O EXAME DA ORDEM SERA ABOLIDO OU NÃO
POIS OS OUTROS CURSOS DE BACHAREL NÃO NECESSITA FAZER EXAME COMO É O DA OAB FIQUEI SABENDO QUE IRIA ACABAR COM ESTAS PROVAS, POIS TODOS PODEMOS EXERCER NOSSAS FUNCOES LIBERAIS. ESTOU CORRETO?
O Pedrão já disse boa parte do que eu queria dizer...
"Dói" ler que a segunda fase da OAB é uma "máquina de reprovação em massa".
O cidadão tem a oportunidade de escolher a matéria que mais tem afinidade, daí ele tem de fazer uma simples peça e responder a 5 questões básicas sobre a disciplina escolhida.
O mais interessante é que você encontra todas as respostas na lei, ou seja, basta saber procurar...
Isso sem falar que ninguém precisa de cursinho para ser aprovado!
O problema é que as pessoas acreditam que o cursinho é algo essencial, sendo que este deveria servir apenas como um complemento.
É tão difícil assim ler livros?
O texto à seguir bem expressa os objetivos reais daqueles que pretendem acaba com a advocacia, acabando com o exame da Ordem, escancarando as portas para o exercício da profissão. Logo acabarão com os vestibulares (que já é apenas formal), com os cursos de Direito presenciais, em breve os bacharéis de Direito estudarão por correspondência (em alusão ao Instituto Universal - alguém se lembra?), pela internet etc... enfim qualquer um poderá ser advogado, sem estudar, somente cumprindo o requisito temporal para a obtenção do canudo e, é claro, pagando as mensalidades. Tem jeito esse país corrupto?:
"O ano é 2.209 D.C. - ou seja, daqui a duzentos anos - e uma conversa entre avô e neto tem início a partir da seguinte interpelação:
- Vovô, por que o mundo está acabando?
A calma da pergunta revela a inocência da alma infante. E no mesmo tom vem a resposta:
Porque não existem mais advogados, meu anjo.
Advogados? Mas o que é isso? O que fazia um advogado?
O velho responde, então, que advogados eram homens e mulheres elegantes que se expressavam sempre de maneira muito culta e que, muitos anos atrás, lutavam pela justiça defendendo as pessoas e a sociedade.
Eles defendiam as pessoas? Mas eles eram super-heróis?
Sim. Mas eles não eram vistos assim. Seus próprios clientes muitas vezes não pagavam os seus honorários e ainda faziam piadas, dizendo que as cobras não picavam advogados por ética profissional.
E como foi que eles desapareceram, vovô?
Ah, foi tudo parte de um plano secreto e genial, pois todo super-herói tem que enfrentar um supervilão, não é? No caso, para derrotar os advogados esse supervilão se valeu da "União" de três poderes. Por isso chamamos esse supervilão de "União".
Segundo o velho, por meio do primeiro poder, a União permitiu a criação de infinitos cursos de Direito no País inteiro, formando dezenas de milhares de profissionais a cada semestre, o que acabou com a qualidade do ensino e entupiu o mercado de bacharéis.
Com o segundo poder, a União criou leis que permitiam que as pessoas movessem processos judiciais sem a presença de um advogado, favorecendo a defesa de poderosos grupos econômicos e do Estado contra o cidadão leigo e ignorante. Por estarem acostumadas a ouvir piadas sobre como os advogados extorquiam seus clientes, as pessoas aplaudiram a iniciativa.
O terceiro poder foi mais cruel. Seus integrantes fixavam honorários irrisórios para os advogados, mesmo quando a lei estabelecia limite mínimo! Isso sem falar na compensação de honorários.
Mas o terceiro poder não durou muito tempo. Logo depois da criação do processo eletrônico, os computadores se tornaram tão poderosos que aprenderam a julgar os processos sozinhos. Foi o que se denominou de Justiça "self-service" . Das decisões não cabiam recursos, já que um computador sempre confirmava a decisão do outro, pois todos obedeciam à mesma lógica.
O primeiro poder, então, absorveu o segundo, com a criação das ´medidas definitivas´, novo nome dado às ´medidas provisórias´ . Só quem poderia fazer alguma coisa eram os advogados, mas já era tarde demais. Estes estavam muito ocupados tentando sobreviver, dirigindo táxis e vendendo cosméticos. Sem advogados, a única forma de restaurar a democracia é por meio das armas.
- E é por isso que o mundo está acabando, meu netinho. Mas agora chega de assuntos tristes. Eu já contei por que as cobras não picam os advogados ?
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Obs. Desvalorizaram tanto os professores que acabaram com a educação, cultura e os princípios básicos. (mais fácil manipular um povo inculto). O mesmo princípio de desvalorização assola os advogados e suas prerrogativas. (mais fácil manipular um povo inculto e sem direito à Justiça).
Senhor Graciliano.!
Li seu comentário, primeiramente como cidadão, tiro o chapéu e como Advogado faço reverencias as suas palavras. Certamente que no país de incultos que uma grande maioria não sabe ler, mesmo estando na Escola, certamente que não tem perspectivas, seja pela própria insolencia, seja pelas facilidades das "aprovações". Acham que a educação que deveria inicar em casa é de responsabilidade de professores, ledo engano. O resultado está ai, os semianalfabetos querendo um espaço sem um mínimo de sacrificio. Ah Mas que nada, assistimos BBB, temos Carnaval, e saladas de frutas com mulheres morango, melão e por ai afora. Resumindo: Aos defensores contra o exame, um conselho: Vão Estudar ABRAÇOS Helder
Voltei. Não poderia deixar de saudar os dois últimos participantes: Sr Graciliano, pela magnífica defesa da figura do Advogado contida no seu texto; Dr Helder, pelo oportuno arremate, à luz dos fatos atuais. Como disse, não só tenho fé de que manteremos a avaliação da OAB, como também, queira Deus, teremos a mesma sistemática estendida a todos os cursos superiores, aferindo o mínimo conhecimento exigível desses profissionais.Vale lembrar que o desempenho dos bacharéis na prova OAB influencia a avaliação das IES, feitas pelo MEC, uma acertada medida para forçar e nivelar por cima a qualidade desses cursos superiores.
Sr. A.L.G.O
Obrigado pelas palavras e pelas colocações, certamente que gostariamos que fosse mesmo estendida a todos os cursos de graduação. Muito bem colocado. Sra. Simone Aguera, também bem concisa, isto mostra que de fato a profissão é intelectual e que ainda temos bons pensadores como Graciliano, Simone e A.L.G.O, que me desculpem as demais pessoas as quais não faço alusão, porém tem o meu respeito também. Parabens a todos Abraços e boa tarde. Helder
A piada do dia... Prestem atenção nisso...
O sabio criador do tópico, que escreveu a palavra que entrou para a história do forum "abulido", mudou seu apelido e nos presenteou com esta nova pérola, deem uma olhadinha na pagina 3 deste tópico:-
"bom dia! Este debate esta interessante aqui neste fórum, mas uma coisa que me intriga,o criador deste caput não escreveu assim para poder chamar a atenção de todos e acabou logrando?"
prestem atenção nas palavras usadas por ele:- "caput", "logrando", etc...
Vejam só, enquanto postavamos nossos comentários ele aproveitou para estudar.
Só que esqueceu-se que mesmo mudando seu apelido, o mesmo continua aparecendo na cor "verde", o que acontece sempre que o criador do tópico posta nova menssagem.
Parabéns pra ele...
O exame da OAB pode existir mas de forma diferente, hoje é impeditivo, porem deveira ser igual ao ENADE apenas avaliativo. Sabemos nós que é um abuso cooperativista, visa em primeiro lugar o lucro, pois quanto mais reprovarem melhor para OAB. Outra coisa, é uma reserva de Mercado, gostaria de saber se os que fizeram os exames da OAB em anos passados passarriam na atualidade.Quando não existia O Estatuto do Idoso, Estatuto do desarmento, Estatuto da Mulher casada, O Estatuto da Criança e do Adolescente e outros era mais fácil passar.. Teriam hoje condições de fazerem novos exames da OAB com aprovação?. Portanto sou a favor de que esses profissionais fossem novamente avaliados, passando por um novo aprimoramento
Prezado Silva,
Vários colegas aqui já explicaram por que seria mais vantojoso para a OAB se o exame simplesmente deixasse de existir.
Vamos lá:
Valor da inscrição: R$ 200,00 Valor da anuidade aqui em São Paulo: R$ 793,00
Lembre-se de que o camarada só pode fazer o exame três vezes por ano! R$ 200,00 X 3 = R$ 600,00
Posso garantir que eu tenho condições de passar no exame da OAB atualmente, até mesmo porque não faz muito tempo que eu fui aprovado e eu prestei o exame uma única vez.
O único segredo para conseguir a aprovação é estudar, nada mais.
Como já disseram alguns colegas, você "mata" a prova da OAB lendo sinopses e a lei seca...
Se houvessem questões doutrinárias ou envolvendo várias teorias complexas eu até entenderia.
Por exemplo, se se perguntar:
a) Qual a diferença do Funcionalismo Teleológico para o Funcionalismo Sistêmico no Direito Penal? b) Estabeleça a diferença nos conceitos de princípios e regras para acordo com Robert Alexy e Ronald Dworkin. c) Explica sobre a possibilidade e sobre as vedações de Cautelares, Liminares e Antecipação de Tutela contra a Fazenda Pública.
Se fosse assim, eu até estaria de acordo. A prova é mesmo complexa.
Agora, enquanto ler a Lei Seca e sinopses for o suficiente para passar, não dá para aceitar tais argumentos.
A não ser que se queira admitir que para ser advogado não seja preciso estudar, ou que para advogar qualquer leiturazinha é o suficiente. É a profissão blá-blá-blá, estudar é para os fracos.
Se realmente for assim, então tem que se admitir que a prova “é foda”.
Eu tenho amigos que passaram na prova e não sabem nada.
Faço uma pergunta sobre Ação Renovatória ou sobre Tutela Antecipada nas locações e não sabem.
Faço uma pergunta sobre Execução Provisória não sabem.
Faço uma pergunta sobre Suspensão de Segurança da Liminar no Mandado de Segurança e não sabem.
Aí eu me pergunto: como alguém ainda pode achar tal prova difícil?
Talvez pela sensibilidade, alguns possam se sentir ofendido, ou possa achar que é provocação, mas mesmo assim tenho que dizer: quem não passa nessa prova não sabe ABSOLUTAMENTE nada.
Eu reconheço que muitos não têm o tempo necessário para os estudos, devido ao Trabalho ou outras obrigações. Realmente é difícil, porém, para os que estão nessa situação não acredito que facilitar a prova seja a melhor opção. Talvez seja a melhor pra você, mas não para o Direito.
Advogados que conhecem poucas Leis talvez sejam porque atuam numa área só.
Eu pelo menos me sinto como um Ministro do STF. Lá julgam de tudo, e com qualidade.
Eu faço de quase tudo. Não tenho a honra de trabalhar numa única área, pois sou escravo das necessidades materiais (quem não gosta de dinheiro?).
Mas já ouvi muitos que atuam numa área só falar cada besteira.
Não sei que mundo é esse que advogados não precisam estudar. No “meu mundo” o estudo é diário.
No mesmo dia atendo pessoas com problemas relacionados ao Direito Administrativo, Direito Penal, Direito do Consumidor, Lei do Inquilinato etc.
Às vezes preciso estudar horas e horas só para dar uma consulta. Já li o anteprojeto do CPC e do CPP várias vezes por inteiro, além de ler a cada dois meses o CPC e CPP em vigor por inteiro e muitas outras Leis.
E ainda tenho tempo para Ler obras de autores estrangeiros, sociologia, antropologia etc. (Filosofia estou tentando). Sempre atualizo meus Livros dos autores mais conhecidos, e ainda tenho tempo para escrever aqui no jus e fazer as pós-graduações e estudar italiano e ler o livrão do Luigi Ferrajoli, Principia Iuris. T. I, T. II, e T. III.
Destarte, para quem não gosta de estudar eu digo o seguinte: é depois do exame de ordem que o estudo de verdade começa.
Não pense que seus livros e a necessidade de estudo irão transitar em julgado após o exame. Errado.
Olhem o que o foi dito aí acima.
A complexidade está no Estatuto da Criança e do Adolescente, no Estatuto do Idoso, no Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288, DE 20 DE JULHO DE 2010), e mais alguns Estatutos.
É isso que é a dificuldade?
Fala sério.
Será se em uma semana não dá para ler Tudo? Levando-se em conta que já se tem uma base de cinco anos de estudos jurídicos.
Tem autor que em cinco dias da publicação da Lei já lança um livro.