NOVA ORDEM MUNDIAL

ORDEM ECONÔMICO

Com o fim da oposição capitalismo X socialismo, o mundo se defrontou com uma realidade marcada pela existência de um único sistema político-econômico, o capitalismo. Exceto por Cuba, China e Coréia do Norte, que ainda apresentam suas economias fundamentadas no socialismo, o capitalismo é o sistema mundial desde o início da década de 90.

À fragmentação do socialismo somaram-se as profundas transformações que já vinham afetando as principais economias capitalistas desde a segunda metade do séc. XX, resultando na chamada nova ordem mundial.

As origens dessa nova ordem estão no período imediatamente posterior à Segunda Guerra Mundial, no momento em que os Estados Unidos assumiram a supremacia do sistema capitalista. A supremacia dos EUA se fundamentava no segredo da arma nuclear, no uso do dólar como padrão monetário internacional, na capacidade de financiar a reconstrução dos países destruídos com a guerra e na ampliação dos investimentos das empresas transnacionais nos países subdesenvolvidos.

Durante a Segunda Guerra, os EUA atravessaram um período de crescimento econômico acelerado. Assim, quando o conflito terminou, sua economia estava dinamizada, e esse país assumia o papel de maior credor do mundo capitalista. Além disso, a conferência de Bretton Woods, que em 1944 estabeleceu as regras da economia mundial, determinou que o dólar substituiria o ouro como padrão monetário internacional.

Os EUA também financiaram a reconstrução da economia japonesa, visando criar um pólo capitalista desenvolvido na Ásia e, desse modo, também impedir o avançado socialismo no continente.

A ascensão da economia japonesa foi acompanhada de uma expansão econômica e financeira do país em direção aos seus vizinhos da Ásia, originando uma região de forte dinamismo econômico.

Aceleração econômica e tecnológica

A tecnologia desenvolvida durante a Segunda Guerra Mundial estabeleceu um novo padrão de desenvolvimento tecnológico, que levou à modernização e a posterior automatização da indústria. Com a automatização industrial, aceleraram-se os processos de fabricação, o que permitiu grande aumento e diversificação da produção.

O acelerado desenvolvimento tecnológico tornou o espaço cada vez mais artificializado, principalmente naqueles países onde o atrelamento da ciência à técnica era maior. A retração do meio natural e a expansão do meio técnico-científico mostraram-se como uma faceta do processo em curso, na medida que tal expansão foi assumida como modelo de desenvolvimento em praticamente todos os países.

Favorecidas pelo desenvolvimento tecnológico, particularmente a automatização da indústria, a informatização dos escritórios e a rapidez nos transportes e comunicações, as relações econômicas também se aceleraram, de modo que o capitalismo ingressou numa fase de grande desenvolvimento. A competição por mercados consumidores, por sua vez, estimulou ainda mais o avanço da tecnologia e o aumento da produção industrial, principalmente nos Estados Unidos, no Japão, nos países da União européia e nos novos países industrializados (NPI’s) originários do "mundo subdesenvolvido" da Ásia.

A internacionalização do capital

Desde que surgiu, e devido à sua essência - produzir para o mercado, objetivando o lucro e, conseqüentemente, a acumulação da riqueza - o capitalismo sempre tendeu à internacionalização, ou seja, à incorporação do maior número possível de povos ou nações ao espaço sob o seu domínio.

No princípio, a Divisão Internacional do Trabalho funcionava através do chamado pacto colonial, segundo o qual a atividade industrial era privilégio das metrópoles que vendiam seus produtos às colônias.

Agora, para escapar dos pesados encargos sociais e do pagamento dos altos salários conquistados pelos trabalhadores de seus países, as grandes empresas industriais dos países desenvolvidos optaram pela estratégia de, em vez de apenas continuarem exportando seus produtos, também produzi-los nos países subdesenvolvidos, até então importadores dos produtos industrializados que consumiam. Dessa maneira, barateando custos, graças ao emprego de mão-de-obra bem mais barata, menos encargos sociais, incentivos fiscais etc., e, assim, mantendo , ou até aumentando, lucros, puderam praticar altas taxas de investimento e acumulação.

Grandes empresas de países desenvolvidos, também conhecidas como corporações, instalaram filiais em países subdesenvolvidos, onde passaram a produzir um elenco cada vez maior de produtos.

Por produzirem seus diferentes produtos em muitos países, tais empresas ficaram consagradas como multinacionais. Nesse contexto, opera-se pois, uma profunda alteração na divisão internacional do trabalho, porquanto muitos países deixam de ser apenas fornecedores de alimentos e matérias-primas para o mercado internacional para se tornarem produtores e até exportadores de produtos industrializados. O Brasil é um bom exemplo.

A globalização

Nos anos 80, a maior parte da riqueza mundial pertencia às grandes corporações internacionais. Pôr outro lado, os Estados desenvolvidos revelaram finanças arruinadas, depois de se mostrarem incapazes de continuar atendendo às onerosas demandas da sua população: aposentadoria, amparo à velhice, assistência médica, salário-desemprego, etc. Com o esgotamento do Estado do bem-estar Social (Welfare state), o neoliberalismo ganhou prestigio e força.

Agora, a lucratividade tem de ser obtida mediante vantagens sobre a concorrência, para o que é necessário oferecer ao mercado produtos mais baratos, preferentemente de melhor qualidade. Para tanto, urge reduzir custos de produção.

Então, os avanços tecnológicos, particularmente nos transportes e comunicações, permitiram que as grandes corporações adotassem um novo procedimento - a estratégia global de fabricação - que consiste em decompor o processo produtivo e dispersar suas etapas em escala mundial, cada qual em busca de menores custos operacionais. A produção deixa de ser local para ser mundial, o que também ocorre com o consumo, uma vez que os mesmos produtos são oferecidos à venda nos mais diversos recantos do planeta. Os fluxos econômicos se intensificam extraordinariamente, promovidos sobretudo pelas grandes empresas, agora chamadas de transnacionais. A divisão internacional do trabalho fica subvertida, pois torna-se difícil identificar o lugar em que determinado artigo industrial foi produzido.

Após a derrocada do socialismo, a internacionalização do capitalismo atinge praticamente todo o planeta e se intensifica a tal ponto que merece uma denominação especial - globalização -, marcada basicamente pela mundialização da produção, da circulação e do consumo, vale dizer, de todo o ciclo de reprodução do capital. Nessas condições, a eliminação de barreiras entre as nações torna-se uma necessidade, a fim de que o capital possa fluir sem obstáculos. Daí o enfraquecimento do Estado, que perde poder face ao das grandes corporações.

O "motor" da globalização é a competitividade. Visando à obtenção de produtos competitivos no mercado, as grandes empresas financiam ou promovem pesquisa, do que resulta um acelerado avanço tecnológico. Esse avanço implica informatização de atividades e automatização da indústria, incluindo até a robotização de fábricas. Em conseqüência, o desemprego torna-se o maior problema da atual fase do capitalismo.

Embora a globalização seja mais intensa na economia, ela também ocorre na informação, na cultura, na ciência, na política e no espaço. Não se pode pensar, contudo, que a globalização tende a homogeneizar o espaço mundial. Ao contrário, ela é seletiva. Assim, enquanto muitos lugares e grupos de pessoas se globalizam, outros, ficam excluídos do processo. Por esse motivo, a globalização tende a tornar o espaço mundial cada vez mais heterogêneo. Além disso, ela tem provocado uma imensa concentração de riqueza, aumentando as diferenças entre países e, no interior de cada um deles, entre classes e segmentos sociais.

De qualquer modo, para se entender melhor o espaço de hoje, com as profundas alterações causadas pela globalização, é preciso ter presente alguns conceitos essenciais:

FÁBRICA GLOBAL - A expressão indica que a produção e o consumo se mundializaram de tal forma que cada etapa do processo produtivo é desenvolvida em um país diferente, de acordo com as vantagens e as possibilidades de lucro que oferece.

ALDEIA GLOBAL - Essa expressão reflete a existência de uma comunidade mundial integrada pela grande possibilidade de comunicação e informação. Com os diferentes sistemas de comunicação, uma pessoa pode acompanhar os acontecimentos de qualquer parte do mundo no exato momento em que ocorrem. Uma só imagem é transmitida para o mundo todo, uma só visão. Os avanços possibilitam a criação de uma opinião pública mundial. Nesse contexto de massificação da informação é que surgiu a IINTERNET, uma rede mundial de comunicação por computador que liga a quase totalidade dos países. Estima-se que, hoje, mais de 100 milhões de pessoas estejam se comunicando pela Internet. Esse sistema permite troca de informações, com a transferência de arquivos de som, imagem e texto. É possível conversar por escrito ou de viva voz, mandar fotos e até fazer compras em qualquer país conectado.

ECONOMIA MUNDO - Ao se difundir mundialmente, as empresas transnacionais romperam as fronteiras nacionais e estabeleceram uma relação de interdependência econômica com raízes muito profundas, inaugurando a chamada economia mundo.

INTERDEPENDÊNCIA - No sistema globalizado, os conceitos de conceitos descritos anteriormente envolvem a interdependência. Os países são dependentes uns dos outros, pois os governos nacionais não conseguem resolver individualmente seus principais problemas econômicos, sociais ou ambientais.

As novas questões relacionadas com a economia globalizada fazem parte de um contexto mundial, refletem os grandes problemas internacionais, e as soluções dependem de medidas que devem ser tomadas por um grande conjunto de países.

PAÍSES EMERGENTES - Alguns países, mesmo que subdesenvolvidos, são industrializados ou estão em fase de industrialização; por isso, oferecem boas oportunidades para investimentos internacionais. Entre os países emergentes destacam-se a China, a Rússia e o Brasil. Para os grandes investidores, esse grupo representa um atraente mercado consumidor, devido ao volume de sua população. Apesar disso, são países que oferecem grandes riscos, se for considerada sua instabilidade econômica ou política.

Com o objetivo de construir uma imagem atraente aos investidores, os países emergentes tentam se adequar aos padrões da economia global. Para isso, têm sempre em vista os critérios utilizados internacionalmente por quem pretende selecionar um país para receber investimentos:

  • cultura compatível com o desenvolvimento capitalista;
  • governo que administra bem os seus gastos;
  • disponibilidade de recursos para crescer sem inflação e sem depender excessivamente de recursos externos;
  • estímulo às empresas nacionais para aprimorarem sua produção;
  • custo da mão-de-obra adequado à competição internacional;
  • existência de investimentos para educar a população e reciclar os trabalhadores.

Regionalização: uma face da globalização

Aos agentes da globalização – as grandes corporações internacionais – interessa a eliminação das fronteiras nacionais, mais precisamente a remoção de qualquer entrave à livre circulação do capital. Por outro lado, ao Estado interessa defender a nacionalidade, cujo sentimento não desaparece facilmente junto à população; em muitos casos, inclusive, ele permanece forte. Por isso, embora enfraquecidos diante do poder do grande capital privado, os Estados resistem à idéia de perda do poder político sobre o seu território.

Os resultados desse jogo de interesses, face à acirrada competição internacional, é a formação de blocos, cada qual reunindo um conjunto de países, em geral, vizinhos ou próximos territorialmente. Os blocos ou alianças, constituídos por acordos ou tratados, representam pois uma forma conciliatória de atender aos interesses tanto dos países quanto da economia mundo.

A formação de blocos econômicos significa uma forma de regionalização do espaço mundial

Etapas da integração econômica

A integração de economias regionais obtém-se pela aproximação das políticas econômicas e da pertinente legislação dos países que fazem parte de uma aliança. Com isso, pretende-se criar um bloco econômico que possibilite um maior desenvolvimento para todos os membros da associação. Vejamos a seguir cada etapa do processo:

Primeira etapa: zona de livre comércio – criação de uma zona em que as mercadorias provenientes dos países membros podem circular livremente. Nessa zona, as tarifas alfandegárias são eliminadas e há flexibilidade nos padrões de produção, controle sanitário e de fronteiras.

Segunda etapa: união aduaneira – além da zona de livre comércio, essa etapa envolve a negociação de tarifas alfandegárias comuns para o comércio realizado com outros países.

Terceira etapa: mercado comum – engloba as duas fases anteriores e acrescenta a livre circulação de pessoa, serviços e capitais.

Quarta etapa: união monetária – essa fase pressupõe a existência de um mercado comum em pleno funcionamento. Consiste na coordenação das políticas econômicas dos países membros e na criação de um único banco central para emitir a moeda que será utilizada por todos.

Quinta etapa: união política – a união política engloba todas as anteriores e envolve também a unificação das políticas de relações internacionais, defesa, segurança interna e externa.

Os pólos de poder na economia globalizada

Na nova ordem mundial, a bipolaridade representada por Estados Unidos e União Soviética foram substituídas pela multipolaridade. Os pólos de poder econômico são União Européia, Nafta e Apec; os de importância secundária, Mercosul e Asean.

Apesar de a economia globalizada ser definida como multipolar, os principais dados referentes ao desempenho econômico internacional demonstram que existem três grandes pólos que lideram a economia do mundo: o bloco americano, o asiático e o europeu, que controlam mais de 80% dos investimentos mundiais.

O bloco americano, liderado pelos Estados Unidos, realiza grande parte de seus negócios na América Latina, sua tradicional área de influência: o bloco asiático, liderado pelo Japão, faz mais de 50% de seus investimentos no leste e no sudeste da Ásia: e a União européia concentra dois terços de sua atuação econômica nos países do leste europeu.

Pode-se observar, portanto, que a economia globalizada é, na verdade, tripolar. A influência econômica está nas mãos dos países que representam as sete maiores economias do mundo: Estados unidos, Japão, Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Canadá. Por sua vez, no interior desses países são principalmente as grandes empresas transnacionais que têm condições de liderar o mercado internacional.

ORDEM ECONÔMICA

Agenda:

1-Área de livre comércio;

2-Geração de trabalho, renda e inclusão social;

3-mudanças tecnológicas, estruturas industriais modernas;

Atores:

1- O Estado;

2-As Empresas Multinacionais;

3-Organizações Internacionais

ORDEM POLÍTICA

SUA HISTÓRIA

Esse tema é clássico na geografia política, na geopolítica, na ciência política e nos estudos de relações internacionais. Um dos mais importantes (pelo número de citações que recebeu e ainda recebe) teóricos a abordar esse tema foi o geógrafo e geopolítico inglês Halford J. MacKinder, que produziu várias obras sobre o assunto no final do século XIX e no início do século XX. A idéia de uma ordem mundial pressupõe logicamente um espaço mundial unificado, algo que só ocorreu a partir da expansão marítimo-comercial européia (e capitalista) dos séculos XV e XVI. Daí os autores clássicos, em especial aqueles do século XIX, terem cunhado a expressão "grande potência" ou "potência mundial", indissociavelmente ligada à idéia de ordem mundial. Esta normalmente é vista como uma situação de equilíbrio (sempre instável ou provisório) de forças entre os Estados. (Afinal é o Estado quem atua nas relações internacionais e executa tanto a diplomacia quanto a guerra).

E como esses atores privilegiados no cenário global, os Estados, são equivalentes apenas na teoria -- pois há alguns fraquíssimos, em termos de economia, de população e de poderio militar, e alguns poucos outros extremamente fortes --, o conceito de potências (médias ou regionais e principalmente grandes ou mundiais) é essencial na medida em que expressa algo que ajuda a definir ou a estabilizar a (des)ordem mundial. Como assinalaram Norberto BOBBIO e Outros (Dicionário de Política, editora Universidade de Brasília, 1986, pp.1089-1098), cada Estado possui a sua soberania ou poder supremo no interior de seu território, não estando portanto submetido a nenhuma outra autoridade supraestatal, o que em tese redundaria numa espécie de "anarquia internacional". Mas a existência das grandes potências e a própria hierarquia entre os Estados introduz um elemento estabilizador, uma "ordem" afinal, nessa situação em que não há um poder global ou universal, isto é, acima das soberanias estatais.

É exatamente essa hierarquia que vai dos "grandes Estados" -- a(s) grande(s) potência(s) -- até os "pequenos", esse sistema de países onde na prática há o exercício do poder pela diplomacia (ou, no caso extremo, pela força militar) e pelas relações cotidianas (comerciais, financeiras, culturais...), o que se convencionou denominar ordem mundial. Por esse motivo, via de regra se define uma ordem mundial pela presença de uma ou mais grandes potências mundiais: ordem monopolar, bipolar, tripolar, pentapolar, multipolar etc. Como podemos perceber, não se avança muito quando se nega a idéia de uma (nova) ordem e se enfatiza o termo desordem, pois toda ordem mundial é instável e plena de conflitos e de guerras. Estas normalmente, salvo raras exceções, são explicáveis pela lógica que preside a ordem mundial e, portanto, não a denegam. Podemos dizer, assim, que o conceito de ordem mundial não é positivista (no sentido de ordem = ausência de contestações e de conflitos) e sim, na falta de um conceito melhor, dialético (no sentido de ordem = algo sempre instável e na qual as disparidades, as tensões e os conflitos são "normais" ou inerentes).

A atual ordem internacional, nascida com a ruína da bipolaridade -- que foi o mundo da guerra fria e das duas superpotências, que existiu de 1945 até 1989-91--, ainda suscita inúmeras controvérsias e costuma ser definida ora como multipolar (por alguns, provavelmente a maioria dos especialistas), ora como monopolar (por outros) ou ainda como uni-multipolar (por Huntington). Aqueles que advogam a mono ou unipolaridade argumentam que existe uma única superpotência militar, os Estados Unidos, e que a sua hegemonia planetária é incontestável após o final da União Soviética. E aqueles que defendem a idéia de uma multipolaridade não enfatizam tanto o poderio militar e sim o econômico, que consideram como o mais importante nos dias atuais. Eles sustentam que a União Européia já é uma potência econômica tão ou até mais importante que os EUA -- e continua se expandir -- e tanto o Japão (que logo deverá superar a sua crise) quanto a China (a economia que mais cresce no mundo desde os anos 1990) também são economias importantíssimas a nível planetário. Além disso, raciocinam, a Rússia ainda é uma superpotência militar, apesar de sua economia fragilizada; a China vem modernizando rapidamente o seu poderio militar; e as forças armadas da Europa, em especial as da Alemanha, França, Itália e Reino Unido, tendem a se unificar com o desenrolar da integração continental.

Até mesmo os momentos de crise (Guerra do Golfo, em 1991, conflitos na Bósnia e no Kosovo, em 1993 e 1999, a luta contra o terrorismo, em 2001, e a ocupação do Iraque, em 2003) são vistos sob diferentes perpectivas por ambos os lados. Os que insistem na monopolaridade pensam que essas crises exemplificam a hegemonia absoluta e sem concorrentes dos Estados Unidos, enquando que os que advogam a multipolaridade explicam que essa superpotência em todos esses momentos críticos necessitou do imprescindível apoio da Europa, em primeiro lugar, e até mesmo da ONU, além de ter feito inúmeras concessões à Rússia e à China em troca do seu suporte direto ou indireto nesses bombardeios contra o Iraque, contra a Sérvia e contra o Afeganistão.

Mas, independentemente do fato de ser uni ou multipolar -- ou talvez uni-multipolar, uma fórmula conciliatória que admite uma monopolaridade militar (mesmo que provisória) e uma multipolaridade econômica --, a nova ordem mundial possui outros importantes traços característicos: o avançar da Terceira Revolução Industrial, ou revolução técnico-científica, e de uma globalização capitalista junto com uma nova regionalização que lhe é complementar, isto é, a formação de "blocos" ou mercados regionais. A revolução técnico-científica redefine o mercado de trabalho (esvaziando os setores secundário e primário e ao mesmo tempo exigindo cada vez mais uma mão-de-obra qualificada e flexível) e reorganiza ou (re)produz o espaço geográfico (com novos fatores sendo determinante para a alocação de indústrias: não mais matérias primas e sim telecomunicações e/ou força de trabalho qualificada, dentre outros). Ela é condição indispensável para a globalização na medida em que esta não existe sem as novas tecnologias de informática e de telecomunicações. Ela influi até mesmo na guerra, pois permite a construção de armas "inteligentes", que destroem alvos específicos sem ocasionar matanças indiscriminadas (e são mais precisas que as armas de destruição em massa, o que significa que não é mais necessário o transporte de grande quantidade delas) e torna as informações algo estratégico para a supremacia militar. Esta última deixa de ser ligada ao tamanho da população ou mesmo à quantidade de soldados (existe uma tendência no sentido de haver menos militares, só que com maior qualificação) e passa a depender da economia moderna, da tecnologia avançada.

ORDEM POLÍTICA

Agenda:

1-Política de meio ambiente voltada para a conservação e proteção dos recursos;

  1. Transnacionalização -  transnacionalização de determinados efeitos das atividades econômicas e sociais, corresponde hoje a transnacionalização dos processos de formação de opinião pública e de organização de interesses e circulação de ideias.
  2. Consenso político dos países emergentes;
  3. Manutenção da paz;
  4. Combater o terrorismo mundial;

Atores:

1-O Estado;

2-Bloco regional com fins econômicos;

3- Advocacy.

A POLÍTICA

A criação de grandes uniões políticas regionais, regendo-se por leis comuns, como diferentes componentes dum Estado mundial teria que estar representada no seio de uma assembleia única. Esse é o objectivo da « Assembleia Parlamentar das Nações Unidas » (APNU).

Esta ambição é a continuação lógica dos sonhos de unificação mundial defendida pelos teóricos do mundialismo (fabianos e associados). Nada aparece por acaso. Os acontecimentos, personagens e institutos do passado dão os seus frutos, que conduzem à construção dessa espécie de torre de Babel. Por conseguinte, o acionar do WFN (World Federalist Movement-Movimento Federalista Mundial, ndT), criado como já vimos em 1947 em Montreux, inscreve-se na lógica do trabalho que já vinha sendo realizado.

Da mesma maneira, o WFN deu origem, em 1992, à elaboração do primeiro grande documento que exorta ao estabelecimento de uma assembleia parlamentar mundial no seio das Nações Unidas : The case for a United Nations Parliamentary Assembly (« O objectivo de uma assembleia parlamentar de Nações Unidas ») por parte do canadiano(canadense-Br) Dieter Heinrich.

Inúmeros trabalhos e conciliábulos desenrolaram-se posteriormente no senado canadiano, no Parlamento Europeu, durante o Fórum do Milénio do ano 2000 em Nova Iorque, no 12º congresso da Internacional Socialista, etc., para terminar, em Setembro de 2003, com a criação de um « Comité por uma ONU democrática ». Remetemo-los aqui para a versão em alemão já que, como veremos, as autoridades políticas alemãs desempenham nisto um papel de primeiro plano : Komitee für eine Demokratische UNO (KDUN).

O KDUN é a fachada de proa de um comité executivo que trabalha para a criação de um Parlamento Mundial. Os seus trabalhos contam com a participação de outro instituto já mencionado anteriormente : o WFM. A isto é preciso juntar a « Sociedade dos Povos Ameaçados » (Gesellschaft für bedrohte Völcker), instituto alemão que trabalha pela emancipação dos grupos étnicos e colabora estreitamente com a UFCE (União Federalista das Comunidades Étnicas Europeias) e com uma ONG inglesa, a 2020 Vision Ltd.

O KDUN, que tem a sua sede em Berlim, anuncia as suas aspirações quando estipula nos seus estatutos a sua intenção de construir uma sociedade cosmopolita que favoreça as integrações continentais. No seu comité de direcção encontramos representantes provenientes dos meios políticos e científicos. Há que sublinhar que todas as correntes políticas alemãs estão representadas nesse comité de direcção, com excepção dos ex-comunistas (die Linke). Também encontramos nesse comité um personagem chave, Armin Laschet. Este político deu origem ao relatório, elaborado em 2003, em que se apela a dotar a União Europeia de uma sede permanente após a adopção do « Tratado Giscard » (actualmente conhecido como « Tratado de Lisboa »). Exerce uma influência decisiva já que dirige também o comité de direcção do Prix Charlemagne(Prémio Carlos Magno-ndT. Por outro lado, a presença do eurodeputado alemão Jo Leinen no seio da direcção do KDUN é, particularmente, significativa na medida em que o próprio Leinen desempenhou um papel determinante na adopção do Tratado de Lisboa.

Foi em Abril de 2007 que o KDUN lançou a sua campanha a favor de um Parlamento Mundial, sob a direcção do seu presidente, Andreas Bummel. Autor de um livro intitulado Internationale Demokratie Entwickeln (« Desenvolver a democracia internacional »), Bummel é um ex-membro do partido liberal alemão, o FDP, cujo presidente, Guido Westerwelle, é o ministro das Relações Exteriores(Negócios Estrangeiros-Pt/Lu,ndT) do governo de Angela Merkel desde Setembro de 2009. É, ainda, colaborador da « Sociedade dos Povos Ameaçados », dirigida por Tilman Zulch (membro do comité de direcção do KDUN) e do World Federalist Movement (WFM) de Nova Iorque.

Todos estes personagens trabalham para lograr a instauração desse novo orgão mundial. Como se declara nos textos oficiais : « (…) A APNU poderia formar-se, numa primeira etapa, com delegados dos parlamentos nacionais e regionais que reflictam as suas posições políticas. Uma APNU incluiria, pois, membros de partidos minoritários que não fazem parte do governo. Numa etapa posterior, a APNU poderia ser eleita directamente. Uma APNU seria assim um orgão único e legítimo que representaria a voz dos cidadãos sobre questões de ordem internacional. Os participantes na campanha consideram que uma APNU, depois de criada, evoluiria de simples orgão de consulta, para converter-se num parlamento mundial com real direito de informação, participação e controlo.

Estas ambiciosas perspectivas para a APNU, expostas abertamente, ampliam-se ainda mais quando se recorda o apoio trazido por Bento XVI ao estabelecimento de uma « autoridade política mundial ». Obviamente, os dirigentes da APNU saudaram de forma entusiástica a encíclica papal.

UMA REVOLUÇÃO POLÍTICA E CULTURAL

Não há dúvida de que uma parte da maçonaria e outras sociedades secretas e discretas do ocidente contribuíram decisivamente para o desmantelamento da Igreja Católica nos últimos três séculos. Formas alternativas de institucionalização do gnosticismo foram promovidas ao longo da modernidade ocidental de um modo avassalador. O Ocidente, à beira de uma nova ordem mundial orquestrada por grupos como o Clube de Bilderberg, caminha para a destruição completa não só da Igreja de Roma, como também de toda a cristandade de um modo geral.

É claro que a consumação disso dependerá da permissão de Deus. Porém, considerando os aspectos dessa questão relativos à natureza revolucionária de seus agentes, vemos que intentos destes são de uma diabolicidade atroz. Começaram pela filosofia e pela cultura, quando as teses ditas iluministas prepararam a Revolução Francesa. A continuidade veio, de forma mais marcante, com o fomento das internacionais socialistas e do marxismo cultural, desenhado patologicamente por aqueles interessados em estabelecer uma “novus ordo seclorum”.

Também avançaram com o chamado empirismo mitigado, com algumas facetas do liberalismo inglês e com as formas liberais peninsulares que chegaram no novo mundo (nas Américas) após a Constituição de Cádiz de 1812 e as revoltas das Cortes no Porto em 1820. Por fim, avançou sob variadas formas no século XX: o romantismo, o idealismo, o existencialismo, o estruturalismo, dentre outras.

Todo esse esquema, acusado por muitos de “mera conspiração”, está se desenrolando diante de nossos olhos, por meio dos media e das universidades, que se transformaram em templos de propagação da mentira e da estupidez.

Ricardo de la Cierva, grande historiador espanhol, em seus renomados livros Los Signos del Anticristo e Las Puertas del Infierno, demonstra com detalhes esse plano diabólico costurado para o aniquilamento da cristandade, transformando o antigo orbe cristão em um mundo secularizado. Com esse objetivo em mente, os planejadores globais utilizam-se dos meios de comunicação e do cenário político continental, bem como das infiltrações de grupos anticristãos em instituições cristãs para acelerar o desmoronamento da fé cristã, como foi o caso, por exemplo, da invasão do marxismo cultural dentro da Sociedade de Jesus para desestruturá-la propositadamente.

A Companhia, antigo braço apologético da Igreja contra a Maçonaria especulativa, abriu as portas para o recebimento de um dos maiores inimigos da Cristandade. La Cierva denuncia a criação do instituto denominado “Fe y Secularidad”, dentro da Companhia de Jesus, com o intuito de estabelecer um diálogo entre o cristianismo e o marxismo, mas que, ao longo das décadas de 70 e 80 do século passado, foi se tornando cada vez mais assinalada pelo marxismo cultural. E isso se evidenciava pela práxis do instituto, que segundo o autor assinalara-se pelo “princípio de um sinal marxista-cristão de caráter revolucionário”. Esse processo rompeu as paredes do instituto interno e logo a ordem inaciana viu-se destruída em suas raízes tradicionais.

Em outra obra, Goodbye Goodmen, Michael S. Rose demonstra de que forma os “liberals” (esquerdistas norte-americanos) tomaram a Igreja Católica nos país, levando a ruína para dentro dos seminários. Diante disso, cabe a pergunta: será que a “nova era” (movimento revolucionário contra a Verdade) foi um evento que surgiu do nada, ou foi um ataque coordenado e previamente pensado pelos financiadores da destruição da cultura cristã? La Cierva afirma que

nem a ciência, nem pois a filosofia moderna nasceram e se desenvolveram contra a religião, nem por sua vez contra a Igreja. Temos visto com toda clareza ao traçar as linhas mestras de sua evolução, paralelas algumas vezes, entrecruzada em outras. E muito embora no século XVIII, tomando como bandeira o predomínio da Razão e a supremacia da Ciência, se desencadeou contra a religião e contra a Igreja católica uma ofensiva sem precedentes que logrou o desmantelamento cultural, político e social da Igreja e desembocou na terrível persecução declarada e consumada pela Revolução Francesa, a mais cruel e exterminadora desde os tempos de Diocleciano e a extinção do florescente cristianismo norteafricano pelo Islã na Alta Idade Média”.

Sabemos que ao largo de dois milênios a cristandade encontrou muitos anticristos, e esta é uma razão para alguns de seus altos e baixos. Assim como no passado os gnósticos tentaram levar heresias para dentro da Igreja, na era atual o objetivo ocultista e maquiavélico de transfigurar a história humana de uma era pisciana para uma aquariana, como eles mesmos dizem, demonstra que o agir oculto do reino das trevas está a levar o desmantelamento da Igreja não apenas para aquilo que os elitistas do Bilderberg Club e outros conspiradores globalitas acreditam ser um paraíso perfeito de acordo com suas mentes doentias, senão também para a criação de uma nova ordem política internacional, constituída em contraposição ao legado ocidental de mais de dois mil anos.

Esse legado está nos modelos políticos das antigas cidades gregas (pólis), nas unidades políticas modernas (Estados-Nação), bem como nas demais formas de organização do poder, como Reinos e Impérios, constituídos de acordo com uma filosofia política que se identificava com uma teologia da história, mas que agora são entendidas pelos globalistas como formas políticas inadequadas para o tempo presente.

Portanto, mesmo dentro de um padrão revolucionário de ódio contra a tradição e, assim, contra a verdade constitutiva da história, os inúmeros movimentos revolucionários existentes possuem um ponto comum de conexão: todos eles objetivam a inversão da estrutura da realidade tal como a conhecemos. E, nesse intento, suas articulações internas e ações estratégicas unem-se para essa finalidade política.

Vejamos, por exemplo, o caso da constituição da autoridade civil, bem como das instituições organizadoras do poder. Segundo a herança ocidental, o centro gravitacional do poder político deve estar imantado o mais próximo da comunidade política local (lição perene do princípio da subsidiariedade). Já no mundo construído pelo imaginário ocultista e bizarro dos Bilderberg´s e dos movimentos revolucionários, o centro de poder deve estar o mais distante da sociedade concreta, a fim de permitir uma maior concentração de poder nas instituições internacionais. É claro que o objetivo não poderia ser outro: a instalação de um poder político de abrangência mundial, voltado para coordenar a humanidade e manipulá-la em concordância com os interesses egoístas de uma elite poderosa.

O desmantelamento da Igreja é proposital por que, para chegar à esse objetivo, precisam “mudar a civilização”, transformando-a conforme suas idéias fechadas e modelos esquematizados em planilhas, de maneira a destruir a família, a propriedade, a vida natural (e não artificial, como querem os media), o matrimônio e a tradição. Querem acabar com esse legado, criando um “admirável mundo novo”, como já dizia Huxley. Muitas são as iniciativas desses grupos para desmantelar a Igreja. Na América latina, por exemplo, a Teologia da Libertação encarregou-se de politizar e imanentizar o corpo místico de Cristo, querendo, com isso, determinar histórica e materialmente o plano de salvação segundo conceitos e práticas revolucionárias, como se a fé – o firme fundamento das coisas que não se vêem (Hb 11,1) -, fosse deslocada para uma convicção naquilo que se está vendo e realizando politicamente, para transformar a sociedade e, dessa forma, alocar uma salvação político-ideológica na própria história.

Na Europa, o sucesso da teologia revolucionária de Renold Blank e J. Moltmann, bem como das doutrinas heréticas de Hans Küng, ajudaram a canalizar setores da Igreja para a chamada Nova Era, com maior apreço para o ambientalismo e o ecumenismo.

Em todas as partes, uma onda de revolução contra a tradição se intensificou nos últimos trinta anos. O movimento feminista, a revolução cultural cujo momento-síntese foi o festival de Woodstock (com sua descarada apologia do uso liberado de drogas e instrumentos bioquímicos utilizados para gerar uma alienação da realidade), o apoio ao aborto, ao que chamam de formas não convencionais de casamento, ao direito dos animais (com o charlatanismo intelectual de Peter Singer), não apenas mostra um ódio contra a Igreja e contra a constituição mesma da ordem da realidade, senão também o estado patológico a que os artífices e participantes desses movimentos estão imersos.

Até mesmo nas universidades, uma onda de tecnicismo e de mercantilismo transformou o ensino em palco de pregações ora revolucionárias, ora laborais (não poderia ser diferente!). O surto de revolta contra a ordenação equilibrada dos fenômenos sociais, bem como dos modos de legitimação dos tipos sociais existentes, é visto pelos newagers como uma etapa a ser superada.

Não há mais liberdade para discordar; só há liberdade para se liberar!

Mutatis mutandis, há uma imposição velada da opinião sobre a verdade efetiva. Uma obrigação de consciência determinada pela “Nova Era” acerca de dados da existência humana que, antes, eram bem compreendidos pela tradição, mas que agora possuem um componente ideológico que os preenche segundo os padrões invertidos dos gnóstico-revolucionários.

Esse plano diabólico, engendrado pelas elites que controlam o CFR (Council of Foreign Relations), a Comissão Trilateral, dentre outros órgãos voltados para a promoção intelectual, cultural, política, econômica e comercial de uma concentração de poder na seara internacional, está a realizar uma massiva e paulatina destruição das soberanias nacionais por meio da transferência de funções político-jurídicas para as instituições internacionais, rumo a uma crescente centralização do mando em âmbito mundial. Também subsidiam instituições culturais cuja única meta é a de reescrever a história, tentando tratá-la como se a tradição fosse o bode expiatório da civilização.

O ataque de dois lados, na cultura e na política, mutuamente agredidas no centro mesmo de suas respectivas naturezas, explica-se na medida em que percebemos que, para destruir a civilização cristã, corroem seus lados imanentes mais duradouros e permanentes na história: as instituições políticas locais e os símbolos culturais representativos da existência das sociedades.

Conflito norte x sul

Muitos tem dito com atenção que a nossa ordem mundial é a vitória do capitalismo e da democracia. Alguns argumentavam que o modelo político e econômico estabelecido pelos Estados Unidos se tornaria dominante a tal ponto que não haveria mais conflitos. Que houve uma vitória norte-americana sobre a União Soviética não podemos negar. Mas até mesmo os vencedores apresentam vários problemas econômicos, como por exemplo: elevado déficit público e elevado endividamento interno e externo; isso em parte se deve a corrida armamentista.

Assim não devemos nos apressar ao afirmar que o capitalismo o melhor que o socialismo. É preciso primeiro avaliar: melhor para quem?

É bem claro que o capitalismo é mais dinâmico e competitivo. Não podemos nos esquecer, porem, de que os países subdesenvolvidos, com exeção da Coréia do Norte, Cuba e Vietnã são todos capitalistas. Muitos problemas no mundo, foram criados pelo sistema capitalista, como o aumento da pobreza, desemprego e concentração e estes aumentam em todo mundo.

Um dos problemas mais sérios é a desigualdade social. Este problema vem se agravando até mesmo em países desenvolvidos. Com o aumento da incorporação de novas tecnologias no processo produtivo, a oferta tem diminuído e isso contribui e muito para se empobrecer a população. Também é cada vez maior o buraco que separa os países ricos dos pobres. Esse é o chamado conflito norte x sul, que é de natureza econômica, é não geopolítica, como era o caso do conflito leste x oeste.

Considerando os aspectos socioeconômicos se divide o mundo em países desenvolvidos, Norte, e subdesenvolvidos, ou Sul. Essa não é uma divisão geográfica, mas podemos dizer que na América a linha divisória é a fronteira Estados Unidos - México; a Europa é separada pelo Mediterrâneo; na Ásia, o Japão é o mais desenvolvido, tendo como os tigres Asiáticos como economias emergentes; Oceania a Austrália e a Nova Zelândia se enquadram no clube dos ricos.

Um problema decorrente do conflito entre Norte x Sul é a migração em massa. Milhões de pessoas a cada ano tem emigrado, principalmente para a Europa Ocidental. Isto se deve ao aumento de desemprego, baixos salários, fome, que estão aliados ao crescimento populacional, além de conflitos e guerras nos países subdesenvolvidos.

Tentando solucionar o problema, são feitas cada vez mais exigências para diminuir a entrada de imigrantes e ata mesmo de turistas. Mas isso não tem, e não resolverá o problema, pois esse, é resultante de desigualdade entre o Norte x Sul, a solução definitiva seria complexa e demorada.

Com a instauração de uma nova ordem política e econômica surgem novos problemas, novas tensões. Muitas crises que estão ocultas durante a Guerra Fria vieram a tona. Por isso, quando se fala de uma nova ordem mundial, não quer dizer de um novo mundo em que predomina a paz, a ordem e a estabilidade, mas sim de um  novo arranjo geopolítico e econômico. Com a entrada da “Nova Ordem” (em que a capacidade financeira e a tecnologia define o poder), a instabilidade e a desordem apenas aumentaram.

ORDEM SOCIAL

A onu, através de suas inúmeras agências, tem aplicado 12 princípios sociais revelados por Baha’u’llah em escala mundial para unificar a humanidade. Para que todos se curvem a essa estratégia de unificação as áreas: Sociais, Política, economia e religiosa (principalmente os cristãos desatentos) tem obedecido a esses ensinamentos durante séculos.Conheça agora quais são e como acompanhar a evolução de cada um através das notícias do dia a dia.

1) Eliminação de todos os tipos de preconceitos

O órgão responsável pela aplicação desse princípio é o Conselho de Direitos Humanos. Ele é composto por 47 Estados e ONGS com status de observadoras da ONU. Por ser uma área chave na nova ordem mundial, o Reino Unido é o principal doador para os programas. Entre 2007-2008, a doação para a promoção dos direitos humanos foi de aproximadamente R$ 540 milhões, distribuídas entre as mais diversas agências da ONU. Essa contribuição não acontece por acaso, espera-se que do Reino Unido seja indicado o Executivo Mundial de Baha’u’llah

Para que a sociedade seja manipulada são apresentados dois ou mais pontos de vista diferentes sobre os direitos humanos. O primeiro de uma forma justa como o racismo ou preconceito aos negros e o segundo atende apenas aos privilégios de uma minoria social específica.

A aceitação dessas ONGS não obedecem a palavra de DEUS, mas as leis do Kitáb-i-aqdas (Apocalipse 10:2) que apresenta um ponto de vista parcial e relativo….

K162. “Se Ele decretar lícito o que desde tempos imemoriais fora proibido, e se proibir o que sempre se considerara legítimo, a ninguém é dado o direito de Lhe questionar a autoridade.” ( Kitáb-i-aqdas- Baha’u’llah)

…ou seja, algo ilícito pode se tornar lícito e isso depende da época em que a lei está sendo aplicada. Bahá’is tem aplicado esses princípios quando se refere a direitos humanos, pois eles são os principais consultores da ONU através de seus inúmeros sites ligados ao ECOSOC -Conselho Econômico e Social (clique aqui para visitar o site da comunidade na ONU). Aqui no Brasil,a mobilização é feita através do site DHNET.

A eliminação de todos os tipos de preconceitos permite que inúmeras organizações sociais “lutem” pelos seus direitos perante a ONU. Muitas vezes eles não são aprovados pelos ensinamentos de DEUS como é o caso do movimento gay. São inúmera ONGS que recebem o status de observadores da ONU como: o movimento gay, usuários de maconha e só DEUS sabe onde pode parar essa lista.

Por exemplo: abaixo temos a noticia de uma ONG gay recebendo o seu status de observadora:

Resumo da notícia: ONU concede status consultivo a grupo que defende direitos gays

A ONU concedeu nesta segunda-feira status consultivo ao Conselho Econômico e Social à Comissão Internacional dos Direitos Humanos de Gays e Lésbicas, apesar da resistência de Egito, China, Rússia e de outros países (…) O embaixador-adjunto do Reino Unido, Philip Parham, disse ao Ecosoc que a presença da Comissão Internacional dos Direitos Humanos de Gays e Lésbicas “agregará uma voz importante para as nossas discussões na ONU.” (Folha de São Paulo)

Observe que o representante do Reino Unido é que dá as boas vindas ao grupo. Isso acontece porque o movimento gay será o principal agentes facilitador durante o reinado do executivo mundial (vulgo anticristo). O movimento possui as seguintes metas como prioridade:

1) Forçar para que os cristãos se organizem para lutar pelo direito das igrejas através do consenso.Mas eles devem participar das deliberações por amor a Baha’u’llah.

2) Implantar a terrível agenda gay (ver o plano de sete etapas) que resultará na perseguição de muitos cristãos deixados para trás.

3) Usar a mídia como forte aliada na promoção dos eventos. É por isso que a cada dia o governo brasileiro permite que mega lideres que se dizem evangélicos adquiram canais de TV.

O falso combate ao racismo

Outra forma de preconceito que seria teoricamente combatida é o racial, mas quando a filosofia criada pelo cristo cósmico Baha’u’llah cai nas mãos dos comunistas brasileiros só aumentará o preconceito, pois essa é a filosofia está sendo importada do comunismo chinês como descrito na noticia abaixo:

Racismo comunista contra crianças mestiças na China – O portal China.org.ch, que publica notícias “segundo o posicionamento do governo” comunista, informou no dia 28 de junho que o Escritório de Administração de Entrada e Saída do país “advertia enfaticamente” os pais de crianças mestiças nascidas na China e com cidadania chinesa que se certificassem de ter seus documentos em ordem antes de chegarem aos aeroportos locais, depois de cerca de 100 famílias terem sido proibidas de levar suas crianças mestiças para fora do país este ano.

ALGUMAS NECESSIDADES DE ATRIBUIÇÃO NA ORDEM SOCIAL

  • Necessidade de uma contribuição europeia reforçada
  • Meios à medida dos desafios
  • Maiores recursos
  • Melhor qualidade da ajuda
  • Apoios mais previsíveis
  • Respostas aos choques externos
  • Coerência ao serviço do desenvolvimento
  • Dar prioridade ao continente africano
  • Melhorar a governação em África
  • Conectar África: infraestruturas e comércio
  • Promover uma sociedade equitativa, favorecendo o acesso aos serviços e um trabalho decente, tanto para as mulheres como para os homens, e um ambiente sustentável

ORDEM SOCIAL

Agenda:

1-Educação;

2-Educação Ambiental;

3-Cultura

4- Formas de redução da pobreza;

Atores:

  1.  O Estado;
  2. Bloco econômico  regional e mundial

UMA VISÃO CRÍTICA DO QUE SEJA A NOVA ORDEM MUNDIAL

“Um Governo Mundial e um sistema único monetário, numa permanente hierarquia sem eleições que se auto nomeiam entre si na forma de um sistema feudal como era feito na Idade Média. Nesta entidade de “Um Mundo”, a população estará limitada por restrições no número de crianças por família, doenças, guerras, fome, até que 1 bilião de pessoas que são inúteis para a classe administradora, em áreas que serão claramente e estritamente definidas, sejam o total da população mundial.

Não existirá classe média, apenas governantes e escravos. Todas as leis serão uniformes de acordo com um sistema legal de tribunais mundiais que praticam o mesmo código legal unificado, reforçados por uma força policial e militar para impor as leis nos países formados onde não existirão fronteiras. O sistema estará na base dum estado de bem-estar, aqueles que forem obedientes e subservientes para o Governo serão recompensados com os meios para sobreviver; os rebeldes irão simplesmente morrer a fome ou serão considerados fora-da-lei e serão um alvo para qualquer pessoa que os queira matar. Possuir armas de fogo ou qualquer tipo de arma serão proibidas entre o povo.

Porquê que a conspiração é desconhecida?

A complexa rede enganosa que rodeia os indivíduos e organizações envolvidas nesta conspiração fazem “limpezas cerebrais”, mesmo aos mais astutos entre nós. Muitas pessoas reagem com cepticismo e não acreditam, desconhecendo que foram condicionados a reagir com cepticismo por influência de instituições e mass-media. O autor do livro “The Top 13 Illuminati Bloodlines” (As 13 grandes linhagens dos Illuminati) diz que a maioria das pessoas têm barreiras mentais que impedem o cérebro de fazer uma examinação crítica a certos tópicos sensíveis. As “barreiras mentais” são um termo usado na CIA para um tipo de resposta condicionada que bloqueia o pensamento de uma pessoa e acaba com ele. Por exemplo, à menção da palavra “conspiração”, muitas pessoas reagem como se se tratasse de algo inventado por alguém saído dum hospital psiquiátrico, não querem sequer ouvir falar porque acham invenção, e é essa resposta que os Illuminati esperam que tenhamos quando ouvimos falar de conspirações, para continuarmos a ser ignorantes em relação ao que querem fazer connosco.

O que muitas pessoas acreditam que seja a “Opinião Pública” está na realidade a ser cuidadosamente manipulada por propaganda encriptada, feita para incitar uma resposta comportamental desejada pelos manipuladores. As votações de opinião pública são feitas com a intenção de calibrar a aceitação do público aos programas planeados da Nova Ordem Mundial. Uma exibição forte nas votações diz-lhes que a programação "está a ser feita", enquanto que uma exibição pobre diz aos manipuladores da Nova Ordem Mundial que têm que refazer ou modificar a programação até que a resposta desejada seja conseguida.

A NWO Modus Operandi

Os conspiradores globais da Nova Ordem Mundial manifestam os seus planos através da manipulação das emoções humanas, especialmente medo. Nos séculos passados, eles têm repetidamente utilizado a técnica de propaganda que o pesquisador e autor David Icketemcaracterizado no seu novo livro, The Biggest Secret, Problema, Reacção, e Solução.

A técnica e a seguinte: estrategistas da Nova ordem Mundial criam o Problema - financiando, montando, e treinando um grupo de oposição para estimular o conflito num poder politico estabelecido (pais soberano, região, continente, etc...). Em décadas recentes, os chamados grupos opositores são normalmente identificados nos media como 'freedom fighters' ou 'libertadores'.

Ao mesmo tempo, os líderes do poder politico onde o conflito está a acontecer e demonizado, e por isso, referido como um “novo Hitler” (faça a sua escolha: Saddam Hussein, Milosevic, Kadaffi, etc.). Os 'freedom fighters' não e de todo anormal montarem a partir de elementos locais criminosos (trafico de drogas). No espírito de maldade, os mesmos estrategistas da NWO estão igualmente envolvidos em operações de armar e dar apoio a líderes de países estabelecidos (a NWO lucra sempre com qualquer conflito armado, emprestando dinheiro, armando, e apoiando as partes envolvidas no conflito).

O conflito é elevado para o palco mundial dos media com grandes quantidades de fotos e vídeos. Reportagens de atrocidades horríficas e sangrentas sofridas por civis inocentes. Assim e pedida ajuda "Algo tem de ser feito!" e ai esta a desejada reacção.

Os fantoches da NWO proporcionam a Solução enviando as tropas da UN 'Peace Keepers' (Bósnia) ou a UN 'Coalition Force' (guerra do Golfo) ou bombardeiros da NATO e depois tropas no solo (Kosovo), ou por causa de armas de destruição maciça, Que claro nunca serão encontradas. Uma vez instalados os soldados de paz, os 'peace keepers' nunca mais saem. A ideia é ter tropas controladas pela NWO em todos os países grandes e em áreas estratégicas onde resistência a NWO possa ser grande.

O que é a Nova Ordem Mundial?

A parte corporativa da Nova Ordem Mundial é dominada pelos banqueiros internacionais, barões do petróleo e carteis farmacêuticos, também como outras corporações multinacionais. A família real inglesa, principalmente a Rainha Elizabeth II e a casa de Windsor, (que são na realidade, de facto, descendentes da realeza Europeia alemã – a família Saxe-Coburg-Gotha – mudou o nome para Windsor em 1914), são jogadores muito altos nos poucos governantes que controlam o topo da NWO. O centro das decisões e em Londres (especialmente a cidade de Londres), Basel Suiça, e Bruxelas (Sede da NATO).

As Nações Unidas, juntamente com todas as agencias a trabalhar para a NU, tais como Organização Mundial de Saúde, são jogadores a tempo inteiro no esquema. E a NATO e uma ferramenta militar da NWO.   

Os Lideres dos maiores países industrializados como Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Itália, Austrália, Nova Zelândia, etc. (membros do "G7/G8") estão activos e plenamente cooperativos nesta conspiração. Neste século, o grau de controlo exercido pela NWO tem avançado até o ponto que apenas certos indivíduos escolhidos a dedo, que são seleccionados e manipulados tem a possibilidade de se tornarem o primeiro-ministro ou presidente de países como Inglaterra, Alemanha, ou os Estados Unidos. Não interessou se ganhava Bill Clinton ou Bob Dole nas presidenciais em 1996, os resultados teriam sido os mesmos. Ambos estão a lutar na mesma equipa. Qualquer um que não jogue na equipa e retirado: Alguém se lembra do Presidente Kennedy, Ali Bhutto (Paquistão) e Aldo Moro (Italia). Mais recentemente, Admiras Borda e William Colby foram também assassinados porque ou não queriam fazer parte da conspiração para destruir a América, não colaboravam, ou tentavam expor os planos da NWO.


O papel da Nova Ordem Mundial em moldar a história

Maior parte das grandes guerras, golpes de estado, e depleções/redenções económicas dos últimos 100 anos (e antes) foram cuidadosamente planeadas e iniciadas pelas manipulações dessas elites. Elas incluem a guerra Espanha – América (1898), primeira guerra mundial e a segunda guerra mundial; a grande depressão; a revolução Bolshevik de 1917; o aparecimento da Alemanha Nazi; a guerra coreana; a guerra do Vietname; 1989-91 "queda" do comunismo Soviético; 1991 guerra do golfo; guerra no Kosovo. Até a revolução Francesa foi orquestrada pelos elementos da Nova Ordem Mundial.

A aquisição e consolidação de ainda maior riqueza, recursos naturais, poder politico total, e controlo sobre outros são as forças motivadoras que fazem as decisões dos lideres da NWO. O sofrimento humano e o número de vidas inocentes não são um problema para estes indivíduos.

Um livro esclarecedor e vividamente recomendado, que serve de complemento a esta informação: Pike, Theodore Winston.  1986. Israel, Our Duty, Our Dilemma. Big Sky Press, EUA, 345 pp



Informações sobre o texto

Este texto foi publicado diretamente pelos autores. Sua divulgação não depende de prévia aprovação pelo conselho editorial do site. Quando selecionados, os textos são divulgados na Revista Jus Navigandi.

Comentários

0

Livraria