Crianca é quem nao enxerga a realidade de filhos encostados em pensoes/ parasitas sim : mal do seculo! Mas a vida cobra. A pensao um dia acaba... snif, snif... e ai? Ai é a dura realidade nas costas ... para a qual o "coitadinho" nunca se preparara... Desculpa para parar de estudar existem muitas. Conheco muitos casos de quem rala...mas rala mesmo e é exatamente esta situacao que impulsiona o sujeito a ambicionar uma vida mais justa. Lutam e ate ingressam em faculdades publicas.. mas, quando querem. Quando nao querem... eh depressao, problemas... e etc etc e mais etc.... quem eh bom para dar desculpa nao é bom para mais nada.
Julianna, nisso concordo com você, as pessoas preferem vivem na fantasia mesmo. Preferem viver acreditando que todo mundo tem a vida que elas têm. É muita ingenuidade achar que todo mundo é igual e querer que todo mundo reaja como a gente reage.
Também é bem comum ver pessoas cobrando dos outros o que elas mesmas não fizeram. DUVIDO que vocês não tenham "mamado nas tetas" da família até os 24 anos. Não sei exatamente o que abrange "mamar nas tetas", mas tenho certeza de que pelo menos parcialmente vocês fizeram isso. DUVIDO que tenham se formado sem ajuda alguma.
Julianna, nisso concordo com você, as pessoas preferem vivem na fantasia mesmo. Preferem viver acreditando que todo mundo tem a vida que elas têm. É muita ingenuidade achar que todo mundo é igual e querer que todo mundo reaja como a gente reage.
Também é bem comum ver pessoas cobrando dos outros o que elas mesmas não fizeram. DUVIDO que vocês não tenham "mamado nas tetas" da família até os 24 anos. Não sei exatamente o que abrange "mamar nas tetas", mas tenho certeza de que pelo menos parcialmente vocês fizeram isso. DUVIDO que tenham se formado sem ajuda alguma.
Pois é Carolina
vc duvida, problema seu. Mas te conto que comecei a trabalhar aos 14 anos, pois minha mãe sempre me disse "seja independente, não dependa de ninguém pra comprar suas calcinhas" isso ela dizia em relação à casar e depender do marido. Nunca quis ser assim, sempre quis ser como ela é, trabalhando e estudando, pois minha mãe é Doutora com título pra ser chamada assim, numa área bem diferente da minha, meu pai morreu cedo, e ao contrário do que vc pensa, desde os 14 anos que não mamo nas tetas da minha familia, pois nessa idade já pagava minhas contas e ajudava nas despesas da casa. Estudei SEMPRE em colégio públicos, entrei pra faculdade PÚBLICA e me formei com muito orgulho, sem ninguém me dar nada, pois até meus livros de faculdade eu tive que xerocar, pois não tinha dinheiro pra comprar, ou pegar emprestado qdo era necessário. Mamei nas tetas da minha mãe, isso sim, até qdo começei a trabalhar fora, pois dentro de casa nunca tive moleza, casa pra limpar, louça pra lavar e outas atividades domésticas, nunca me fizeram mal, nunca me envergonhei disso, ao contrário, me fez ser quem sou hj, uma pessoa forte, determinada e se tenho o que tenho hj, e se sou o que sou hj, é pela minha educação, que foi muito boa aliás. Não acho errado pai sustentar filho, mas depois de certa idade, faça-me o favor! As pessoas tem que se colocar no lugar delas: FAculdade paga é pra rico. Pobre estuda de verdade e entra numa pública, assim como a maioria. Fui criada sem regalias, Carol, pq tive mais 3 irmãos, então nunca fui filhinha de papai e nunca tive berço de ouro. Quer alguma coisa? Corra atrás, não fique esperando a boa vontade do pai que nunca deu nada, nem moral nem financeiramente. Sinceramente, se fosse meu pai, já teria esquecido desse infortúnio. Isso não é pai, é castigo. Abraços**
LAVADA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Eh isso ai... vai fazer cursinho por anos a fio e faça uma faculdade publica... se colocará até melhor no mercado. Porque faculdade paga já tem fama de pagou- entrou. E simultaneamente continue dando conta dos servicos de casa. Exatamente assim. Simples assim. E Carol, nao julgue os outros pelos seus atos... se voce se formou mamando nas tetas da sua familia... nao é regra geral que isto é verdade para toda nacao.
Mas, Alexis, você tá presumindo que o relato da Luciane seja uma desculpa para parar de estudar. Você concluiu que é uma desculpa com base em quê? Não foi com base em nada do que ela falou. Você acha que depressão é uma escolha, uma desculpa de quem não quer progredir? Isso é falta de informação. É claro que existe gente que consegue superar dezenas de problemas. E existe gente que não consegue. E cada uma dessas pessoas teve uma vida diferente. Acho que um ponto de vista centrado nas próprias experiências é infantil.
Acho também que os ataques à Luciane deveriam ter parado no momento em que ela explicou a situação pela SEGUNDA VEZ e todo mundo entendeu. Eu entendi na primeira, mas sei que não foi o caso de todo mundo. Teve gente que pensou se tratar de malandragem. Depois, ficou bem claro que não era esse o caso. Porém, uma vez que ela virou "inimiga da galera", passou a ser aceitável continuar humilhando uma menina de 17 anos.
Por fim, sabe o que me ocorreu agora? O pai nunca pagou pensão justa. E não adianta dizer que a culpa é da Luciane, né? Pelo jeito, agora ela já está mais velha e vê a possibilidade de buscar por conta própria o que ninguém buscou para ela antes. Então, ainda que a Luciane queira voltar a estudar só pra que o pai cumpra sua obrigação, não vejo problema algum, desde que ela de fato frequente as aulas. Não se pode considerar isso também um impulso para a busca de uma vida mais justa, Alexis?
Julianna, "se vc duvida, problema seu" é um nível de discussão que não me interessa. Gosto de discutir ideias. Aliás, por isso vim participar deste fórum, para fugir desse tipo de "argumentação" boba que se encontra no Orkut. E "argumentos" como "LAVADA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!", então, Alexis, fazem-me acreditar que você ainda é adolescente. Se houver interesse em discutir o assunto em si, podemos continuar, mas se for só briga de ego, estou fora.
Julianna, muito bom saber da sua história. A minha é bem diferente, apesar de não ser como o Alexis gostaria de acreditar para se sentir melhor. Mas o que eu penso é o seguinte: se você não teve vida fácil, deveria entender com mais facilidade as dificuldades dos outros. Sem contar que, como você mesma disse, sua mãe te ensinou a ser independente. Mas você acha que toda mãe ensina? E seu pai morreu, mas não te rejeitou. Claro que existe ausência nos dois casos, mas as consequências são diferentes. Não há como você saber com certeza se dispensaria a ajuda de seu pai. Não é só uma questão financeira. Um filho rejeitado sabe que não tem como cobrar do pai nenhum tipo de sentimento. O amparo financeiro é a única coisa que ele pode exigir, é o único recurso que ele tem para ser reconhecido. E, mesmo que você pudesse me garantir que você não exigiria, por que você considera a escolha de exigir indigna?
Mas acho que o foco disso tudo foi perdido. A menina chega e relata a história de um pai que nunca pagou o que deveria. Agora, que ela cresceu e tem força pra buscar alguma coisa sozinha, todo mundo a coloca como a vilã da história. Acho difícil de acredita que vocês já não tenham se dado conta do quanto foram injustos, porém não querem admitir.
Alexis, sério, você precisa elaborar melhor as suas ideias. Às vezes é necessário perder um certo tempo pensando sobre as questões da vida, para desenvolver ideias completas, e não apenas frases prontas. Alguns pontos para você levar em consideração:
1) "Filho com mais de 17 anos (ou sei lá qual idade você considera justa) não devem cobrar pensão dos pais". Deve-se desconsiderar o que dispõe a lei, então? 2) "Não se deve 'mamar nas tetas' da família para se formar". Então isso pressupõe que você saia da casa dos seus pais e banque TODAS as suas despesas sozinho, certo? Ou você convenientemente chama de 'mamar nas tetas' só a mensalidade da faculdade? Aliás, e se os pais tiverem dinheiro para pagar, sem que isso os faça passar nenhum tipo de necessidade, como parece ser o caso em questão? Para você não há diferença entre pais que não podem e que não querem ajudar os filhos a estudar? 3) "Doença não é justificativa para parar de estudar". Mas doença nenhuma ou só as que você, que eu imagino ser um médico multiespecialista, considera graves o suficiente? 4) "Não se deve cursar faculdade particular". Mas e quando já se cursa uma pública e se quer cursar mais uma ao mesmo tempo? 5) "Pais que ajudam os filhos criam adultos despreparados". Jura que você não conhece ninguém bem sucedido que teve ajuda dos pais para estudar?
Por fim, não presuma que todo mundo que defende alguma coisa está advogando em causa própria. Sim, também é possível desenvolver a habilidade de enxergar os outros como seres diferentes de nós. Costuma acontecer aos três anos de idade, mas, para algumas pessoas, leva mais tempo. Ou seja, a história da Julianna não altera o que eu disse. Provavelmente, se a mãe dela pudesse oferecer mais, teria oferecido. Assim como eu imagino que a Julianna, se tiver condições, ajudará seus filhos a concluírem os estudos. A possibilidade de um adolescente fazer isso tudo sozinho não tira o direito dos outros de buscarem ajuda. Aliás, o ideal é que o adolescente NÃO tenha que fazer tudo isso sozinho. Agora me diga, Alexis, você vai ficar aí se vangloriando às custas de uma história que não é sua?
"Fiquei sabendo que se eu for fazer o curso superior tenho direito até os meus 25 anos, mas eu parei no ensino médio. Então, ainda tenho direito a minha pensão? Quantos porcento do salário do meu pai eu tenho direito?"
Fiquei sabendo: até entao o GRANDE INTERESSE em estudar nao existia. Interessante nao? Agora que ficou sabendo, ficou CONVENIENTE voltar a estudar... ELEMENTAR.
CArol: Voce é a ppra Luciane com outro nome ou uma chegada dela? Somente uma curiosidade.
E nao sou O Alexis e sim A Alexis... mae, de filhos em idade da Luciane... em faculdade PUBLICA - pq. valorizo os estudos/ creio que o caminho mais facil nem sempre é o mais correto. E aqui em casa para as coisas acontecerem nao é passando a mao na cabeça nao... é na base da pressao e cobranca. Assim, vejo hoje minhas filhas nao somente encaminhadas mas BEM ENCAMINHADAS... estao matriculadas em colegios federais e faculdades publicas : as unicas que julgo merecedoras de respeito. Já que o mercado assim o faz.
Nossa, se você é mãe, fico ainda mais espantada! Você não apoiaria seus filhos a buscarem auxílio financeiro de um pai ausente?
E, como eu disse lá em cima, não vejo muito problema em voltar a ter interesse em estudar só depois de descobrir que talvez o pai tenha que pagar. Aliás, para quem recebeu 80% de um salário mínimo como pensão a vida toda, também não vejo problema em querer saber qual seria a porcentagem justa. Você foi quem mais reclamou de quem não vai atrás. Você queria que uma criança tivesse ido atrás disso? Agora ela pode ir atrás. E, se de fato for estudar, que diferença faz o que gerou a decisão?
A propósito, eu não sou a Luciane. Sou bem mais velha, e, por mais que seja difícil acreditar, minha história não tem nada a ver com a dela. Essa desconfiança é só porque estou defendendo a menina? Bem, não é a primeira vez que defendo minha opinião neste fórum. Mas ler acusações como as que li aqui contra uma menina de 17 anos realmente me indignou. Nunca tinha visto distorcerem tanto uma situação neste fórum.
Pois é né Carol. Fui injusta em corrigi-la na pretenção de angariar pensão até os 25 anos, e mostrar pra ela que é até os 24. Fui injusta em achar que "cidadão parasita" foi uma boa definição que o Dr. Antonio deu para filhos que querem sugar seus pais. Não vi ele dar "nome aos bois" nem afirmar que a LUCIANE era a representação da colocação dele, e nem eu disse isso. Quem se sentiu ofendida foi ela, comigo pq a corrigi, e ela quis saber mais do que eu que atuo na área, uma boa pretenção pra alguém de 17 anos, então não deveria consultar um adv, ja que sabe de tudo. Apenas respondi a altura, pois nesse momento eu fui ofendida, em ler que "somente advogados deveriam responder....Trollagem virtual" e etc. Se falo, é pq tenho certeza do que estou afirmando, afinal, anos de faculdade devem ter servido pra alguma coisa. Em primeiro momento ela não explicou a situação, por tanto, dá espaço para pensarmos o que quisermos, e interpretarmos como quisermos. Se ela está ofendida, perdoe-me. Mas minha opinião é a mesma do inicio. Trabalhar trabalhar trabalhar. Só nós mesmos podemos nos dar algo de bom, pq de graça ninguém dá nada pra gente não, Carol. Abraços**
Pois é né Carol. Fui injusta em corrigi-la na pretenção de angariar pensão até os 25 anos, e mostrar pra ela que é até os 24. Fui injusta em achar que "cidadão parasita" foi uma boa definição que o Dr. Antonio deu para filhos que querem sugar seus pais. Não vi ele dar "nome aos bois" nem afirmar que a LUCIANE era a representação da colocação dele, e nem eu disse isso. Quem se sentiu ofendida foi ela, comigo pq a corrigi, e ela quis saber mais do que eu que atuo na área, uma boa pretenção pra alguém de 17 anos, então não deveria consultar um adv, ja que sabe de tudo. Apenas respondi a altura, pois nesse momento eu fui ofendida, em ler que "somente advogados deveriam responder....Trollagem virtual" e etc. Se falo, é pq tenho certeza do que estou afirmando, afinal, anos de faculdade devem ter servido pra alguma coisa. Em primeiro momento ela não explicou a situação, por tanto, dá espaço para pensarmos o que quisermos, e interpretarmos como quisermos. Se ela está ofendida, perdoe-me. Mas minha opinião é a mesma do inicio. Trabalhar trabalhar trabalhar. Só nós mesmos podemos nos dar algo de bom, pq de graça ninguém dá nada pra gente não, Carol. Abraços**
Julianna, eu realmente não tinha entendido que o comentário da Luciane sobre trollagem tinha sido para você. Lembro que, quando li, fiquei procurando a quem ela se referia e achei que a pessoa tivesse apagado o comentário. Acho que não deduzi que era pra você porque sei que você é da área, pois já vi outras respostas suas.
Porém, você há de convir que também não ficaria quieta se tivesse sido ofendida da forma como ela foi. Imagine que você precisasse de auxílio em uma outra área, fizesse uma pergunta em um fórum e ouvisse algo como "parasita", injustamente. E não adianta dizer que não foi pra ela. Eu pessoalmente nunca gostei muito desses artifícios de falar as coisas indiretamente, para assim assumir só meia responsabilidade sobre o que foi dito. Não precisa nem ser bom entendedor para saber que era direcionado a ela. Sempre achei um pouco covarde a postura do "se a carapuça serviu...".
Entendo perfeitamente que você se irrite por ser corrigida por alguém que sabe menos que você. A informação que ela colocou realmente estava errada, mas acho que a dúvida estava mais no fato de ela não ter terminado o segundo grau ainda, o que implica em atingir a maioridade sem estar cursando estabelecimento de ensino superior.
Não sei. Depende de vocês. Eu já expus meus argumentos. Quem decide se encerramos ou não é vocês. Assim como também são vocês que sabem se têm força ou não para rever ideias incoerentes e desinformadas, ou se é penoso demais admitir para si que certos conceitos preestabelecidos podem não fazer sentido. A maioria das pessoas é avessa a mudanças mesmo.
Só queria esclarecer que se você não colocar 'Dr' ou 'adv' no apelido, eu não tenho como adivinhar se você é, ou estuda na área. Lembrando que isso é a INTERNET, então não dá pra ter certeza do que realmente é ''real'' ou não, sem contar que é a primeira vez que venho a esse fórum, então quando fiz a pergunta nem sabia se quer como as coisas funcionavam, nem que iria ser respondida rapidamente, eu esperava que fosse demorar bem mais... Em fim, se alguém se sentiu ofendido, peço desculpas, porque também me senti e vim aqui apenas em busca de informação. Carolina, obrigada por toda a sua atenção, e aos outros tbm, mas creio que você foi a única que tenha me interpretado e me entendido. Estarei indo em busca de um defensor público sim, inclusive o mesmo já está marcado, resolvi consultar esse fórum para esclarecer as minhas duvidas, antes mesmo de ter a oportunidade de pergunta-las a ele. Então, você realmente crê que mesmo tendo parado de estudar, eu realmente tenho direito de exigir uma ajuda melhor que eles podem dar?
Luciane, peço desculpas pela demora excessiva em responder. É que, como não trabalho na área jurídica, fui buscar informações com um Defensor Público da Família. Nem sei se ainda adianta responder, mas vou repassar o que ele me disse, em termos leigos.
O fato de você ter interrompido seus estudos não é determinante. O que define a situação é a necessidade ou não da pensão. Se você puder comprovar que parou de estudar porque ficou doente, seria bom, mas também não é essencial. Saiba também que seu pai não pode simplesmente parar de pagar pensão quando você completar 18 anos. Ele teria que entrar com uma ação de exoneração.
Acho que o mais importante é você lembrar que, ainda que não consiga um reajuste ou a continuidade da pensão, você tem o direito de ir atrás disso. Inclusive moralmente. Não se sinta constrangida pelos comentários que leu aqui. Lembre-se de que nem todo mundo é capaz de mudar pensamentos arraigados ou elaborar ideias prontas, e que muitas dessas ideias são pautadas em despeito. Nenhum adolescente deveria ter que se virar sozinho em todos os aspectos da vida. E todo pai com condição financeira deveria ajudar o filho que tem interesse em estudar e aprender mais, ainda que após os 18 anos. Discordo da visão obcecada em trabalho. Na sua idade, é mais importante focar de verdade nos estudos, se você tiver chance. Sabe por quê? Porque a maioria das pessoas não está tão interessada em aprender, mas apenas em arranjar um emprego. E sabe o que acaba acontecendo? As boas oportunidades surgem para quem está de fato preparado, para quem tem mais conhecimento e interesse. Então, se seu pai realmente pode custear seus estudos, não se preocupe ainda em ganhar dinheiro. Quando tiver a chance de fazer um estágio, não opte necessariamente pelo que paga mais, mas pelo que vai te ensinar mais e possibilitar que você estude mais. Assim, você provavelmente será mais bem-sucedida.
Ao contrário do que foi dito, eu sei, por experiência própria, que nem todo adolescente precisa ser pressionado para estudar e trabalhar. Na minha casa aconteceu o contrário. Meus pais sempre valorizaram o conhecimento, o aprendizado e os estudos, de forma que desenvolvi naturalmente o interesse em aprender. Tive oportunidades de trabalho desde o terceiro ano do ensino médio, como freelance. Quando o trabalho impossibilitou que eu ampliasse meus estudos, meus pais me incentivaram a parar de trabalhar e optar pelo segundo curso que eles sabiam que eu tanto queria fazer. Eu gostava do trabalho que fazia, e gostava de poder, já aos 18 anos, bancar o apartamento em que morava sozinha (pois mudei de cidade para fazer faculdade). Muita gente acha que basta fazer faculdade pública para ser independente dos pais. Porém, se não existe faculdade pública na sua cidade, você terá que sair da casa dos pais. De qualquer forma, só pude fazer isso tudo porque desde a infância meus pais investiram muito em estudo, o que me trouxe oportunidades de trabalho desde muito cedo. E o fato é que, se consegui me sustentar durante os 18 e 19 anos, nos dois anos seguintes fui totalmente "parasita" dos meus pais, já que fazia dois cursos diferentes. Mas, depois que terminei um deles, retomei o trabalho com muito mais qualificação, fazendo dele minha profissão.
P.S.: Vale ressaltar que o defensor público que me ajudou a responder a sua pergunta não se formou em Direito em faculdade pública. Algumas correntes dizem que, em razão disso, ele não deve ser um bom profissional, ainda que tenha se tornado defensor aos 24 anos, já pós-graduado, e tenha se formado apenas na segunda melhor faculdade do estado, já que na USP ele optou por prestar outro curso. De acordo com a mesma corrente, outro ponto desfavorável é que, apesar de ter conseguido um estágio em um dos maiores escritórios de advocacia do país ainda no segundo ano da faculdade, ele desistiu após um ano, mesmo recebendo um bom salário. Passou o resto do curso estagiando em órgãos públicos, algumas vezes de graça, só porque tinha mais interesse na área e mais chance de aprender e estudar. Ou seja, "parasitou" também por opção. Ah, e com o apoio dos pais.
Bom, falar até papagaio fala. Quando for arrumar um emprego observe: um candidato da UniTabajara e outro da USP/Unicamp/Unesp... adivinha quem entra mais rapido? Valorizo tambem os estudos em primeiro lugar. SEMPRE. Mas se o genitor se omite de tal obrigacao, fazer o quê? Obriga-lo a bancar 100% da mensalidade? Os juizes nao entendem desta forma. E outra: se o curso que voce escolher nao te absorver em tempo integral (medicina, por exemplo) os juizes entendem que voce tem um horario para trabalhar e outro para estudar... quem rala mais... vai mais longe.