O EXAME DA ORDEM SERA ABOLIDO OU NÃO
POIS OS OUTROS CURSOS DE BACHAREL NÃO NECESSITA FAZER EXAME COMO É O DA OAB FIQUEI SABENDO QUE IRIA ACABAR COM ESTAS PROVAS, POIS TODOS PODEMOS EXERCER NOSSAS FUNCOES LIBERAIS. ESTOU CORRETO?
Oi Leo Adv...
Vc sempre apela não?, e desta vez será a última vez que troco idéias com vc, Não quero que seu tempo seje desperdiçado, embora me divirto muito com a sua sede de postar aqui seus comentários intelectuais e mostrar o quanto é "bão" no assunto.
Gostaria que vc conseguisse me enxergar agora e ver a carinha do gato do SBT dizendo:
Ooooooooooooooooohhhhhhhhh !!!
Só para relaxar um pouco. rsss
Entendo somente de uma coisa e essa vc tb sabe: a aprovação na OAB, mexe demais com o âmago do camarada.
"Ademais, a prova da OAB vale como título, quer dizer que se ainda assim vc com muita sorte conseguir a aprovação em um concurso qualquer".
Sorte ? Xiiii, isto é papo de gente frustada hein, pelo jeito vc já tentou e não obteve êxito...
"Resumindo, vc querendo ou não deverá também, junto com seus colegas analfabetos ou não, enfrentar o Exame da Ordem."
Torço muito que meus colegas analfabetos passem na EO e faça com que pessoa arrogante como vc, passe fome por falta de clientes. Desculpe mesmo, mas vc foi um infeliz dizendo isso.
"Pare de perder tempo lendo baboseiras e comece a ler a lei, doutrina e jurisprudência, parando assim, de querer ficar formando suas próprias opiniões que de nada valem no mundo jurídico. Seja humilde, abaixe a cabeça e vá estudar."
Quem está perdendo tempo aqui é vc Sr. Adv. Sou estudante, e estou aqui aprendendo com a sua educação.
Relax, ignore as matérias que postei e continuarei a postar aqui...
Ps. vc não aguenta neh... quer brilhar, igual seu coleguinha dr... pobre ignorado. rss
Abraços
Alessandra
Nossa Alessandra,
quanta amarguuuuuuuuuuuuuuuuuuuura!!!!
Desculpe se ofendi em alguma coisa. Mas se vc ler os editais dos concursos jurídicos, vc verá que passar no Exame da Ordem geralmente vale 1,5 ponto, exatamente igual a uma pós graduação, ou seja, vc em uma tarde consegue a mesma pontuação do que cursando uma pós durante 18, 24 meses, duas vezes na semana...
O que não posso entender é uma pessoa estudar Direito e desdenhar tanto a profissão do advogado. Impõe ressaltar que para os concursos que vc quer passar, vc precisa de três anos de prática jurídica (entenda-se, advogar, a não ser que vc seja analista judiciário)
Portanto, não há saída, vai estudar !!! e pare de defender analfabetos cheios dos "direitchus"
Em tempo, não faço a menor idéia de qual programa de televisão vc está se referindo...
gato do SBT? ...
Fala sério, vai assistir TV Justiça que vc ganha mais! Os ministros do STF têm muio a ensinar, e eles estão com seu pé de meia, e o Silvio Santos, coitado, tá devendo 2 bilhões...Quem mandou ele ficar veiculando baboseiras e alienando o povo (contribuindo para o analfabetismo) durante 20 anos em vez de estudar. Pior ainda quem assiste...
abç
...
* UMA BOA LEITURA **
Antigamente, o idiota era o idiota. Nenhum ser tão sem mistério e repito: — tão cristalino. O sujeito o identificava, a olho nu, no meio de milhões. E mais: — o primeiro a identificar-se como tal era o próprio idiota. Não sei se me entendem. No passado, o marido era o último a saber. Sabiam os vizinhos, os credores, os familiares, os conhecidos e os desconhecidos. Só ele, marido, era obtusamente cego para o óbvio ululante.
Sim, o traído ia para as esquinas, botecos e retretas gabar a infiel: — “Uma santa! Uma santa!”. Mas o tempo passou. Hoje, dá-se o inverso. O primeiro a saber é o marido. Pode fingir-se de cego. Mas sabe, eis a verdade, sabe. Lembro-me de um que sabia endereço, hora, dia etc. etc.
Pois o idiota era o primeiro a saber-se idiota. Não tinha nenhuma ilusão. E uma das cenas mais fortes que vi, em toda a minha infância, foi a de uma autoflagelação. Um vizinho berrava, atirando rútilas patadas: — “Eu sou um quadrúpede!”. Nenhuma objeção. E, então, insistia, heróico: — “Sou um quadrúpede de 28 patas!”. Não precisara beber para essa extroversão triunfal. Era um límpido, translúcido idiota.
E o imbecil como tal se comportava. Nascia numa família também de imbecis. Nem os avós, nem os pais, nem os tios, eram piores ou melhores. E, como todos eram idiotas, ninguém pensava. Tinha-se como certo que só uma pequena e seletíssima elite podia pensar. A vida política estava reservada aos “melhores”. Só os “melhores”, repito, só os “melhores” ousavam o gesto político, o ato político, o pensamento político, a decisão política, o crime político.
Por saber-se idiota, o sujeito babava na gravata de humildade. Na rua, deslizava, rente à parede, envergonhado da própria inépcia e da própria burrice. Não passava do quarto ano primário. E quando cruzava com um dos “melhores”, só faltava lamber-lhe as botas como uma cadelinha amestrada. Nunca, nunca o idiota ousaria ler, aprender, estudar, além de limites ferozes. No romance, ia até ao Maria, a desgraçada.
Vejam bem: — o imbecil não se envergonhava de o ser. Havia plena acomodação entre ele e sua insignificância. E admitia que só os “melhores” podem pensar, agir, decidir. Pois bem. O mundo foi assim, até outro dia. Há coisa de três ou quatro anos, uma telefonista aposentada me dizia: — “Eu não tenho o intelectual muito desenvolvido”. Não era queixa, era uma constatação. Santa senhora! Foi talvez a última idiota confessa do nosso tempo.
De repente, os idiotas descobriram que são em maior número. Sempre foram em maior número e não percebiam o óbvio ululante. E mais descobriram: — a vergonhosa inferioridade numérica dos “melhores”. Para um “gênio”, 800 mil, 1 milhão, 2 milhões, 3 milhões de cretinos. E, certo dia, um idiota resolveu testar o poder numérico: — trepou num caixote e fez um discurso. Logo se improvisou uma multidão. O orador teve a solidariedade fulminante dos outros idiotas. A multidão crescia como num pesadelo. Em quinze minutos, mugia, ali, uma massa de meio milhão.
Se o orador fosse Cristo, ou Buda, ou Maomé, não teria a audiência de um vira-lata, de um gato vadio. Teríamos de ser cada um de nós um pequeno Cristo, um pequeno Buda, um pequeno Maomé. Outrora, os imbecis faziam platéia para os “superiores”. Hoje, não. Hoje, só há platéia para o idiota. É preciso ser idiota indubitável para se ter emprego, salários, atuação, influência, amantes, carros, jóias etc. etc.
Quanto aos “melhores”, ou mudam, e imitam os cretinos, ou não sobrevivem. O inglês Wells, que tinha, em todos os seus escritos, uma pose profética, só não previu a “invasão dos idiotas”. E, de fato, eles explodem por toda parte: são professores, sociólogos, poetas, magistrados, cineastas, industriais. O dinheiro, a fé, a ciência, as artes, a tecnologia, a moral, tudo, tudo está nas mãos dos patetas.
E, então, os valores da vida começaram a apodrecer. Sim, estão apodrecendo nas nossas barbas espantadíssimas. As hierarquias vão ruindo como cúpulas de pauzinhos de fósforos. E nem precisamos ampliar muito a nossa visão. Vamos fixar apenas o problema religioso. A Igreja tem uma hierarquia de 2 mil anos. Tal hierarquia precisa ser preservada ou a própria Igreja não dura mais quinze minutos. No dia em que um coroinha começar a questionar o papa, ou Jesus, ou Virgem Maria, será exatamente o fim.
É o que está acontecendo. Nem se pense que a “invasão dos idiotas” só ocorreu no Brasil. Se fosse uma crise apenas brasileira, cada um de nós podia resmungar: — “Subdesenvolvimento” — e estaria encerrada a questão. Mas é uma realidade mundial. Em que pese a dessemelhança de idioma e paisagem, nada mais parecido com um idiota do que outro idiota. Todos são gêmeos, estejam uns aqui, outros em Cingapura.
Mas eu falava de que mesmo? Ah, da Igreja. Um dia, ao voltar de Roma, o dr. Alceu falou aos jornalistas. E atira, pela janela, 2 mil anos de fé. É pensador, um alto espírito e, pior, uma grande voz católica. Segundo ele, durante os vinte séculos, a Igreja não foi senão uma lacaia das classes dominantes, uma lacaia dos privilégios mais hediondos. Portanto, a Igreja é o próprio Cinismo, a própria Iniqüidade, a própria Abjeção, a própria Bandalheira (e vai tudo com a inicial maiúscula).
Mas quem diz isso? É o Diabo, em versão do teatro de revista? Não. É uma inteligência, uma cultura, um homem de bem e de fé. De mais a mais, o dr. Alceu tinha acabado de beijar a mão de Sua Santidade. Vinha de Roma, a eterna. E reduz a Igreja a uma vil e gigantesca impostura. Mas se ele o diz, e tem razão, vamos, já, já, fechar a Igreja e confiscar-lhe as pratas.
Cabe então a pergunta: — “O dr. Alceu pensa assim?”. Não. Em outra época, foi um dos “melhores”. Mas agora é preciso adular os idiotas, conquistar-lhes o apoio numérico. Hoje, até o gênio se finge imbecil. Nada de ser gênio, santo, herói ou simplesmente homem de bem. Os idiotas não os toleram. E as freiras põem short, maiô e posam para Manchete como se fossem do teatro rebolado. Por outro lado, d. Hélder quer missa com reco-reco, tamborim, pandeiro e cuíca. É a missa cômica e Jesus fazendo passista de Carlos Machado. Tem mais: — o papa visitará a América Latina. Segundo os jornais, teme-se que o papa seja agredido, assassinado, ultrajado etc. etc. A imprensa dá a notícia com a maior naturalidade, sem acrescentar ao fato um ponto de exclamação. São os idiotas, os idiotas, os idiotas.
[SE ALGUEM AINDA NÃO CONHECIA ESSE TEXTO, INFORMO QUE ELE É DATADO DE 19/8/1968, ESCRITO POR NELSON RODRIGUES, NUM PERFEITO MOMENTO DE LUCIDEZ)
.
...
Alessandra
note que ele mesmo responde essa pergunta:
"... Em outra época, foi um dos “melhores”. Mas agora é preciso adular os idiotas, conquistar-lhes o apoio numérico. Hoje, até o gênio se finge imbecil. Nada de ser gênio, santo, herói ou simplesmente homem de bem. Os idiotas não os toleram... ".
capixe?
.