as inúmeras situações prementes para a garantia da sustentabilidade do negócio. Porém, qualquer que seja a situação, o capital humano e intelectual está presente.

Nos ambientes jurídicos, qual a maior preocupação dos responsáveis pelas áreas técnicas? Seus prazos. E qual a segunda maior preocupação? Cumprir os prazos no prazo.  E o plano de ação para suportar estas preocupações? Criar prazos para que os prazos sejam cumpridos.

Praticar a boa gestão de clientes e criar procedimentos que assegure qualidade na rotina dos processos é necessidade primária, mas sem ignorar que deles depende a ação humana criativa (ao menos deveria, na maioria dos casos), pois isso compromete a conquista da reputação da banca. Delegar, inadvertidamente, essas atividades para outra pessoa igualmente sem preparo ou motivação é tão prejudicial quanto ignorar a sua importância. Portanto, perceba que a seleção e manutenção do bom profissional dependem não somente de conhecimento técnico, mas de habilidades e competências de gestão como parte do critério de avaliação para escolha de equipe.

A dinâmica indispensável do gestor moderno é aquela que permite a visualização clara da segregação das funções de seus colaboradores de modo a potencializar suas habilidades maximizando a contribuição em prol de melhores resultados.

A presença do líder, com perfil de empreendedor jurídico, que valorize as pessoas e suas capacidades criativas e que mostre respeito, dedicando tempo e recursos para qualificar, acompanhar e avaliar seus profissionais é fundamental e vital; mas celebrar as conquistas e reconhecer os talentos, dá energia, gera entusiasmo e ajuda a manter uma equipe de alto desempenho.  Nesse cenário ideal, o crescimento individual é o que sustenta a vitória coletiva.

O investimento nos profissionais do direito é o caminho para a transformação da gestão nos ambientes jurídicos. A liderança legítima na gestão de pessoas e processos, motivando e despertando as habilidades para a criatividade e manifestação de novas ideias, é a meio de explorar o potencial e cria um comportamento estratégico que resulta na amplitude de discussões para tomada de decisões com maior assertividade.

Está na hora do empresário da advocacia despertar para a realidade do mercado: Não há sobrevivência de seu negócio se não houver a profissionalização em  cadeia de fornecimento intelectual e de produção. E esta profissionalização pressupõe a valorização do principal ativo dos ambientes jurídicos, o capital humano.


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