Decepção com as Mulheres...Infelizmente sou uma
Tenho acompanhado o fórum há algum tempo, e percebi que nas questões de Direito de Família e Direito da Criança e do Adolescente, existem muitos casos que achamos que só acontecem na novela das 20:00h, porém, por mais que não podemos definir qual caso é verdadeiro sabemos que isso realmente acontece e que infelizmente nós mulheres ainda não aprendemos a nos adaptar a nova época.
Não concordo que os filhos sofram após a separação dos pais, por ex. quando são casados os filhos convivem com ambos os pais todos os dias, gostaria de entender o por que de quando separarem o pai só ter direito a ver os filhos a cada 15 dias durante um final de semana e com horário marcado para pegar e devolver o filho, lembrando que isso só ocorre depois de decisão judicial e depois que for definida a pensão. Se é preciso um homem e uma mulher para fazer um filho, por que a preferência é sempre da Mulher? Por que ela esperou o feto por nove meses, deu à luz, amamentou? E Daí? Segundo a Bíblia, a mulher só tem esse "privilégio" por que foi ela quem comeu do fruto proibido, ou seja, gerar uma criança no ventre é uma espécie de Punição pelo seu pecado.
Quando se discute a pensão, nenhuma mulher lembra que a obrigação de sustentar o filho também é dela, ás vezes o pai ganha 10.000,00 e a mãe ganha um salário, ela quer de pensão os 33% do salário do pai, uma pensão de R$ 3.300,00 quando ela mesma não ganha nem mil? será que uma criança gasta R$ 6.600,00 por mês? As Mulheres não vem lutando tanto pelos direito iguais? então por que quando é questão de guarda ela tem que ter preferência? ela não quer pagar pensão também pro filho?
É um absurdo que o pai seja só de visita, só de férias, o pai é tão importante quanto a mãe na vida de uma criança.
Se os pais preocupassem em continuar a cuidar dos filhos igual, não haveria tanta pilha de processos nos fórum por coisas tão pequenas, como por ex o fato de um pai precisar ir à justiça pra ter o direito de ver o filho...É UM ABSURDO
O que vocês acham?
Lamona Vieira;
O seu comentário faz muito sentido.
Veja bem, alguns costumes estão implantados de forma arraigada no seio da sociedade, alterar estes costumes leva algum tempo e depende da boa vontade, principalmente daqueles que julgam as causas relacionadas com a família, isto para não falar da falta de preparo de muitos operadores do Direito em lidar com esta área tão sensível que, em geral, foge do propósito jurídico.
Temos que dar tempo ao tempo para que o equilíbrio seja estabelecido.
Cumprimentos
Lamona Vieira Super concordo com vc e tenho pensado nisso diariamente. Realmente há valores astronômicos de pensão alimentícias nos quais sabemos muuuuito bem que não serão usados somente para a criança. O pior são os juízes concederem tal absurdo. Esse negócio do pai visitar a criança só de 15 em 15 dias em alguns casos é muito sofrível tanto para ele quanto para o menor. Torço, e muito, para que isso acabe e que a guarda compartilhada seja a mais utilizada. Outra coisa que discordo são essas pensões eternas que os ex-maridos têm que pagar à ex-companheiras. Absurdo total. No meu ver, a partir do momento em que há a dissolução de um casamento termina qualquer tipo de obrigação de um para com o outro. Na necessidade de algum dos pais a obrigação de auxílio vem dos filhos. Esses sim serão eternos. Mas, como gradativamente as coisas estão mudando, em breve creio que essa mamada da mulherada será de vez extinta, pq a desculpa de que passou a vida inteira em casa cuidando de casa, marido e filhos não será mais desculpa.
Lamona,
Concordo com o que disse a Elisete, em termos. É gritante o despreparo de alguns membros do judiciário e do Ministério Público em casos com este tema. O legislativo tem feito sua parte e já criou normas para acabar com isto, mas infelizmente o judiciário (sempre ele) ainda resiste em fazer valer as normas.
Contudo, creio que esta prática só vai mudar de forma definitiva quando nós aprendermos a lidar com nossos filhos. Educá-los ainda crianças no sentido de que não é ser esperto ter o que não nos pertence. Ensiná-los que dinheiro se ganha com trabalho e melhora de vida vem, em regra, com dedicação aos estudos.
Tudo isto parece óbvio, mas vejo que seguidamente as gerações têm fracassado na criação dos filho. Hoje vi a notícia de que um grupo de crianças entre 10 e 12 anos foram pegas bêbadas em salas de aula, um outro grupo queimou uma escola em sorocaba, isto prova que os pais falharam.
Façamos nossa parte e eduquemos nossos filhos, porque se formos esperar a evolução do judiciário estamos ferrados.
Tudo começou a 300 mil anos atrás com o O homem-de-neandertal (Homo neanderthalensis). O homem saía para caçar e a mulher cuidada da casa, opa, da caverna... A maternidade é mais importante para a criança do que a paternidade ela concebe com ajuda do homem carrega o feto, pari amamenta etc. nada mais justo e normal que em uma separação de corpos ou de direito os menores de idade ficar com a mãe. Mas ocorre muito é que mulhres usam os filhos para punir o homem em uma separação, puni-lo com visitas restritas e gordas pensões. O meio termo é a guada compartilha aonde a criança tem dois lares e tem o amor dos pais e provimento material de ambos visto que hoje as mulhes vão à lutam trabalham e vezes há que ganham mais que o homem. É a modernidade em favor dos filhos "vitimas" de separação dos pais.
O tudo começou elisete se refere ao fato da mulher dentro da caverna, amamentando e etc. enquanto o homem saia para trazer o alimento. A noite caia e dá-lhe procriação, hoje somos 7 bilhões de pessoas no planeta. Quanto à referência das crianças a grosso modo poder-se-ia concordar contigo se não fosse o lado multifaceral das mulheres, vocês conseguem trabalhar e ao mesmo tempo cuidar da casa e dos filhos. O homem é mais centrado, a mulher consegue falar ao telefone dar comida ao(s) filho(s) e comamdar os afazeres da empregada doméstica tudo ao mesmo tempo, o homem ou dá comida ao filho ou fala no telefone e assim por diante.
Capadócio,
Você não perde a mania de ser um repetidor do que houve por aí, e eu não perco a mania de mostrar por A+B o quanto você "manja" do que diz.
Então o judiciário aplica as leis? Poste aí a lei que determina que em caso de separação as visitas serão de 15 em 15 dias. Quem sabe você tenha a lei que determina que a preferência da guarda é da mãe, e nem precisa dizer que agora mudou, pode postar uma antiga. Mostre aí quando foi que o legislativo fez esta lei.
Poste aí uma lei que mostre que pensões alimentícias de 10, 20, 30 mil reais são uma invenção do legislativo. Eu disse e repito que isto é coisa do judiciário que acha que é legislativo.
Poste aí a lei que previa que mulheres poderiam se mudar e levar os filhos pra onde quisessem mesmo sem a concordância do pai. Quem "inventou" isto foi o judiciário, tanto que foi preciso o legislativo fazer uma lei pra mostrar pro judiciário quem é que legisla.
Poste aí uma lei que preveja que quem não trabalhe e não estude tem preferência para ter a guarda e se manter financeiramente às custas de quem trabalha. Até onde sei a lei diz que o filho deve ficar com quem tem melhores condições de criá-lo e não precisa ser gênio pra saber que quem não trabalha e não tem renda não é a melhor opção pra ter a guarda, mas o judiciário que você defende decidiu por anos de forma diferente, implantando a indústria de pensão alimentícia.
Que eu saiba, foi o legislativo que não aguentava mais ver as baboseiras do judiciário e editou novas normas para dizer o que já tinha dito antes (e que o judiciário não cumpria) que NÃO EXISTE PREFERÊNCIA PARA MULHERES.
Enquanto existirem papagaios de pirata como você que acham o legislativo não trabalha e que o judiciário é o certo, estes bandidos de toga vão continuar deitando e rolando sobre a sociedade, e pior, rindo da nossa cara. Acorda, o pior Poder da República é o judiciário e o é de longe.
Paula,
Já existia lei que obrigava a guarda compartilhada. O legislativo nunca disse que a guarda deveria ser preferencialmente da mãe, isto foi uma interpretação do judiciário. Daí o legislativo (que é um poder muito melhor que o judiciário) disse de novo (em 2010) que a compartilhada era a regra. Daí, o judiciário de novo inventou que em caso de animosidade entre o casal ela não cabia. Prepotente que é não percebeu que esta interpretação era tudo que queria quem buscava a discórdia, pois se ele consegue brigar, ele consegue também impedir a compartilhada. Veio o STJ e decidiu que mesmo em caso de briga (aliás, especialmente em caso de briga) aí sim é que cabe a compartilhada.
Mas o judiciário, você sabe é um poder que se acha e mesmo com o stj dizendo o contrário seguiu impedindo a compartilhada, agora o legislativo volta a bater na cara dos semi deuses e está editando uma norma que proíbe a unilateral sem o consentimento do genitor. Precisava disto? Não. Mas com o judiciário que temos é preciso ser bem claro, senão eles acham uma forma de legislar.
Sobre esta preferência feminina que você fala quando a criança é bem nova, acho que isto é outra construção do judiciário, agora arrimado pelo povo da psicologia (aquele povo que criou o ECA e a Lei da palmada).
Estes mesmo senhores que dizem que criança não pode levar palmada, que adolescente não pode ser preso, que diz que defende os direitos humanos (dos bandidos, porque na casa das vítimas eles não vão), diz também que filhos recém nascidos não podem viver sem a mãe. Esta afirmação tem tanta cientificidade quando dizer que homem não chora.
Milhares de crianças são afastadas das mães ainda crianças, seja porque morreram no parto, porque a mãe é vagabunda mesmo, porque está presa, por mil motivos e NUNCA ouve uma morte de um bebe por isto.
Paula,
Se você soubesse em que condições os bancos conseguiram impor juros maiores dos que os previstos em nossa constituição, como conseguiram instalar um tal de VRG em leasing bancário, como conseguiram fazer reintegração de posse de carros, caminhões, etc (que nunca tiveram a posse, logo não poderiam reintegrá-la), se soubesse como o Daniel Dantas conseguiu dois HCs em menos de 24 horas no stf, se soubesse porque filhos de desembargadores só advogam em recursos aos tribunais em que os pais estão, se soubesse porque as operadoras de celulares conseguem não cumprir contratos e continuarem atuando, se soubesse porque o Maluf segue solto, se soubesse porque um condenado a mais de cem anos de cadeia conseguiu um HC (roger abdelmassih), se soubesse porque os pobres não conseguem aposentar enquanto o lula tem duas aposentadorias, você com certeza não diria isto sobre o judiciário.
Paula,
Se você soubesse porque os congressos de juízes são patrocinados por bancos, empresas aéreas (aquelas o caos aéreo e que seguem operando), por redes de supermercados( aqueles que colocam 900 gramas onde deveria existir 1 kilo), se soubesse que nos últimos dois anos o CNJ mandou solta 22 mil, você leu bem, 22 mil pessoas que estavam presas ilegalmente pelo judiciário, se soubesse como funcionam as licitações dos tribunais, se soubesse porque o lewandovski e o toffoli defendem os mensaleiros, se soubesse que a juíza que mandou prender uma adolescente com 15 homens foi "punida" com aposentadoria integral (e recorreu), se soubesse que o juiz que matou a ex mulher na frente dos filhos foi "punido" com a aposentadoria com vencimentos integrais, se soubesse que não faz nem 5 anos quase todo o TJ do espírito santo foi preso por vender sentença (todos foram soltos claro), com certeza você mudaria seu modo de pensar.
Concordo com o Dr. Renato, o juiz acha que pode fazer o que ele bem entender por causa do tal princípio "livre convencimento do juiz".
Esses dias teve um caso de guarda compartilhada em que a mãe fugiu com o filho, e o pai entrou com o pedido de busca e apreensão c/ modificação de guarda, o juiz simplesmente disse que a mãe não tinha trabalho, não estudava e que por isso ele não tinha competência, que era para o processo ir para a outra comarca, uma vez que o pai tinha mais condições de arcar com o processo lá.
Pelo que eu sei, nesse caso a mãe deveria perder a guarda, mas o juiz pelo seu "livre convencimento" entendeu que a mãe estava certa e a competência também seria da cidade que a criança estava antes da fuga...
Capadócio, concordo com você que mulher deveria ter preferência na guarda...porém isso em 1900 e antigamente, quando as mulheres realmente se dedicavam em cuidar dos filhos, quando elas realmente educavam os filhos, quando você não via crianças de 10, 11, 12 anos na rua se prostituindo, meninos de 12 sendo traficante, assassino, usuário de crack.
Hoje quem cria os filhos, são as babás, as creches, as mulheres não querem saber de amamentar por que os seios caem, não querem saber de ficar com os filhos o tempo todo por que cansa, com isso o nº de crianças e adolescentes bandidos, traficantes, prostituas só aumentam a cada dia, e nada acontece com os pais desses adolescentes.
Nunca vi uma mulher pedir pensão alta por que ela quer se dedicar a cuidar só do filho por um tempo, se ela tem pensão alta, ela vai pagar mais baba, vai por em uma escola por um período maior, ela vai cuidar dela...mas nunca vai dedicar pra cuidar do filho como era na época da minha avó, da sua avó.
Ilustre Dr. Renato,
Crise interpretativa, judicialização, ausência de integridade, decisionismo. Não importa o nome que se dê, a questão é um subjetivismo desmedido do judiciário, travestido do sopesamento daquilo que virou um panprincipiologismo de segunda.
Em nome do livre convencimento, se esquece que direito é história e integridade. Transforma-se a bel-prazer regras em princípios e vice-versa.