Conversa informal

Há 14 anos ·
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Pronto, inaugurado o tópico. Assim aqueles assuntos paralelos, sem ligação com os tópicos correspondentes podem vir para cá.

1452 Respostas
página 65 de 73
Elisete Almeida
Advertido
Há 13 anos ·
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Olá Dr. O Pensador!

Me dá uma ajuda?

Veja estas citações e me dê a sua opinião:

"18 Classe social composta por pessoas totalmente livres, com plenos direitos e proteção jurídica, as quais formavam a camada mais alta da sociedade e ocupavam cargos de destaque, com colocação mais elevada como o Rei, seguido dos militares, religiosos, políticos, numa camada mais baixa tem-se, os artesãos, os comerciantes e os profissionais liberais. Vide PEINADO, F. L., o.c., C. 19 Formada pela maior fração da sociedade, tratava-se de uma classe intermediária, que nem se enquadrava na dos awili (totalmente livres), nem na dos wardu (escravos), a princípio, era composta por pessoas com capacidade diminuída, como era o caso dos libertos. Prestavam serviços a outras pessoas, como agricultores, pastores, pescadores, etc. Vide PEINADO, F. L., o.c., C-CI. 20 A classe social denominada wardu era formada por escravos, os quais eram considerados como «coisa» e, como tal, propriedade de alguém. No entanto, e apesar de serem uma «coisa», aparentemente tinham um status híbrido, uma vez que tinham liberdade económica, inclusive, recebiam salários e com isso poderiam aforrar e comprar a sua própria alforria, passando para a classe dos mushkenu. Vide PEINADO, F. L., o.c., CI-CII."

A fonte que está na nota 18 eu repeti na 19 e na 20, queria saber se, no lugar de "Vide PEINADO, F. L., o.c., CI-CII", eu posso utilizar o idem ou ibidem?

E nesta outra:

" 248 Vide COSTA, M. J. A. História, o.c., 151 e 157. 249 Ibidem, 153. 250 Idem, 153. 251 Idem, 153."

Quando eu utilizo o idem, eu tenho que colocar novamente o nº da pg?

Obrigada.

BJU´s

Elisete Almeida
Advertido
Há 13 anos ·
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Ah! Pensador, já ia me esquecendo.

Por exemplo, se numa citação eu faço referência, por exemplo, às pgs. 14 e 15 da obra, se a citação seguinte for sobre a mesma obra, mas das pgs. 15 e 16, eu devo utilizar o idem ou o ibidem?

BJU´s

Elisete Almeida
Advertido
Há 13 anos ·
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Sr. Dr. Moderador;

Como mulher, agradeço a sua homenagem.

Grandes BJU´s.

Autor da pergunta
Advertido
Há 13 anos ·
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Prezada Dra. Elisete,

1- Tanto idem quanto ibidem devem estar grafados em itálico, já que não fazem parte de nosso vernáculo.

2- Abreviatura id. e ib. ou ibid.

3- Utilizar idem a se referir ao mesmo autor e ibidem quando se referir à mesma obra.

4- Quando no ibidem se referir à mesma página, não é necessário repetir. Apenas deverá declinar se forem em páginas separadas.

Espero ter ajudado!

Autor da pergunta
Advertido
Há 13 anos ·
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"Elisete Almeida 08/03/2013 12:40 Ah! Pensador, já ia me esquecendo.

Por exemplo, se numa citação eu faço referência, por exemplo, às pgs. 14 e 15 da obra, se a citação seguinte for sobre a mesma obra, mas das pgs. 15 e 16, eu devo utilizar o idem ou o ibidem?"

Entendo que deva utilizar o ibidem, e deverá declinar as páginas, já que diversas. Entendo também que para citações sequenciais, é em tese permitido fazer na primeira citação uma referência ampla às páginas em continuidade, ex. 14 a 16 e, na sequência utilizar apenas ibidem.

Elisete Almeida
Advertido
Há 13 anos ·
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Olá Dr. O Pensador!

Obrigada.

Eu evito a "referência ampla", alguns professores aqui não gostam e como não sei quem estará na minha banca, prefiro jogar pelo seguro.

Por exemplo, tenho citações assim:

"Diferentemente da adoptio romana (245) e das adoptiones germânicas (246), a affiliatio, difundida no território hispânico durante a época visigótica, apesar das supostas raízes germânicas, não revestia o mesmo carácter das adoções conhecidas até aquele momento por aqueles povos invasores, apontando-se como principal diferença a objetivação de efeitos patrimoniais em detrimento das relações pessoais, ou seja, através da aceitação de um indivíduo como filho, procurava-se alcançar um fim patrimonial; assim, o principal propósito seria a evasão das regras sucessórias vigentes; porém, também seria utilizada para a obtenção de benefícios fiscais e a legitimação de filhos havidos fora do matrimónio. (247)

(245) Apenas para relembrar, a adoptio romana, em épocas mais remotas, teve diversos propósitos como a continuação dos cultos domésticos, nome e tradições familiares, correção das divergências entre o parentesco civil e o de sangue, transferência de mão-de-obra entre famílias, aquisição da cidadania por latinos, transformar plebeus em patrícios, assegurar a sucessão ao trono, e, por último, criar um vínculo artificial de filiação através da regra adoptio naturam imitatur. Vide COSTA, Mário Júlio de Almeida. Adopção, in BFD, Vol. XLIV, (Coimbra, 1968), 271-272. (246) As adoptiones germânicas, em sua fórmula arcaica, seriam utilizadas para introduzir um estranho a «Sippe», através de um procedimento simbólico, posteriormente, passou a limitar a sua eficácia ao âmbito da família particular, tendo como propósito a supressão da falta de filhos na linha masculina, correção da falta de filiação devido à esterilidade da mulher, ampliação do círculo dos herdeiros Vide SCOVAZZI, Marco. L`Adozione nel Diritto Germanico, in Rivista di Storia del Diritto Italiano, Anno XXXII – Vol. XXXII, (Verona, 1959), 193-199. (247) Vide COSTA, M. J. A. Adopção, o.c., 273."

Mas este negócio de idem e ibidem me faz confusão. Acho que agora, com a sua exlicação, consegui entender.

BJU

Heidegger (99% ateu)
Há 13 anos ·
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Pensador,

Você acredita que a razão, ou melhor, uma suposta razão separada da história possa quebrar o círculo hermenêutico?

Autor da pergunta
Advertido
Há 13 anos ·
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Ilustre e saudoso amigo Pedrão! Que fortuna ter lido sua postagem quase em tempo real. Não tenho ingressado muito no fórum ultimamente. Hoje que andei desocupado a fazer birra com a colega de 8 personalidades.

Interessante seu questionamento. Interessante mesmo. Por estes dias andamos falando de história e interpretação. A Dra. Elisete estava às voltas com Savign, se não estou equivocado.

Estreitando o uso de razão apenas para ratio (stricto), uma razão separada da história seria algo como o numenum de Kant; algo que se apreende apenas pela ratio, sem um processo cognitivo.

Porém, me parece que teríamos que retornar à teoria do conhecimento. À primeira vista não enxergo possibilidade desta "razão" a-histórica depois da virada linguística. Nem a partir da nova hermenêutica, nem a partir das teorias linguísticas (e ou discursivas).

Veja que o sujeito da razão a-histórica estaria como terceiro, fora do processo cognitivo e não dentro.

Vou refletir sobre o tema.

Elisete Almeida
Advertido
Há 13 anos ·
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Olá Dr. O Pensador;

Percebi que fez pesquisa sobre o tema . Caso tenha alguma obra para indicar a compra, tanto na psicologia, como sociologia ou jurídico, agradeço, quero aproveitar que estou no Brasil para levar alguns livros.

Também, se tiver alguma indicação de código comentado, fico grata.

Um grande BJU

Elisete Almeida
Advertido
Há 13 anos ·
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Querido Dr. O Pensador;

Ontem comprei os livros de Izabel Galvão "Uma concepção Dialética do Desenvolvimento Infantil" e de Laurinda Ramalho de Almeida "Afetividade, Aprendizagem e Educação de Jovens e Adultos", dei uma vista de olhos neles, porém vejo que são leituras mais voltadas ao ensino escolar e não ao contato familiar.

Também comprei o Curso de Direito Civil (família) da Maria Helena Diniz, fiquei surpresa, pois ela elenca, no rol de princípios do direito da família, o princípio da afetividade, porém sem grandes explicações, o que não é comum nela.

Eu gostaria de levar um CPC, mas não sei se devo levá-lo comentado, ou sem comentários e com um livro sobre a disciplina. O que vc me sugere e quais autores?

Um grande BJU

Autor da pergunta
Advertido
Há 13 anos ·
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O CPC comentado tenho o do Jose Medina, da Ed. RT, na categoria de comentados não se pode esperar muito.

Quanto a doutrina, afora os manuais, terá que ter em mente a área específica, pois existem livros às centenas, às vezes livros para uma única peça processual. Na categoria manuais, tem o esquematizado do Pedro Lenza. Tem também o manual da Fernanda Tartuce, que eu particularmente não gostei muito.

Caso seja algum livro específico, existem alguns muito bons.

Acerca da afetividade na psicologia ainda estou buscando bibliografia.

Saudações afetuosas,

Elisete Almeida
Advertido
Há 13 anos ·
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Olá Dr. O Pensador!

Obrigada pelas dicas.

De psicologia, eu comprei Aspectos Psicológicos na Prática Jurídica (A. Vários), mas acho pouco, eu precisava de, pelo menos, umas 20 bibliografias para cada área do conhecimento (psicologia, sociologia, filosofia e antropologia). Estou à procura de um livro, bastante recomendado, chamado "A Fortaleza Vazia", apesar de ser uma tese já superada no meio, trata da possibilidade de determinado autismo ter origem no abandono familiar, creio que o autor é da escola de Freud.

Tentarei ver o livro do Pedro Lenza.

Se vc souber de mais livros para recomendar, estarei por cá até dia 07.

Obrigada.

BJU´s

Heidegger (99% ateu)
Há 13 anos ·
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Elisete,

O melhor CPC comentado é o do Nelson Nery, e doutrina eu prefiro a coleção do Marinoni.

Heidegger (99% ateu)
Há 13 anos ·
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E volume único, uma opção razoável, é o Manual de Direito Processual Civil do Daniel Amorim Assumpção Neves.

Elisete Almeida
Advertido
Há 13 anos ·
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Olá Pedrão!

Pois é, o problema é que estes livros são caaaaaaros! Kkkkkk

E processo civil para minha tese, nem é tão importante, é só para fazer um recorte. É que nem penal, não vale investir uma fortuna em livros, é só o básico.

Tipo, tenho um CC comentado, para mim é ótimo, pois os detalhes obtenho em doutrina e manuais. Mas lá está, a matéria do CC já me é importante, portanto, preciso de algo mais denso.

Eu dividi o capítulo sobre o Brasil fazendo uma abordagem geral histórica do Brasil, um levantamento de legislações concernentes, a posição doutrinária e a posição jurisprudencial. Julgo que assim fica bastante organizado para mim.

Eu ainda não tinha falado com vocês, estou a dividir o trabalho em 4 partes mais conclusão; não quero ultrapassar as 400 pgs., creio que assim não fique massante.

A 1a. parte trabalhei a história (ainda estou a fechá-la, a idade moderna ficou horrível), na 2a. parte estou a trabalhar o Direito interno e o Direito Internacional. Abordo Portugal, Brasil e demais antigas colônias portuguesas em África, fecho com as normas internacionais. Na 3a. ainda não tenho nome para ela, se vcs quiserem ajudar, aceito sugestões, estou separando-a para falar sobre os direitos gerais de personalidade, os princípios fundamentais de família (só os que interessam), o superior interesse da criança e o afeto (aqui é que a cobra vai fumar, já terei de ter estudado o suficiente para defendê-lo ou como princípio ou como standart). Na 4a. e última parte, vou interdisciplinarizar, falar sobre a psicologia, a sociologia, aspectos filosóficos e aspectos antropológicos. Aliás, não sei se esta parte não ficava melhor como 2a. parte. Depois faço a conclusão.

O que vcs acham?

Obrigada

BJU´s

Elisete Almeida
Advertido
Há 13 anos ·
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Aproveitando-me de vcs, no caso da adoção a brasileira, ela é penalizável, porém fica no arbítrio do julgador condenar ou não? De que forma a relação socioafetiva estabelecida pode funcionar como atenuação ou mesmo exclusão de pena?

Tás a ver Pedrão? Eu não preciso de um livro inteiro de penal, mas preciso de algumas posições doutrinárias (preferencialmente divergentes) para responder a estas perguntas. Mesmo assim, a adoção a brasileira foge um pouco ao meu tema, apesar de acabar por se tornar numa filiação socioafetiva com o decurso do tempo.

BJU´s

Elisete Almeida
Advertido
Há 13 anos ·
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Meus queridos amigos e colaboradores, sinto que faço uma tese em conjunto com vcs. Depois terei de arrumar maneiras de vos agradecer.

Já comprei o livro do Pedro Lenza, por acaso gostei bastante, ele é bem didático.

Meu querido Pedrão, recebi hoje aquele livro que vc me indicou entitulado "dos filhos de criação à filiação socioafetiva".

Estou com um livro chamado "Famílias, amo vocês" do Luc Ferry, vcs conhecem?

Muito obrigada pela ajuda que vcs estão a me dar.

Um grande BJU

Heidegger (99% ateu)
Há 13 anos ·
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Acrescentar alguns livros de Teoria da História seria bom, a meu ver.

Falar sobre a historicidade da compreensão, e de como os eventos históricos não existem sem interpretação, pois os documentos, as coisas, etc., não carregam, por si só, um sentido, carregam apenas os sentidos que atribuímos.

Elisete Almeida
Advertido
Há 13 anos ·
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E o 1% restante é o que?

99% Ateu.
Há 13 anos ·
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Querida Elisete,

Tive um problema com meu cadastro. Quando entro consta que o usuário já está cadastrado (claro que está, pois sou eu), e não consigo entrar, loucura, por isso tive que fazer outro cadastro, agora eu sou o Ateu. Aliás, vou colocar 99% Ateu.

O 1% é apenas para estabelecer o meu local de fala, que é a hermenêutica da finitude, e, por isso, contrário a pensamentos absolutos. Uma verdade absoluta não é hermenêutica, pois não reconhece o caráter finito, falível e precário da condição humana.

Sobre o livro que te perguntei, de Michel Onfray, faz tempo que quero lê-lo, mas estava esperando aprender mais de francês para não precisar ler tradução. Acho que vou comprar alguns de seus livros.

Um filósofo conhecido mundialmente, militante do ateísmo, e, assim como Foucault, denunciando a opressão, o Poder, parece-me que é alguém que vale a pena ler, mesmo sem nenhuma indicação dos seus livros.

Abraço!

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