Direitos humanos ou "dos manos"?
Quero apenas dividir um mail que acabei de receber. Tenham um bom dia!
Tenho um pouco mais de... ou melhor... sou CINQUENTÃO!!! E desde que me conheço por gente e aprendi com meus pais sobre a vida... Quando saí de casa, aos onze anos, por circunstâncias alheias a vontade de meu pai e mãe, mas sim pela necessidade de estudar - o que Eles nunca abriram mão - de dar estudo aos filhos. Portanto, desde então quando comecei, por mim mesmo, CONHECER a VIDA, REPUDIAVA E AINDA O FAÇO, AS PESSOAS QUE SÓ PENSAM NOS AUTORES DE ATROCIDADES, DANDO-LHES O RÓTULO DE VÍTIMAS DA SOCIEDADE... Há pouco tempo surgiram os direitos humanos, as ONGs!! PASTORAIS... etc... Tenho filhos... e rezo diariamente para que Deus os abençoe a cada momento de suas vidas... Se voce que lê esta história, tem filhos... Passe adiante... Vamos tentar conscientizar os "dirigentes" dessas entidades que busquem a justiça real para as pessoas... Que você tenha uma bela semana... Abraços... de UM AMIGO...
PRESTE ATENÇÃO!
Carta enviada de uma mãe para outra mãe em SP, após noticiário na TV:
DE MÃE PARA MÃE:
*Vi seu enérgico protesto diante das câmeras de televisão contra a transferência do seu filho, menor infrator, das dependências da FEBEM em São Paulo para outra dependência da FEBEM no interior do Estado.
*Vi você se queixando da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que passou a ter para visitá-lo, bem como de outros inconvenientes decorrentes daquela transferência.
*Vi também toda a cobertura que a mídia deu para o fato, assim como vi que não só você, mas igualmente outras mães na mesma situação que você, contam com o apoio de Comissões Pastorais, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, ONGs, etc...
*Eu também sou mãe e sendo assim posso compreender seu protesto. Quero com ele fazer coro.
*Enorme é a distância que me separa do meu filho.
*Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são as dificuldades e as despesas que tenho para visitá-lo. Com muito sacrifício, só posso fazê-lo aos domingos porque labuto, inclusive aos sábados, para auxiliar no sustento e educação do resto da família...
*Felizmente conto com o meu inseparável companheiro, que desempenha para mim importante papel de amigo e conselheiro espiritual.
*Se você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou estupidamente num assalto a uma vídeo-locadora, onde ele (meu filho) trabalhava durante o dia para pagar seus estudos à noite.
*No próximo domingo, quando você estiver abraçando, beijando e fazendo carícias no seu filho, eu estarei visitando o meu e depositando flores no seu humilde túmulo, num cemitério da periferia de São Paulo...
*Ah! Ia me esquecendo:
e também ganhando pouco e sustentando a casa, pode ficar tranqüila, viu, que eu estarei pagando de novo, o colchão que seu querido filho queimou lá na última rebelião da Febem.
Nem no cemitério nem na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante destas "Entidades" que tanto lhe confortam, para me dar uma palavra de conforto, e talvez me indicar
"Os meus direitos"!
Se concordar, circule este manifesto!
Talvez a gente consiga acabar com esta inversão
de valores que assola o Brasil.
DIREITOS HUMANOS
SÃO PARA
HUMANOS DIREITOS
Apenas completando, tinha me esquecido:
Querer que o criminoso trabalhe, produza, estude, pague os estragos materiais que fizer, tudo isso que queremos é dentro da legalidade. Se ainda não está lei, nosso inconformismo é que tudo isso deva se transformar em lei, para que seja aplicada. Onde está a crueldade disso ????
Se isso que pedimos é considerado pena cruel, então a sociedade livre, ordeira, organizada e cumpridora dos seus deveres é penalizada cruelmente todos os dias, em todas as suas atitudes, sem nem mesmo isso constar das leis. Então, não acha isso uma crueldade ??????
Oi Pedrão: Quem falou em penas crueis foi voce, em nenhum momento vejo isso que eu disse como crueldade. Assim como também foi voce que falou que as pessoas por serem do bem, podem violar as leis. (se são do bem, não violam leis. Mas querem leis mais rigorosas e eficientes, e assim, nesse sentido, se manifestam). Não vi ninguem se manifestando assim, nem mesmo interpretando assim, mas respeito seu direito de assim entender.
Como advogado, que imagino que vc seja, acho que deveria aceitar o direito de outras pessoas, que não são do direito, mas que já vivenciaram essas situações, de se manifestarem livremente, como o forum assim permite.
Não vou debater com voce sobre Direito, ou Filosofia do Direito, até mesmo porque seria covardia. Voce é da área, eu não sou !!. Mas vou rebater sempre que achar que é pertinente, em especial neste assunto, com o aval moral de quem sofreu na propria carne, e até hoje ainda carrega no corpo as sequelas. Se não me for permitido mais me manifestar, que os moderadores do fórum me censurem, dentro das regras, pois tudo aquilo que aqui se manifesta, penso eu, deva, de alguma forma, ser útil à alguem, e não somente à quem propos o tópico, ou aos advogados, que talvez julguem este espaço como uma reserva de mercado. Talvez, este espaço até o seja, mas então, restrinja-se a inscrições aos profissionais da área, com o respectivo OAB cadastrado.
Aqui é só para discussões.
O Código de Ética e Disciplina da OAB dispõe:
Art. 5º O exercício da advocacia é incompatível com qualquer procedimento de mercantilização. [...]
Art. 7º É vedado o oferecimento de serviços profissionais que impliquem, direta ou indiretamente, inculcação ou captação de clientela. [...]
Art. 32. O advogado que eventualmente participar de programa de televisão ou de rádio, de entrevista na imprensa, de reportagem televisionada ou de qualquer outro meio, para manifestação profissional, deve visar a objetivos exclusivamente ilustrativos, educacionais e instrutivos, sem propósito de promoção pessoal ou profissional, vedados pronunciamentos sobre métodos de trabalho usados por seus colegas de profissão. [Fala de qualquer meio]
Então, como disse anteriormente, esse assunto para mim, já deu !!!!
Não tenho formação academica (nessa área) para debater o assunto. O que coloquei, está colocado, não foram posições insanas, tudo foi vivenciado. Assim, como leigo, já narrei o que passei, o que penso sobre o assunto, e o que gostaria que pudesse ser feito. Se o tópico vai prosseguir academicamente, não há porque eu continuar.
Aos outros membros deste topico, que não são do Direito, ou que são e que comungam dos mesmos pensamentos que eu, só tenho a agradecer.
Aos outros, cujos pensamentos vão em linha oposta, desejo-lhes sorte !!
Pedrão Não apague nada, sua contribuição é importante aos seus colegas de profissão. Quem já falou o que tinha que falar, e agora tem que se retirar, sou eu. A discussão é academica, minha contribuição era apenas uma situação real. Não é porque discordamos, que devemos rasgar o que dissemos. Voce me provou que é um debate academico, do qual não tenho conhecimento academico para debater.
M Kasseris, tiro aquí "meu chapéu" pra voce! Eu como muitos leigos e outras pessoas que nao sao da área agradecemos pelas suas palavras que mostra o sentimento de muitos que nao tem oportunidade para se manifestar. Faço minhas as suas palavra sem retirar uma vírgula. E se me permite, continue a debater, pois como colocou esse forum é livre. abraço*
Caro M. Kessaris, sua participação, como a de todos os outros é livre neste fórum. Por circunstâncias fui eu que criei este tópico, mas poderia ter sido qualquer outra pessoa e sabe por que? Porque este sentimento de aflição, de insegurança, de angústia por ver diturnamente a inversão de valores que vivemos, acaba por atingir todo o meio social, no qual nós, operadores do direito também estamos inseridos. Toda a sociedade de um modo geral está escandalizada com a impunidade, de modo que se indignar contra isso não é privilégio de classe alguma. Eu sou advogado, opero meu mister dentro das leis positivadas, mas isso não quer dizer que concordo com todas elas. Infelizmente nossa constituição não passa de uma carta de boas intenções. Prevê uma infinidade de direitos mas poucos deveres. É preciso educação ampla para saber lidar com liberdades, coisa que nosso povo não tem, seja porque o acesso é difícil, seja porque é leniente mesmo. Devemos compreender que a lei é dinâmica, os momentos sociais mudam, alguns dizem que evoluem (eu penso que também retrogradam), de maneira que uma vontade popular bem manifestada pode e deve influenciar o legislador, ainda que os tenhamos(com razão) em baixa conta. Assim tem acontecido e espero que com debates como esse, com a exposição do pensamento das pessoas, tenhamos a criação de leis mais duras para combater uma criminalidade e impunidade sem precedentes. Esse assunto interessa a todos, indistintamente e eu como advogado que sou, agradeço e subscrevo sua escrita.
Saudações.
Vale salientar que a crítica deve ser feita quando se conhece o que está criticando.
Pode-se conhecer o mundo, indiretamente, estudando (livros de sociologia, direitos humanos, criminologia etc.), ou diretamente, conhecendo o trabalho de alguma instituição, comissão ou comitê de Direitos Humanos.
Eu faço parte de uma comissão de Direitos Humanos e nesta comissão aproximadamente apenas uns 20% dos trabalhos envolvem o sistema penitenciário.
Se quiser julgar o mundo pelo que viu na televisão ou num jornal, cujo jornalista não tem formação em nada (só quer exercer a liberdade de se expressar sobre o que não sabe), ou pelo que vivenciou, sinto muito, mas tenho que informar (por mais que você não acredite) que sua experiência (e a teleexperiência, telessensação etc.) não é o mundo.
Pelo visto eu perdi muita coisa e me perdi com os comentários apagados... Mas, M Kessaris, Rose e todos que querem que os presos trabalhem e paguem o mal que fizeram, quero deixar BEM claro que eu nunca falei o contrário disso! Só não me peçam pra acreditar em vingança! E, como bem colocou o Pedrão, penso que vocês estão, sim, levando para o lado pessoal! M Kessaris, sua dor é incalculável pra mim! Claro que me solidarizo contigo! Sem a menor dúvida, assim como me solidarizo com tantas mães que perdem seus filhos! Eu penso que, de certa forma e até certo ponto, tudo é pessoal sim. Minhas crenças, que me levaram a começar a acreditar em justiça e não em vingança, são pessoais, são MINHAS crenças! Meu pai quase me perdeu! Fui ameaçada por um policial certa vez. E meu pai prometeu me "vingar" e eu pedi que não! Falei que não quero isso... mesmo que eu morra, estarei morrendo por minhas crenças... Mas eu não posso dizer que eu não sentiria vontade de vingar um filho morto brutalmente! Apenas posso assegurar que lutaria contra este sentimento. Uma coisa é sentir raiva, ódio, outra é alimentar isso! Fomentar isso! O perigo de alimentar o ódio é não saber onde ele vai parar, o que ele vai gerar ou a quem ele vai atingir! Nada supera o amor e o perdão! E não estou falando de coisas que eu não sei. Que eu não vivi! Quando se odeia isso destrói a nós, nosso ódio não afeta os outros porque os outros não o sentem. A corrente pesa em nós! Mas o amor liberta, a nós! Liberta da dor, do ódio... e, se o outro não sente, ele que fique com seu ódio! Isso é entre ele e Deus! Eu me sentia fazendo caridade quando comecei a trabalhar com presos. Hoje eu vejo que fui eu quem mais recebeu. Na cadeia não tem "só" bandido não! Tem muita gente que errou por "n" motivos e que só quer uma chance pra acertar na vida! Como eu me arrependo das muitas vezes em que eu pensei que "bandido bom era bandido morto"! Ser humano bom é aquele que é capaz de perdoar... O maior e mais precioso exemplo do mundo é Cristo, que perdoou tudo! E ninguém neste mundo sofreu mais que ele! Perdoar é um exercício e ninguém pode se dizer cristão sem estar disposto a fazê-lo. Sem nem estar disposto a tentar...
Me apaixonei por um trabalhador, nunca fui de gostar de vagabundo, só que esse homem escondeu coisa do seu passado, como por ex: ter sido internado um bom periodo em uma clinica de dependencia quimica, ele era alcolatra e usuario de droga, depois que saiu da mesma passou a só beber, mas bebia muitoo, ele era farrista, mulherengo, tive uma filha dele, e na minha casa ele colocava dentro dela toda as PIORES ESPECIE DE SER HUMANO, tipo prostitutas, drogados, homicidas, traficantes, ladroes de banco de carga e ETC... cada um que chegava com um galochinho de pinga da mas barata, entrava e virava o melhor amigo dele, ele se desfez da propia familia, eu por minha vez tinha que protejer as minhas filhas desse tipo de gente, não conseguia dormir, já não existia mas nervos pra suportar essa situação, pois os maginais me tratava igual uma cachorra, por varias vezes tive que enfrentar marginais olho por olho dente por dente, pois não se esqueça que eu estava em uma casa com DUAS FILHAS LINDAS E MENOR em um corvil de cobras, eu não tenho nem um vicio, não bebo e nuunca usei drogas, e graças a Deus mesmo no meios deles consegui criar minhas filhas na diguinidade sabe como? apontando TÀ VENDO FILHA QUE RIDICULO? OLHA COMO FICA UM DROGADO? SE ACHA ESPETO INTELIGENTE MAS SÃO UNS IMUNDOS, BURROS E RIDICULOS . Eu venci, pois são diguinas, sem vicios, uma ainda tem apenas 11 anos, a outra é bem casada, agora pensa uma mae vigiando duas riquezas, era eu, tive que colocar essa gente pra fora na paulada, no grito, no tapa, pois em briga de marido e mulher ninguem mete a culher, nem policia quer saber, estava sozinha nessa situação, e o medo de estupro das minhas filhas, de serem aliciadas a usar drogas, a minha casa mas parecia um lixão, pra terminar a historia, coloquei esses lixos pra fora, tranquei meu marido na chave até ele se curar, todos os dias um gritava no portão coisas horrives, sentia medo, mas a minha vida não valia mas nada, tinha que proteger a minha familia que era somente as minhas filhas, quando o meu marido estava bom, a casa em ordem e ele resolveu sair pra retomada da sua vida na sociedade, não durou tres mezes , pois os mesmos que ele acolheu em casa, e chamou de MEU CAMARADA, MEU MANO, MEU AMIGO, o matou, mas antes quebrou as duas pernas dele, baterão muito nele, e depois de tudo quando ele caiu derão tres tiro nele, Alegação dos tal CAMARADAS: ele falou de mas, sabe por que? Bebado entregou onde estava indo dois drogados, e outros maginais forão cobrar a divida de drogas, derão uma surra nos dois, e os dois matarão o pai da minha cassula, agora fala: EU TENHO ALGUMA DÓ? R. Não tenho pois ele foi avisado, não se junta com carniça, quem com porco se mistura farelo come, quem com vagabundo se junta, vagabundo é, e assim por diante, Ai vem alguem e pede pra mim sentir dó de uns tipos desses? não tenho nem uma dó, oque se pranta se colhe, Graças a DEUS eu venci, as minhas filhas são exemplar, na educação, na vida pessoal , e perante a sociedade, sinto apenas por não ter feita as escolhas certas na vida, pois pau que nace torto morre torto, meu erro foi tentar salvar alguem do buraco que estava, achar que teria recuperação, que talvez iria se endireitar, erro de varias mulheres. Passa por isso tudo que eu passei ai perdoa uns tipo desses, eu sou ser humano, não sou Deus e nem Jesus cristo, sou do tipo: Bota esse bando de vagabundo pra trabalhar, e estudar, direito pra mim eles não tem, pois eles não dão e nem respeitão direito de ninguem, eles tem sim DEVERES PERANTE A SOCIEDADE, TEM QUE PAGAR A SUA DIVIDA PERANTE A SOCIEDADE, então pra mim direitos humano pra bandido pra mim é uma comedia, pois Se os meus direitos não forão respeitados e nem os da minhas filhas, vcs querem que eu respeito direito de bandido? Ahh e ia me esquecendo, quem matou o pai da minha filha, forão ex detento, reentegrado a sociedade, saiu da cadeia um mes depois matou, ainda exibe a arma, a carregando pra baixo e pra cima em uma mochila, o novo emprego dele é: GERENTE DE BOCA , aliciando mas jovens , e matando tbm. Bela reetegração, belo ser humano reentregado a sociedade, De lixo a sociedade esta cheia, não prescisa mas na rua, pois a sociedade prescisa de diguinidade, precisa criar seus filhos na segurança, precisa de educação, precisa de paz, E NÂO DE MARGINAS E GUERRA DE MARGINAIS, queremos que nossos filhos saia LIVREMENTE NAS RUAS, e não fique presas em casa, igual as minhas que teve que parar de ir um tempo na ESCOLA POR CAUSA DAS AMEAÇAS SOFRIDAS, todos os dias eu chorava, não por mim, sim por elas, pois a minha vida não valia nada, mas as dá minhas filhas valia peso de ouro, amo as minhas filhas, amo a minha familia, e sou capaz de qualquer coisa para as defender desse tipo de ( SER HUMANO) hoje vivo em uma paz, mas foi dificil, muitas vezes sai corrida da minha propia casa, pois dona não era eu e sim os Marginais, e quando meu marido morreu por segurança vendi a preço de banana pois lá minhas filhas não estaria segura, dividimos o dinheiro entre os filhos dele, 1 minha e os tres dele do primeiro casamento.