Conversa informal
Pronto, inaugurado o tópico. Assim aqueles assuntos paralelos, sem ligação com os tópicos correspondentes podem vir para cá.
Elisete,
Eu vou fazer na Argentina mesmo, com o Zaffaroni. É mais caro, mas, pra mim, é mais fácil.
Você que gosta de mitologia, o que acha de escrever um livro sobre Direito e Mitologia. Por exemplo:
Juízes Narciso (apaixona-se pela própria imagem, acreditando ser a própria justiça); Ética da Resistência de Prometeu (prevalece a Ética sobre a opressão); Os “Justiceiros do Direito” e as aventuras de Perseu.
Aliadas com os conhecimentos da História. Sensacional. Não conheço algum livro assim. Seria único.
E quando publicar sua tese me avisa, pois quero comprá-la.
Ao ilustre Luiz Andriotti,
Me parece frustrado com a vida acadêmica e um adepto da práxis acima de tudo. Coisas da vida moderna. Cansei de ouvir tais argumentos nos corredores das salas de aula. Teoria para que? na prática é diferente...
Condutas dirigidas assim, tão somente à práxis, em última análise apenas perpetuam o erro. Pode-se chamar de erro autopoiético - a conduta errada alimenta-se de sua própria existência. Faço porque é assim que se faz (quem liga se está incorreto).
Quanto à mesa farta, deixo aqui de citar milhares de opções além do direito que podem por a mesa - de ditadores a políticos corruptos. Passar fome nestes casos não parece tão ruim assim (Ghandi deve ter uma ou duas palavras a este respeito).
E, pela enésima vez, deixarei escrito: importante é o que se é, não o que se tem.
Reflexões para o começo de um ano realmente novo, com a esperança de um mundo melhor.
Saudações,
Pensador vc errou feio, que vida academica?
Ghandi! que comparação esdrúxula. Que porra de Ghandi! o negócio é grana meu amiguinho, mas isso o ceis não gosta hehehehh
Elisete,
Eu quero sim, a parceria e a tese. Tenho até algumas ideias. Vou resumir e enviar e-mail sobre o que estou pensando para ver se é um bom caminho.
A tese eu vou ler com atenção, mas minha opinião será superficial, pois conheço pouco da história, principalmente do tema pesquisado. Aliás, nem tem condições de opinar. Vou ler para conhecer e prestigiar seu trabalho, pois sempre é bom ler teses feitas com dedicação.
Abraço!
Pedrão, vc acha que eu sei tudo sobre a história do direito? É que nem para lá eu caminho, tenho noções básicas sobre o fundamental, mas saber tudo acredito que nem os grandes Doutores da área, como Volterra, Biondi,Garrido, D´Ors, etc., sabem. Quando eu fiz a minha dissertação de mestrado não sabia nada sobre o direito da família na história, mas foi divertido. Na novela Tieta, o pai da Tieta sempre a chamava de teuda e manteuda, eu julgava que o termo se referisse às prostitutas, no entanto, decorrente dos meus estudos, encontrei o termo na Portugaliae Monumenta Historica, o termo vem do galaico e refere-se à mulher tida e mantida, ou seja, as atuais companheiras que moravam e eram sustentadas por um homem. O primeiro termo a ser utilizado para as relações concubinárias foi «paelex» (num texto de Numa Pompilio), depois concubina, depois barraga ou barrega, depois teuda e manteuda, passou um tempo sem que estas relações tivessem um reconhecimento legal, quando retornou foi, geralmente, como companheira.
Isto para lhe dizer que estas minuciosidades só se aprende quando se estuda um tema exato, fora isso só se sabe o geral, normalmente ensinado em sala de aula.
Assim que eu "terminar" a história antiga eu lhe envio, utilizei as aspas pois terminar para quem ainda está a escrever não significa pronto e acabado, mesmo depois de entregarmos a versão final encontramos erros, detectamos falta de informações, etc. Vc terá esta noção quando entregar a sua dissertação, acontece com todos, dá uma raiva que vc nem imagina, mas se o trabalho estivesse perfeito os arguentes não teriam muito o que fazer.
Aguardo o seu e-mail.
Abraços
Caro Dr. O Pensador;
Sei bem o quanto é difícil ler um livro em outras linguas, principalmente quando se trata de livros técnicos, neste momento estou com 3 em italiano e o CIC em latim/espanhol. Cuidado com as traduções, só fuja do original quando for realmente impossível compreende-lo, mesmo que isso exija 10 vezes mais esforço. Se lembra daquilo que falei das Institutas do Jurisconsulto Gaio, tradução do latim para o portugues feita por Cretella Júnior, em que, até o título está mal traduzido?
Só continuo a utilizar a tradução do Cretella por não saber latim, mas já encontrei outra passagem neste livro que no CIC latim-espanhol fala outra coisa.
Se puderes, vá para a tradução espanhola, geralmente, eles são mais rigorosos nas traduções e é uma língua de fácil compreensão.
Abraços
Obrigado Dra. Elisete,
Mas é difícil vencer a preguiça e para uma aventura por outras línguas, mormente a quem a sorte não premiou com um certo dom para os idiomas.
A grande dificuldade é que o referido autor sempre utiliza-se de uma forte base filosófica e, não apenas técnico-jurídica. E, filosofia em outras línguas requer realmente muito conhecimento e domínio do idioma.
Portugal, em muitos aspectos, parece fazer ctrl-c/ctrl-v do Brasil.
Estão a cogitar a proibição do tabaco em esplanadas e portas de estabelecimentos da restauração (bares, discotecas, restaurantes, etc).
Já que se prepocupam tanto com o ar e a saúde pública, deveriam proibir a circulação de veículos automotores.
Abraços