REVERSÃO DE GUARDA, MSF F
Olá pessoal
Abri um novo tópico pra que vcs me ajudem, e vou precisar da ajuda de vcs durante um bom tempo. Hj meu esposo recebeu uma intimação, a mãe da minha enteada entrou novamente com pedido de guarda unilateral. Vou tentar resumir, no inicio ela tinha a guarda da criança, não tinha paredeiro, morava com um e com outro, chegou a morar com a mãe, depois com o pai que era separados, morou com o irmão, com o tio, com a avó, e ainda conviveu maritalmente com com companheiros, ela é uma pessoa de gênio bem difícil, e não ficava muito tempo no mesmo lugar, quando a neném tinha 2 anos, ela foi viver com um cara, e alguns meses depois ele bêbado agrediu a neném, e ela tentou esconder o fato do pai da criança, e foi quando o próprio irmão dela ligou pro meu esposo e contou tudo, inclusive que ele fosse ver a filha naquele dia mesmo, que a mesma estava cheia de marcas da agressão. Meu esposo sempre morreu de amor pelas filhas, quase pirou quando soube de tudo, e então como a muito tempo já tinhamos vontade de pedir a guarda, por diversos motivos, esse foi a gota d'água, conseguimos a guarda provisória, e depois a definitiva. A neném hj já está perto de completar os 4 anos de idade, mora conosco a 1 ano e meio, e a mãe ficou com direito de visitas todos os domingos, não podendo levar na casa dela, que é em outro município, a pouco entramos com uma ação de alimentos, pois desde de que pegamos a pequena, arcamos com tudo sem nenhuma ajuda dela, e a dias foi decidido que ela tem que pagar pensão. Agora com esse pedido de guarda por parte dela novamente, vamos começar tudo novamente. Ela alega que o pai impede ela de ver a filha( ela pega todos os domingos, o unico que não pegou foi no dia dos pais) Alega que o genitor tem a guarda, mais que a menor vive sob responsabilidade da avó paterna ( não sei de onde ela tirou isso, acho que essa parte o advogado errou, do copia e cola) Alega que o marido sustenta ela, e que ela não precisa trabalhar, e por isso pode se dedicar em tempo integral a filha.
O que me dizem os Drs. ?? Ela tem chances?? Duas das testemunhas dela são conselheiras tutelar, estão defendendo ela, e por isso essa semana mesmo quando fomos ao conselho nos trataram tão mal, pode isso?? Elas tomarem partido, e serem testemunhas?? Ela morando em outro município, tem chances de ganhar a guarda e levar a pequena pra longe de nós?? São muitas as dúvidas, e muitos os detalhes tbm, vou contando no decorrer. Hj fiquei sem chão novamente, eu sempre soube que ela ia fazer isso mais cedo ou mais tarde, e apesar de dizerem que ela não tem chances, eu temo, pois nunca sei o que se passa na cabeça do Juiz. E inclusive, durante esse tempo, houve mudança de juiz na nossa comarca, então o juis que vai decidir agora, não conhece o caso.
Complicado, hem???
Essa dos conselheiros tutelares tem de ser averiguado. Eles tem de agir de forma imparcial. Exponha esse ponto ao seu advogado.
Ao meu ver não basta ela alegar que a criança vive com avós ou que foi impedida de ver a criança, ela terá de apresentar alguma prova.
De qualquer forma, será feito novo estudo psico-social para reavaliar a condição dela e do ambiente em que a criança será inserida.
Seria bom levantar a ficha do atual companheiro dela, conforme o perfil pode reforçar a manutenção da guarda com seu marido.
Insula, foram feitos estudos sociais na ação de guarda passada, e foi definido que os problemas não eram os lugares, e sim o comportamento dela não que mudava, que ela não oferecia estabilidade pra filha, nem social, e nem moral. Até tentar se matar na frente da filha ela já tentou. E essas conselheiras defendem ela, porque quando ela morava aqui na cidade, trabalhava no mesmo edifício do conselho tutelar, e lá contava o que ela bem queria, e essas duas conselheiras, defendem ela desde o inicio, inclusive ontem quando fomos lá relatar o ocorrido de domingo, que ela deixou a filha aos prantos, e levou a bicicleta nova dela embora, de pirraça, porque não deixa a filha trazer a bicicleta nova pra cá, uma dessas duas conselheiras ainda falaram que ela estava certa. Eu acho que elas deveriam se manter imparcial, não podiam ser testemunhas, nem tomar partido. A criança não convive com a avó, somos casados a 3 anos, nós dois trabalhamos, mais as meninas ficam na creche, em período integral. Inclusive na outra ação, a diretora da creche, foi testemunha do meu esposo.
O próprio irmão dela, foi testemunha do meu esposo na outra ação, relatou que ela nunca deu prioridade a filha, que nunca usou o dinheiro que recebia de pensão em benefício da filha, usava pra arrumar cabelo, unha, e presentes por namorados, que ela ia pra bailes e largava a filha rescem nascida. já rolou tanta água embaixo dessa ponte, que eu nem sei mais o que pensar.
Eu quis dizer com " ambiente em que a criança será inserida" exatamente isso, em que meio humano a criança poderá ir viver.
Se as coisas são como vc colcou, acho dificil haver mudança. Convese com alguém do MP a cerca desse comportamento totalmente parcial que essas conselheiras estáo tendo, isso é nocivo a atividade do CT e pode comprometer a idoneidade deles.
Mas reafirmo que é sempre bom investigar o comprtamento tanto da mãe como do companheiro. Quantos mais elementos tiverem para construir um quadro real do comprtamento deles, melhor.
Se ela é tão desequilibrada assim, dificilmente terá um parceiro muito normal.
Há normal eles não são mesmos. Há alguns meses atrás, ela atrasou pra trazer a neném, não chegava e meu esposo começou a ficar preocupado, e ligava e ela não atendia, tempo depois chegou, meu esposo já estava nervoso, e foi falar pra ela que ela tinha horário, e quando não pudesse trazer no horário que ligasse avisando, aí ela achou ruim, e começou a discutir com meu esposo, e esse companheiro dela começou a mandar ela entrar no carro e calar a boca, ela entrou, mais continuou gritando, e ele mandou um safanão na cara dela, dentro do carro, aqui em frente a minha casa, no dia seguinte fomos novamente ao conselho, mais novamente ela já tinha dado a versão dela, de que o marido só tinha tapado a boca dela pra que ela parece de gritar.
Partes da decisão:
"Diante de todos os elementos desfavoráveis à requerida não é possível que a guarda retorne à genitora"
"Assim, os elementos gerais de comportamento já revelam que o melhor á filha é que a guarda seja atribuída ao genitor, ora requerente Isso sem nem mesmo adentrar no incidente que deu causa aos presente autos,."
"A instabilidade da ré se confirma pelos próprios atos processuais"
"No caso da requerida, o estudo social mostrou-se desfavorável ( e as reazões não foram o imovel, daí a dispensa de novo estudo)
e por aí vai...
MFS,
Como NAO sou adv, posso apenas dar a minha opinião.
Já vimos que a mae é desiquilibrada,e lhe falta ocupação, falta estrutura psicológica, enfim, a mãe tem aî uma raiva guardada que usa a filha para que seja notada, etc..
As provas da má conduta dela, como atrasos na entrega da filha, má conduta do parceiro atual, ou qualquer atitude que possa estar a favor do seu esposo, será tudo muito útil!! Se ela alega que a filha fica aos cuidados da avó, leve novamente a diretora da creche. Acho que pra esses casos as provas sao essenciais!! Acho que filmagens na hora da retirada e entrega da cça, sem que a mae perceba é claro!
Acho difícil, ela conseguir reverter a guarda! Mas MSF, esse lance que a bebe te chama de mae, evite que a mae biológica veja ou saiba, por que isto mexe com o ciúmes da pessoa, e ela que já é " doida", pode te atormentar ainda mais...
Eu te confesso que é uma tortura quando meu ex, leva minha filha pra ficar 10 dias no Rio, e teve uma vez que liguei para saber dela, e a madrasta atendeu e ficou falando pra minha filha ao telefone: " amor é a mamãe, fala com ela querida, fala oi mamãe... Vem cá querida.." MSF, se eu e a atual tivéssemos um bom relacionamento esse modo de falar seria um bálsamo para meus ouvidos... Mas sabe quando vc sabe que a pessoa NAO gosta de vc e tudo aquilo me soou mais como uma provocação do que um carinho!!! Nossa me subiu um ciúmes, um mal estar, sabe quando vc é obrigada a deixar sua filha 10 dias em outro estado, pensando no bem estar da minha pequena... E te lembro que tudo é combinado verbalmente, nada no juiz, por que eu sei o que é bom pra neném, mas é difícil aceitar.. Então amiga, junte tudo que pode como provas.. Se puder pegue novamente o irmão dela como testemunha!! E boa sorte coração!! No curadora Ii eu postei o Manjar de coco, faça é uma delicia... Relaxe... E acalme seu esposo.. NAO sofra por antecipação, vcs tem a guarda e NAO a percam por nada!!! Boa Sorte!!
MSF,
Como vcs já tiveram a experiência judicial uma vez, e ganharam a guarda da bebe, então vá com bastante cautela, centrados, com as provas em mãos. NAO se angustie, e tente NAO passar este medo da perda da bebe para seu esposo. Vcs agora precisam mostrar o quanto z cça é feliz com vcs, que a estrutura familiar de vcs é sólida, equilibrada... E que está bem assistida e feliz!! Como vcs sempre dizem pra min .. FÉ, Tenha FÉ, acredite no bem, acredite na justiça do bem... E Tudo dará certo coração!!! Torço por vcs viu!!!!
Bjos no seu coração!!
Insula Bjos pra vc tbm.. Sempre é muiito bom ler suas respostas!!!
Elisa Obrigada querida, não é fácil. Quanto a me chamar de mãe, ela chama, e a genitora já sabe disso, e já aceitou, bem...ela diz que aceitou..rsrs, isso não tem como mudar, é minha mãe pra cá...minha mãe pra lá, foi difícil no começo, mais agora a mãe aparenta que aceitou isso. Quanto a provas, sempre relatamos tudo ao conselho, mais como o conselho está do lado dela agora, são testemunhas dela, não sei o que se pode esperar. Quanto ao irmãos, não sei se é necessário o depoimento dele novamente, e isso me causa uma dúvida. Essa nova juíza, vai analisar o processo desde de o inicio, ou vai julgar apartir de agora?? sem conhecer o que se passou?? A nossa Advogada disse que é muito difícil que ela consiga, por a neném já estar ambientada, já tem a rotina dela, já está conosco a 1 ano e meio, e ela fala que pro Juíz tirar a guarda do pai, só se cometesse alguma barbaridade. Mais esse negócio de acho...pra mim é muito vago, eu só acredito vendo mesmo.
MSF, a mãe dela pode até agir como quem aceita que a criança te chame de mãe, mas ela pode usar isso como alienação parental. Evite ao máximo, tente fazer com que a criança te chame de madrinha, tia ou coisa assim, e sempre que ela te chamar de mãe vc corrige pois, se analisada a criança poderá depor a seu favor ao responder que vc sempre diz que não, que não é para chamá-la assim. Entendeu? Caso contrário, o novo juiz pode crer que há uma alienação aí, e dar uma oportunidade para a mãe ficar mesmo que temporariamente com a guarda.
Aí, lascou-se!!!!
Lembre-se que mãe é desequilibrada, e esse tipo de pessoa muda de opinião com o bater de uma brisa!!!!
No mais, levante a ficha do atual companheiro dela, é sempre bom ter um ás na manga se for preciso (vai que ele tem histórico de violência??).
A gravação sugerida pela ElisaSP é uma boa, afinal, ela pode pensar que não tem ninguém olhando e agir de forma indevida com a criança.
Apenas lembrando que a questão processual, ademais como sempre, é o da melhor prova.
Então como conselho, que de maneira alguma substitui o aconselhamento pessoal de advogado, é que produza o melhor conjunto probatório.
1- reduzindo a pó a alegação da dificuldade de visitas.
2- produzindo gravações de qualquer comportamento inadequado da mãe com relação à filha durante as visitas.
3- procurando desconstituir o testemunhos das referidas testemunhas da parte adversa. Para isto, estudo pessoalmente com o advogado dentro da relação de sigilo, os meios mais adequados para tal.
Insula...
Não tenho como mudar isso, dela me chamar de mãe, foi logo no começo quando ela veio morar com a gente, quando comecei a ensinar minha pequena a falar, e ensinava ela me chamar de mãe, e a minha enteada olhava pra mim e perguntava, e eu??? vc não é minha mãe?? eu respondia que não...que a mãe dela era fulana de tal, foi passando o tempo e ela ficava triste com minha resposta, mesmo dizendo a ela que eu a amava como se ela fosse minha filha, ela queria me chamar de mãe, igual a irmanzinha, até que um dia quando eu respondi a mesma coisa, que a mãe dela era fulana, e ela começou a chorar, eu e o pai sentamos com ela, e perguntamos se ela queria me chamar de mãe, ela disse que sim, e explicamos a ela, que então ela ficaria com duas mamãe, e eu seria a mamãe de coração, ela nunca mais me chamou pelo nome, eu não podia continuar negando isso a ela, pra ela era como se eu não quisesse ser mãe, como se eu não amasse ela, e já faz mais de 1 ano que ela me chama de mãe. Ela chama as duas de mãe, e nem que eu quisesse poderia mudar isso agora, isso já foi alegado na outra ação, que ela me chamava de mãe, e não causou problemas. Hj comprei a bicicleta pra ela, quando chegar da creche vai ser uma festa. Alienação parental, é o que a mãe dela está fazendo, comprando uma bicicleta, pra que ela queira ficar lá, por causa do brinquedo que só pode brincar lá, e não pode trazer pra casa. Ela compra roupas, calçados, brinquedos, e diz a ela que só vai poder usar e brincar quando puder ir na cidade onde a mãe mora, e claro que isso causa nela uma vontade enorme de ir pra lá. Sei que ela vai pegar pesado nesse período, e vamos ter que ter muita sabedoria pra lidar com tudo isso. O duro que que a mãe sabe que ela está bem, que cuidamos bem, ela visita todos os domingos, mais o ego ferido não aceita isso, a ponto de prejudicar a filha, pra conseguir obter vitória, que é isso que ela quer, independente dos meios que tenha que usar, ela quer ter vitória.
Creio que alguns visinhos possam testemunhar que ela pega e devolve todo domingo sem problemas, a diretora da creche pode novamente depor e dizer que ela frequenta a escolinha diariamente, junto com a irmanzinha. Agora as gravações que acho mais complicado, mais podemos tentar tbm. E quanto as testemunhas dela, conselheiras, quero ver se vão falar a verdade mesmo, que ela não aceitou que o pai ficasse com a filha no dias dos pais, que foi ao fórum e tudo o que era possível pra tentar impedir que ele passasse o dia com a filha, se vão contar que meu esposo foi lá reclamar do barraco que ela e o marido fizeram em frente minha casa, que meu esposo relatou a tabefe que o marido deu na cara dela na frente da minha casa, se vão relatar a história da bicicleta, se vão relatar que meu esposo já permitiu que a neném dormisse com ela aqui na cidade na casa de parentes, coisa que não estava no papel, que ele tbm permitiu que ela pegasse a filha no dia do aniversário dela ( da mãe ), que tbm não estava no papel, quero ver se elas vão relatar tudo isso lá. Com certeza não né.
MSF F tem um chaveirinho que se parece um alarme de carro que faz imagens com áudio. Eu usei muito com meu ex que alegava que eu dificultava as visitas. Ia abrir e fechar o portão de casa gravando tudo, as vezes perdia o foco mas o áudio estava lá, não me deixando mentir que nunca ouve resistência. Seria bom vc gravar o comportamento da mãe-louca e da pequena chorando....
ps:Aliás uso ele como chaveiro até hoje, vai que...
MSF F,
Tenho pra mim que as orientações jurídicas foram muito mais que satisfatórias. É bonito ver o idioma e o direito bem tratados.
Só faço um adendo no sentido de que o fato de a mãe pleitear a guarda é algo legítimo. Os motivos serão exaustivamente tratados na instrução processual, mas não posso considerar ruim que ela queira ter a filha por perto. Deverá provar que tem melhore condições, o que pelo visto não conseguirá, mas, que ela queira a guarda, acho até salutar. Digo isto porque sempre vejo aqui pessoas odiarem as outras porque pediram a guarda, como se fosse um crime querer o filho por perto.
De qualquer forma, como sempre, sigo torcendo por você.