O velho e o mar, uma lição profissional de Ernest Hemingway

Você pode achar que o livro “O Velho e o Mar” de Hemingway é um livro político, de luta de classes, e outras tantas interpretações que vimos por aí.

Quero trazer o livro uma realidade cotidiana das empresas atualmente.

Vamos contextualizar o livro: Escrito em 1952, o livro trata um pescador velho que acreditava ter acabado o tempo para si e decide se lançar ao mar para tentar a boa sorte. Dias se passam, e depois de mais dias lutando para pescar um peixe espada imenso que consegue trazer ao lado de sua barca, ele precisa lutar mais tantos dias contra os tubarões que cercam a barca para comer o peixe imóvel e fácil… Ele consegue chegar em terra apenas com a carcaça do maior peixe que pescou na vida…

E como isto tem a ver com nossa vida profissional?

Vamos pensar no processo eletrônico: Quantos advogados com mais idade estão como Santiago, o personagem do livro, lutando contra o mar do processo eletrônico e seus tubarões – mudanças diárias do meio de se comunicar com o judiciário?

Vamos pensar na gestão jurídica: Quantos profissionais se consideram velhos ou inexistentes para voltar ao mar do mercado jurídico por não se sentirem adequados as novas realidades de mercado? E estes profissionais muitas vezes estão com o peixe espada caçado, pronto, inerte ao seu lado e deixam os tubarões mais novos pegar a sua pesca.

Vamos pensar na tecnologia: Quantos estão comprando peixes espadas pensando em se alimentar quando precisam na verdade de peixes bons e em fartura para sobreviver? Adquirem tecnologia ultra/mega/plus moderna e não usam nem 1/3, deixando aos tubarões seus investimentos.

Mais de 50 anos depois, Ernest Hemingway nos brinda com muito ensinamento sobre gestão, tecnologia, processo eletrônico e gestão de pessoas:

Idade cronológica não faz uma pessoa. A pessoa é um misto de sua personalidade, conhecimento, experiências e principalmente o que ela faz com tudo isto no seu dia a dia.

Que possamos refletir e agir como o Santiago no livro, mesmo cronologicamente com idade avançada, não desistiu de lutar por aquilo que acreditava e somente voltou a terra firme quando conquistou seus objetivos.

Não desista porque mudaram o meio pelo qual você se comunicava uma vida toda com a sua profissão.

Não desista porque a tecnologia pode ser um pouco complexa e mudar rápido.

Não desista porque algo que sempre deu certo, como organizar o seu escritório com papel e agenda física, hoje não funciona.

A mudança é que pode movimentar o moinho e trazer energia.

Não canse de aprender, pois como já disse o filósofo: O homem não morre quando para de respirar, mas sim quando para de viver.

Viva a vida!

Viva a gestão e tecnologia!

Viva a nova advocacia!


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