Favor ou Contra as Cotas para Negros nas Universidades?

Há 18 anos ·
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Penso que as universidades deveriam todas de um modo Geral se posicionar contra as cotas para Negros,porque a constituição diz que somos todos Iguaias perante a Lei,sem distinção de qualquer natureza,então porque essa de que tem que haver uma porcentagem para os Negros.A Capacidade está dentro de cada ser humano,e não em função desa ou daquela cor;É um assunto polêmico e gostaria que todos deixassem suas opiniôes.

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ney roriz
Há 17 anos ·
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INDIVÍDUO x INDIVÍDUO , DIREITO PESSOAL E COLETIVO DE COTAS

Um indivíduo é um indivíduo e é a coisa mais importante do universo ( uno ) ... seus direitos de cidadão não podem ser submetidos a outro indivíduo sem ser por mérito pessoal relativo ao estudo e trabalho exclusivo do concorrente beneficiário que o preterirá numa vaga somente por mérito universal . Um grupo minoritário , ou mesmo maior , ou máximo , não pode , nem o estado ou todo povo pode , decretar que uma coletividade terá mais direito que outra ou que um grupo pode prejudicar outro por preconceito racial ou dívidas sociais coletivas do passado , discutíveis , pois todos somos descendentes , dependentes , ou mesmo herdeiros ou cúmplices de alguma forma de mestiços dominados ou dominantes , mestiços sociais , ou só mais culturais , ou religiosos , ou raciais que estiveram em alguma época em algum lado da escravidão ou quase cativeiro , como servos , criados , negros , mouros , judeus , eslavos , mouriscos , árabes , pigmeus , mandingas , berberes , etíopes , índios , indianos , ciganos .... quase todos de vários tons de pele ...podemos ter tido familiares claros ou morenos , mestiços ou negros como capatazes , caçadores de escravos , mercadores , transportadores , vendedores de seus pares , brancos mestiços, negros mestiços , árabes mestiços , egípcios mestiços , bantos , sudaneses , romanos e gregos .Todos os povos e muito mais os ditos das áfricas negras ( várias peles mais escuras ou menos pretas ) e os índios , nativos anteriores do nosso Brasil foram envolvidos em escravatura como agentes beneficiados , ou mediadores ou explorados terminais em formas de escravidão , servidão mais ou menos absurdas entre iguais e diferentes . Para falar só dos nossos pretos descendentes de escravos negros vindos para nosso Brasil mestiço vamos rapidamente no passado dos seus ( nossos ) ancestrais escuros , seus príncipes e mestres de escravo que tinham , mais que o índio nosso escravista , o costume arraigado e alimentado por ódio e preconceito de escravizar seus vizinhos ...e por séculos , muito mais que brancos , romanos , gregos e árabes ( também escravistas multicores ) dominaram , mesmo sendo negros , mais negros , escravizaram e venderam mais negros da sua cor ou mais escurinhos e até da mesma etnia e parentesco com mesmo tom de pele . Negros antigos venderam mais negros que qualquer registro de outras raças ( cores ) . Ainda hoje vemos gente que vende filhos e irmãos e mais nos parece que nas áfricas e guetos de pretos pelo mundo mais não vendem por não terem comprador . As elites negras e mestiças de 200 a 400 anos contados de hoje para o passado recente imitavam seus senhores nobres negros das guerras da África negra que muito antes ( 500 a 3500 anos ) em passado remoto viviam em guerras tribais imperialistas , escravistas e em franco expansionismo com massacre étnico e cultural dos primeiros donos das suas áfricas negras . Por exemplo moderno , a partir de Cabo Verde , Guiné e Moçambique ( 400 a 200 anos recentes ) famílias de mestiços e negros poderosas dominavam os tráfico negro com grandes ganhos dada a maior facilidade de comunicação e relacionamento comercial e moral ( imoral ) com pretos capturadores locais e transportadores de escravos de todas as cores inclusive negros , mormente lideranças e aristocracias negras mercenárias depois seguidas por mestiços africanos já poderosos há séculos . ( havana foi alvo deste mercado proibido ) . Portugal era mestiço antes desta escravidão moderna incentivada pela falta de ética ( desculpem a palavra ) dos nobres africanos negros vendilhões seculares , mas os lusos já eram mestiço de muitos tipos de brancos , mouros , judeus , berberes , árabes , ciganos , turcos ,eslavos , negros e muitos outros ex escravos . Portugueses eram também muitos homens de pele escura , judeus e mouros , cristianizados ou não , alguns foram escravos ou servos como os antigos brancos portugueses que haviam sido em certa etapa escravizados por escuros ( senhores de povos que não eram brancos ) ... sim ! escravizados , brancos escravizados e levados por povos de tons de pele escura que vendiam os claros pelos cantos do oriente e áfricas do norte inclusive junto com negros e ou para negros mercadores legais ou traficantes negros tradicionais . No nosso passado afro-americano , mesmo depois de já proibida a exportação de negros para as américas , chefes africanos mais ricos inclusive mestiços persistiram ricos ou quase ricos e traficando seus iguais de cor escura . Sem dúvida , entre todas as raças , os negros foram os que mais caçaram , mataram e venderam negros da história . Estavam perto de negros e já praticavam isso como costume .. seria como afirmarmos que no RJ Brasil;nos bairros pobres , periferias , suburbios e favelas são assassinados mais jovens negros e pardos e não registrarmos que os assssinos são policiais , milicianos ou bandidos comuns e são na maioria negros e pardos como os mortos como estão destes dois lados nordestinos claros e caboclos fugidos do nordeste . Embora haja por séculos variedades e muitos tipos negros de todas tonalidades já mestiços de outros escuros ou pardos das áfricas primitivas .... é surpreendente o número de línguas , sub-raças , etnias , sub-etnias , sotaques , dialetos , religiões , seitas , rituais , massacres , intolerâncias e cotas racistas entre negros de vários tons , mesmo sem intervenção de árabes , mouros , judeus ou europeus , os impérios de negros sobre megros impuseram linguas dominantes mas nada que seja parecido com o bom fenomeno brasileiro de lingua , sincretismo e assimilação que mais que tudo foi gerida pelos mestiços daqui carioca . Os negros de lá das africas se escravizavam , se massacravam mesmo , sempre mais tribais e as vezes imperialistas criavam barreiras e vantagens em castas , tal qual cotas, que parecem adorar como um orixá superior ao bem e ao mal de nossa ética carioca mestiça atual congregadora eclética , sincrética e ecumênica prazeirosa . Hoje se fosse justo um indivíduo mais bem sucedido em um teste honesto para uma vaga perde-la para um protegido legal mais fraco , só com base em que os antepassados do beneficiário usurpador pertenceram num passado (um dos muitos passados ) a um grupo desprivilegiado lá ( naquele passado ) , se isso fosse justo , ainda seria quase que impossível saber quem é descendente de qual branco ou pardo abolicionista e quem teve avós feitores , soldados , milicianos e capitães do mato pardos ou negros ou quem , claro , é descende de vítimas de negros maus . Somos todos mestiços de todos .... o indivíduo é puro espécime em sí e é sagrado independendo de sua miscigenação , maior ou menor , o EU é um ser único ( logo puro como centro ) não podendo ser catalogado relativamente a outros centros referenciais individuais ou coletivos para ser molestado pelo estado ou por grupos revanchistas raciais e ou ideológicos . Ao indivíduo A isoladamente somente cabe reparar por sí A sozinho um dano a alguém B se A cometer erro direto ele A contra outro indivíduo B ou grupo B . O direito do candidato A à uma vaga não pode sofrer ação de cotas racistas e mesmo que pudesse não saberíamos como apontar no Brasil mestiço os descendentes dos mais escravistas mestiços , brancos ou pretos , recentes ou antigos , que em geral já eram mestiços descendentes de mestiços milenares. A contabilidade de neutros , passivos e atores ativos ( claros ou escuros ) diretos ou indiretos é impossível ! Imoral ! Não há hoje credores nem devedores , há sim pobres de todas as místiçagens a requerer controle de prole pobre ( ou da proliferação da pobreza ) e temos que ter muita educação mestiça e cultura mestiça nacional de base para manutenção individual e valorização de sua produção social coletiva deixando os níveis superiores individuais destacados para os que com esforço e talento comprovado mereçam o pico da pirâmide univeresitária ( universal )incolor ou mestiça plena universal democrática sem cotas raciais odiosas .

Ozeias Rodrigues Felisardo
Há 16 anos ·
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No que tange as cotas para negros em escolas particulares, acredito que gera um pouco de discriminação por parte dos nossos governantes, impor a aceitação de negros nas escolas é uma coisa mas limitar a quantidade de vagas, já muda todo o conceito de cotas escolares, pois de acordo com a CF, todos somos iguais perante a lei, no entanto todos temos capacidade independente de cor raça ou religião para conseguir se increver em um vestibular e passar no mesmo. Deveria ser medido a a entrada de um negro, ou um branco, ou um pardo, ou qualquer um numa instituição de ensino por seu conhecimento, que se traz do primario, estão incentivando a discriminação, apesar de muitos ter uma versão diferente deste termo, "Cotas para negros em instituição de ensino é de tantos percente".

ney roriz
Há 16 anos ·
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O MINISTRO NEGRISTA DEMAGOGO x O MORAL DO GENERAL E OS INQUISIDORES DA GOTA DE SANGUE HUMILHADA

Um ministro negro negrista do PT DE UMA ESTRELA VERMELHA ficou revoltado pelo fato de um general de 4 ESTRELAS DOURADAS , conceituadíssimo do nosso Exército Único Incolor ser contra as cotas racistas que dividirão o Brasil pela cor da pele importando sistemas estrangeiros das áfricas étnicas e estados unidos racistas .

Claro que quem está certo é o general …. temos que elogiar isso do militar Brasileiro e da maioria Brasileira que é mestiça ( 75% a 85 % ) que não pode ser preterida pela minoria negra de família sem mestiços ( menos de 5 % ) que querem aumentar seu percentual demográfico negrista chamando todo mestiço de negro . Os poucos negristas são racializantes , agitadores oportunistas , carreiristas , demagogos , revanchistas e nunca podem se igualar com um general brasileiro de qualquer origem , mas poucos de nós independentes brasileiros afirmam isso … e quase todos sabem que os ministros negritas é que são despreparados e pelos seus passados de pelegos são oportunistas demagogos criando cotas para ganhar votos . Negro que só tem negro na família é uma minoria mini minimminiiii por isso inventam que basta uma gota de sangue negro num mestiço pra ele ser negro… como Rebouças , Machado , Caxias , Romário , Ronaldinho , Chiquinha Gonzaga , Tim Maia , Caíme , Caetano e milhares de famosos mestiços . Viva o povo mestiço do nosso Brasil e que estudem e vençam os nossos generais , doutores e mestres sem cota e sem racismo , como irmãos que somos e não tenhamos um país de negros e mestiços humilhados (falsos negros ) petistas de única estrela vermelha , que querem roubar vagas dos mais preparados , sejam civis ou militares brasileiros , mulatos claros , caboclos , morenos , mestiços claros , pardos ou mesmo dos ditos brancos odiados pelos excludentes negristas . Fora cotas ! fora cotistas ! fora negristas racistas ! Lembro o caso de uma moça filha de um casal inter-racial , a mãe uma brancoide comum mestiça brasileira do sul o pai um mulato médio do sul .. Assim esta jovem moreninha se auto-declarou afro-descendente ( vernáculo do dicionário do besteirol racista revanchista petista ) ... A mestiça entrou para a universidade pelas tais cotas separatistas e muito mais tarde foi submetida a uma entrevista , logo desqualificada e desligada pois tinha um grande defeito , segundo ela confessou e para revolta dos racistas revanchistas , ela nunca havia sofrido a discriminação pelo racismo brasileiro . Em resumo : para os petistas negristas ( negros da nova inquisição ) se você não se sentir humilhado e preterido você é branco , e logo , mesmo tendo pai mulato não tem cota racial a seu favor ... Pergunto : e se o inquisidor fosse outro e achasse que basta ter que se declarar racialmente para ser enquadrado pois já é muita humilhação e assim deixasse a mestiça com a vaga e não colocasse no lugar um candidato menos estudioso e menos branco mesmo que o novo usurpador , mais recalcado e auto-estigmatizado fosse militante de ONGS negristas do PT ? Quem ? quem julgará os inquisidores e critérios nada universais e muito subjetivos que estes senhores da verdade podem arbitrar para definir quem vai estudar com nosso dinheiro de impostos de mestiços de todo tipo , alguns até sem sentir contra si qualquer humilhação racial , exceto esta de ser preterido e ter sua genética familiar desmentida ou provar mentindo que foi sempre muito humilhado por isso está tomando o lugar de outros jovens tecnicamente comprovados como menos humilhados numa escala de revanche e ódio ? Imagine se o general perguntasse a mim se eu era discriminado e eu afirmando que não ... ele me expulçasse ... eu nunca teria patente de oficial de artilharia ... e se idem na escola de engenharia ? Eu para sair engenheiro mestiço teria que inventar um racismo ressentido tipo made in USA ou se não inventasse as tais humilhções um auto-definido negro mor me chutaria fora selado , carimbado e rotulado de privilegiado raciaL BRASILEIRO explorador de afro-descndentes . Observem que não acho que os negros brasileiros de forma geral sejam negristas nem mesmo que todo petista seja negirsta como os ministros negros do Lula e nem afirmo que não haja preconceito diluido entre todos os concorrentes , seja de cor , raça , crença etc indepedendo do partido e da cor da pele somos sempre menos ou mais preconcituosos sim ...mas não podemos criar leis racistas .

cornelius okwudili Ezeokeke
Há 16 anos ·
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Divido aqui a notícia e os subsequentes reações:comentem!!! Ver Lei na íntegra Supremo nega liminar contra cotas raciais da UnB Extraído de: Agência Brasil - 31 de Julho de 2009 Brasília - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, negou hoje (31) o pedido de liminar ajuizado pelo partido Democratas (DEM) para suspender a adoção pela Universidade de Brasília (UnB) de cotas para admissão de vestibulandos negros.

"Embora a importância dos temas em debate mereça a apreciação célere desta Suprema Corte, neste momento não há urgência a justificar a concessão da medida liminar", afirmou Mendes.

O caso ainda será julgado no mérito pelo plenário da Corte, mas até lá os procedimentos de matrícula na universidade poderão seguir normalmente.

"A interposição da presente arguição ocorreu após a divulgação do resultado final do vestibular 2/2009, quando já encerrados os trabalhos da comissão avaliadora do sistema de cotas. Assim, por ora, não vislumbro qualquer razão para a medida cautelar de suspensão do registro (matrícula) dos alunos que foram aprovados no último vestibular da UnB ou para qualquer interferência no andamento dos trabalhos na universidade."

Na ação ajuizada no último dia 21, os advogados do DEM alegavam que o sistema de cotas raciais da UnB viola diversos preceitos fundamentais fixados pela Constituição de 1988, como a dignidade da pessoa humana, o preconceito de cor e a discriminação, supostamente afetando o próprio combate ao racismo.

Entretanto, os pareceres encaminhados ao STF pela Procuradoria Geral da República (PGR) e pela Advocacia Geral da União (AGU) foram contrários à ação.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ressaltou que a própria Constituição Federal consagrou expressamente as políticas de ação afirmativa "em favor de segmentos sociais em situação de maior vulnerabilidade".

Gurgel citou em seu parecer que 35 instituições públicas de ensino superior no Brasil adotam políticas de ação afirmativa para negros, das quais 32 prevêem mecanismo de cotas e outras três adotam sistema de pontuação adicional para negros. Segundo o procurador-geral, a eventual concessão do pedido do DEM pelo STF "atingiria um amplo universo de estudantes negros, em sua maioria carentes, privando-os do acesso à universidade".

O parecer enviado pela AGU defendeu a política de cotas como uma obrigação do Estado brasileiro, respaldada na Constituição e fundamental para a redução das desigualdades no país.

Autor: Marco Antonio Soalheiro- Repórter da Agência Brasil

Repito,sou a favor das cotas para tentar reparar os graves erros do passado e também igualar as diferenças sócioeducativas existente no Brasil:essa é a minha opinião!!!

ney roriz
Há 16 anos ·
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Por outro lado, o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não julgou uma ação direta de inconstitucionalidade, que desde 2004 questiona a validade da lei de cotas. A Uerj enfrenta anualmente cerca de 400 ações impetradas por alunos que tiveram desempenho no vestibular superior ao dos cotistas, mas não conseguiram vaga. “O STF não pode ficar protelando grandes decisões, que definem políticas de Estado”, criticou Vieiralves 29/06/2007 - 15:04 | EDIÇÃO Nº 475

Suprema Corte americana impede que escolas tenham cotas raciais Juiz determinou ontem que as escolas nos Estados Unidos não poderão reservar vagas para crianças usando apenas a raça como critério. POR DANILO CASALETTI

A Suprema Corte dos Estados Unidos barrou ontem os chamados programas de ação afirmativa, que garantem cotas para crianças negras nas instituições americanas de ensino público. A decisão da Corte aconteceu depois que pais de alunos de Seattle e Louisville contestaram as leis que regiam as matrículas de alunos nas escolas primárias e secundárias. A ação afirmativa é correspondente ao sistema de cotas raciais adotado por algumas universidades brasileiras, que reservam uma porcentagem de suas vagas para negros.

Para o presidente da Corte, John Roberts, as escolas não podem usar somente a diferença racial para atingir o objetivo de equiparar de oportunidades de ensino entre todos, a proposta da ação afirmativa. Roberts defende que outros aspectos, como demografia, talentos e necessidades particulares, devem ser levados em conta na hora da classificação dos alunos participantes do programa de cotas das escolas. A decisão da Corte vai ao encontro do pensamento dos pais de alunos brancos que reclamam que os critérios são injustos e discriminatórios com as crianças brancas.

Em 2003, a Corte havia autorizado as universidades a levar em consideração a raça como um dos critérios para admissão dos estudantes, desde que esta não fosse uma espécie de reserva de vagas. As universidades teriam que adotar outros elementos para favorecer a diversidade em seu recrutamento. A decisão, porém, foi derrubada pouco depois, por essa mesma Corte, depois que uma juíza centrista deixou o cargo e foi substituída por um colega conservador.

No Brasil O sistema de cotas para negros (pretos e pardos) no Ensino Superior é uma questão controversa também no Brasil. Critérios pouco claros, a falta de uma unificação do sistema de seleção dos candidatos e a ausência de uma análise da condição sócio-econômica dos estudantes são os pontos que mais recebem críticas dos especialistas em educação e dos próprios universitários.

Atenção estas notícias não são de ney roriz , que sou eu , um brancoide carioca de família mestiça feliz típica de meio milênio de mestiçagem nacional e que não deve nada nem a branco nem a preto brasileiro ou forasteiro e que temos como amigos a maioria crescente feliz de famílias cariocas de todas as procedências nacionais e mundiais e tons de pele e de todo tipo de classes sem cotas revanchistas .Nem mesmo propomos nada contra os maiores envolvidos em escravidão de negros que são seus parentes e vizinhos escuros das elites negras e mulatas escuras luso-africanas que antes milenarmente e depois modernamente por costume arraigado e ódios tribais de muitas línguas , muitas etnias , credos e rituias dividem as áfricas e se matam e se escravizam e ou vendem seus pares oficialmente ou por mercado negro de negros pois negros venderam mais negros que qualquer raça .... Estes negros culpados chegaram aqui também , muitos colaborando com esta vergonha desse passado onde negros e mestiços escuros eram armas contra as liberdades de todas cores e eram pretos feitores , capatazes , soldados , milicianos , capangas , capitães do mato , carrascos e policiais agindo contra tudo ... quer fossem invasores holandeses , ou mesmo brasilerios e protugueses insurretos ou legalistas ...e estes negros matavam e prendiam pois eram mercenários ou voluntários agrgados em nome do poder central , bandos , revolucionários , invasores extrangeiros ou de seus coronéis , inclusive como jagunços e capangas atacando quilombos e favelas , tal qual nas suas áfricas fratricidas divididas por cotas , castas e peles pretas e marrons escuras misturadíssimas de muitos tons e misturas restantes de várias chacinas , estupros , dominações mais contra crinças e mulheres por ações de imperialismos negros desagregadores ou expansionistas intolerantes e escravocratas dos quais não queremos a herança ruim da revanche . Em tempo registro negros do Brasil ( já brasileiros ? ) ajudavam a partir do Rio de janeiro os portugueses contra africanos do outro lado do atlântico combatendo angolanos reforçando tropas negras lusas das áfricas onde sempre existiram mercenários soldados e chefes cruentos negros , árabes , indianos e até brancos suiços lutando por Portugal .Muitos destes chefes e mercenários negros e mulatos escuros fromaram nossa elite escura liberta primitiva da brasilidade sem cotas . Quem desjar ver o maior índice de negros e mulatos escuros soldados e superiores usados na repressão social generalizada com bons e maus resultados basta ver a história e o presente da polícia miltar do rio e suas ações e lá ainda não inventram cotas .

cornelius okwudili Ezeokeke
Há 16 anos ·
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CAROS AMIGOS,DIVIDO AQUI NOVAMENTE AS TESES QUE ACHEI INTERESSANTE ACERCA DESSE ASSUNTO:AÇÕES AFIRMATIVAS.Espaço Acadêmico HomeAbout

AÇÃO AFIRMATIVA – É necessária uma nova Abolição? Novembro 4, 2009 por Muniz Sodré

Há uma questão atravessada na garganta de grupos empenhados na defesa das políticas afirmativas da cidadania negra. Trata-se de saber por que os jornalões (nome talvez mais palatável do que “grande mídia impressa”) brasileiros não dão voz alguma a quem se manifesta favorável a medidas como a instituição das cotas ou ao Estatuto da Igualdade Racial. Como bem se sabe, esses jornais vêm dando largo espaço a jornalistas e intelectuais decididos a demonstrar que as ações afirmativas constituem uma nova forma de racismo, já que raça não existe e, ademais, como a população brasileira é predominantemente miscigenada, todos os nossos concidadãos teriam a sua cota de negritude. Logo, não faria qualquer sentido ficar procurando saber quem é negro ou branco para proteger o primeiro.

Foi essa a questão debatida nos dias 14 e 15 de outubro, durante o seminário “Comunicação e Ação Afirmativa: o papel da mídia no debate sobre igualdade racial”, realizado na Associação Brasileira de Imprensa por entidades como Comdedine, Cojira e Seppir. É bem sabido que há vozes discordantes das opiniões oficiais dos jornalões, por parte de jornalistas de peso, alguns dos quais pertencentes aos quadros desses mesmos jornais. É o caso de Elio Gaspari, Miriam Leitão e Ancelmo Gois. Estes dois últimos, aliás, foram palestrantes no seminário.

Uma instituição retrógrada

Na mesa sobre “a responsabilidade social da mídia e o debate sobre raça” – que dividi com a jornalista Márcia Neder, da revista Claudia –, comecei afirmando que há certas visibilidades que nos cegam. O sol, por exemplo, se tornado excessivamente visível (olhado de frente), nos impede de enxergar. Mas há também objetos sociais que, se tornados visíveis demais, podem bloquear a visão de quem antes acreditava ver. Parece-me ser este o dilema da cor, do fenótipo escuro, na atualidade brasileira, onde vislumbro um caso de cegueira cognitiva.

De fato, a questão vem sendo tratada como ser pró ou contra o racialismo. A maioria dos favoráveis a propostas como o Estatuto da Igualdade Racial, cotas para universitários etc., lastreia os seus argumentos com as razões do anti-racismo; os desfavoráveis, embora reconhecendo a existência episódica e anacrônica de incidentes racistas, tentam fazer crer que vivemos no melhor dos mundos em termos de conciliação das diferenças étnicas e que seria, portanto, um retrocesso civilizatório racializar a população. Curioso é que esses mesmos argumentos desfavoráveis, sem que seus autores se dêem conta, são racialistas em última análise, ao apelarem para as noções de miscigenação biológica.

Por outro lado, de modo geral, todos se habituaram a pensar na escravidão ora como uma mácula humanitária, ora como um anacronismo, uma instituição retrógrada na história do progresso. Vale, entretanto, apresentar uma opinião de outro matiz, a de Alberto Torres, autor de O Problema Nacional Brasileiro. Foi um dos grandes explicadores do Brasil entre o final do século 19 e início do 20.

A saudade do escravo

Conservador em termos sociais (refratário à urbanização e à industrialização), propugnador de uma República autoritária, Torres revela-se, entretanto, interessante em termos metodológicos e teóricos. Diz em seu livro que “a escravidão foi uma das poucas coisas com visos de organização que este país jamais possuiu. (…) Social e economicamente, a escravidão deu-nos, por longos anos, todo o esforço e toda a ordem que então possuíamos e fundou toda a produção material que ainda temos”.

Torres era, insisto, autoritário e conservador. Gerou epígonos como Oliveira Vianna, esse mesmo que chegou a justificar em sua obra o extermínio do “íncola inútil”, isto é, do habitante das regiões empobrecidas do país. Era, entretanto, um conservador diferente: discordava das teses sobre a inferioridade racial do brasileiro, não era racista. Sua frase sobre a escravidão é algo a ser ponderado, principalmente quando cotejada com o dito de Joaquim Nabuco: “A escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil. (…) Ela envolveu-me como uma carícia muda toda a minha infância” (Minha Formação).

É célebre essa passagem sobre a memória afetiva da escravidão – a saudade do escravo. Ela é a superfície psicológica do fato histórico-econômico de que as bases da organização nacional foram dadas pelo escravismo. Por isso, vale perguntar que apreensão os brasileiros fazem desse fato, pouco mais de um século depois da Abolição.

Perpétuos cães de guarda

Alguns pontos devem ser considerados:

  1. A palavra “apreensão” não diz respeito a concepções intelectuais, e sim, à incorporação emocional ou afetiva do fenômeno em questão. No interior de uma forma social determinada, nós apreendemos por consciência e por hábito o seu ethos, isto é, a sua atmosfera sensível que nos diz, desde a nossa mais tenra infância, o que aceitar e o que rejeitar.

  2. A reinterpretação afetiva da “saudade do escravo”, que envolve (a) as relações com empregadas domésticas e babás (sucedâneas das amas-de-leite); (b) o afrodescendente como objeto de ciência (para sociólogos e antropólogos); (c) imagens pasteurizadas da cidadania negra na mídia.

Diferentemente da discriminação do Outro ou do racismo puro e simples, a saudade do escravo é algo que se inscreve na forma social predominante como um padrão subconsciente, sem justificativas racionais ou doutrinárias, mas como o sentimento – decorrente de uma forma social ainda não isenta do escravagismo – de que os lugares do socius já foram ancestralmente distribuídos. Cada macaco em seu galho: eu aqui, o outro ali. A cor clara é, desde o nascimento, uma vantagem patrimonial que não deve ser deslocada. Por que mexer com o que se eterniza como natureza?

Nada, portanto, da velha grosseria racista, da velha sentença de “pão, pano e pau” proferida pelo padre Antonil a propósito dos negros. Não há mais lugar histórico para o “pau” desde a Abolição, ou melhor, desde a Lei Caó. O argumento explicitamente racista não leva ninguém a lugar algum no império das tecnologias do self incrementadas pelo mercado e pela mídia.

Mas é imperativo para o senso comum da direita social que as posições adrede fixadas não se subvertam. O escravismo é mais uma lógica do lugar do que do sentido. É dele que, de fato, têm saudade os que acham um escândalo racial proteger as vítimas históricas da dominação racial. E os jornalões, intelectuais coletivos das classes dirigentes, não fazem mais do que assim se confirmarem ao lhes darem voz exclusiva em seus editoriais e em suas páginas privilegiadas, ao se perpetuarem como cães de guarda da retaguarda escravista. É oportuno prestar atenção à letra da canção de Cartola (“Autonomia”) em que ele afirma a necessidade de “uma nova Abolição”.


Fonte: Observatório da Imprensa, 03/11/09, disponível em http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=561CID001 [enviado por Regina M. A. Machado]

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Fernando Stefanes Rivarola
Advertido
Há 16 anos ·
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Toda vez que se fala em cotas, estatuto de igualdade racial e outras bobagens "afirmativas", penso que estamos sendo hipócritas ou mal intencionados. Como as leis são feitas por políticos profissionais, entendo que as duas coisas estão sempre presentes, concomitantemente. A questão é simples, se é preciso de lei, então é porque não há igualdade e na verdade não há mesmo, só que a desigualdade não é de raça, porque essa, só existe uma, a humana; a desigualdade é social e atinge brancos, pardos, negros, amarelos indistintamente. Na minha opinião, essas tais ações afirmativas não passam de "migalhas" que caem da mesa farta do dinheiro público dada aos que querem eternizar-se como coitados, excluídos, simplesmente porque no passado longínquo tiveram parentes escravizados. De se lembrar que os brancos também já foram escravizados, haja vista a Roma antiga onde qualquer ser humano que não fosse romano e tivesse a má sorte de ser capturado, serviria como escravo em Roma, portanto, penso eu, nada de cotas para ninguém, chega dessa história idiota de que temos uma dívida histórica com os negros e índios!

*Dilla*
Há 16 anos ·
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Cito a máxima Aristotélica " os iguais devem ser tratados de maneira igual, e os desiguais de maneira desigual na medida de suas desigualdades" Concordo que não deveria existir cotas, mas não podemos ser hipocritas, pois o precoiceito ainda existe, principalmente com os negros. Acho que todos tem competência para passar num vestibular, não adianta o Estado "mascarar"um problema historico, politico, econômico e social. O problema é uma questão cultural, pessoal de cada um mudar seu modo de lidar com aqueles que julgam ser diferentes...

Guilherme Signorini Feldens
Há 16 anos ·
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lgumas observações sobre coisas que li agora: - saudade do escravo: nunca li tanta besteira junta na minha vida. "a saudade do escravo é algo que se inscreve na forma social predominante como um padrão subconsciente, sem justificativas racionais ou doutrinárias, mas como o sentimento – decorrente de uma forma social ainda não isenta do escravagismo – de que os lugares do socius já foram ancestralmente distribuídos. Cada macaco em seu galho: eu aqui, o outro ali. A cor clara é, desde o nascimento, uma vantagem patrimonial que não deve ser deslocada. Por que mexer com o que se eterniza como natureza?" Essa teoria possui um defeito, no mínimo, grosseiro. Diferente de países como EUA, onde a bipolarização Branco/Negro é incutida em qualquer coisa que se diga, pense, faça ou cante, no Brasil temos dificuldades para saber quem é quem. Por exemplo, é obvio que os mais brancos do Brasil sao aqueles de origem alema, polonesa e italianos do norte(que tem mistura com austriacos, que basicamente sao alemaes tambem). Entretanto, o fato de nascerem descendentes disso nunca garantia nada no Brasil. Alias, garantiu uma perseguição durante a Segunda Guerra Mundial, onde a Alemanha Nazista e a Italia Fascista eram inimigas do Estado Brasileiro. Pessoas que eram tão cidadãos como as outras, foram perseguidas e presas, algumas delas mortas. Por causa disso, na minha familia, os meus avós nao ensinaram italiano pra minha mae e seus irmaos, com medo das consequencias. Enfim, essa conversinha de que "o subconsciente do brasileiro é de que o negro é pobre e o branco é rico" é conversinha. Primeiro porque onde os negros sao maioria, sao maioria de pobres, e são maioria entre os que estao bem de vida. No Sul, onde sao minoria, sao minoria entre as pessoas pobres. Um negro de classe media no Sudeste tem muito, mas muito mais qualidade de vida e oportunidade que uma pessoa no Nordeste, seja de que cor for. O que garante alguma coisa no Brasil é o tal do QI(quem indica), ou entao ser maçom.

  • racismo e preconceito escrevi isso antes, mas volto a falar disso... este sendo um blog sobre direito, presumo que todos aqui sao espertos e estudiosos o bastante para saber que chamar alguem de forma ofensiva baseada na cor de pele é injúria, qualificada por racismo. Isso é extremamente comum no Brasil. Mas veja que isso por si só nao justifica criaçao de cotas para negros. "Ha mas por que nao?" Por que eu, de origem alema, loiro de olho claro, passei boa parte da minha adolescencia sendo chamado de "leite moça", "corretivo", "branco azedo(geralmente eu tinha uma boa resposta, bem bagacera, pra isso eheheh)", fora as associaçoes de que eu era nazista, dentre outros tipos de insulto. E nem por isso me considero discriminado, merecedor de cotas(?), privilegios que venham curar minha dor causada pela intolerancia dos racistas. Negros nunca foram legalmente proibidos ou limitados de nada. "ha mas e o pó-de-arroz do Fluminense?" Bem, o Fluminense, assim como clubes de qualquer natureza eram e alguns ainda sao propriedades ´privadas. Nao tinha CF/88 para vedar tais praticas, que PELO ESTADO BRASILEIRO ja eram repudiadas. Essas mesmas coisas privadas ainda limitam entrada de pessoas. Tente entrar sujo em um banco. Tente entrar sem camisa em um supermercado. Tente entrar fedendo em um shopping. É exclusao social o que temos nessa situação. Coisa que o governo TAMBEM REPUDIA. Assim como sua residencia é privada e voce escolhe quem quiser para entrar. Os criteiros sao seus, os quais talves o Estado REPUDIE tal qual racismo.

  • Identificaçao Racial rótulos previamente delimitados. Uma populaçao de 190 MILHOES de pessoas classificadas em branco/negro. Modelos onde essas coisas nao deram ou nao dao muito certo:

  • Africa do Sul: filhos de brancos com negros sao os "coloured" e tambem nao eram como os "brancos"
  • Ruanda: uma velha lenda que determinava a hierarquia da populaçao nativa desse país antes da colonizaçao foi grosseiramente instituido com identifcaçao oficial pelos belgas, com direito a imutabilidade de ascençao social e lendas flasas sobre a origem dos "tutsi", que seiram superiores e segundo so belgas, de origem do norte, que culminou numa sangrenta desgraça. Hoje é proibida a identificaçao por raça.
  • Malasia: descendentes de chineses sao taxativamente classificados assim na Malasia, mas o que ocorre é que as cotas para favorecimento dos malaios etnicos nao da resultado porque os chineses aparentemente se aplicam mais nos estudos.
  • EUA: qualquer descendencia de negro, proxima ou distante, faz com que o cidadao la seja negro (pra quem assiste Family Guy, o episodio em que Peter Griffin descobre um ancestral negro e passa a ser considerado negro talvez agora faça mais sentido pra voce). Tal identificaçao era expressa. BLACK ou WHITE na carteira. Dai ocorriam exdruxulas situaçoes de pessoas de pele clara serem negras, e portanto, impedidas de frequentar locais. Entao um fator comum era a troca de identidade, assumindo uma nova vida onde dizia a sociedade ser branca. Quando descobriam que ela era "negra" ai ela era discriminada.
  • India: o pais do Rajh da novela das 8 que acabou esse ano confere identificaçoes por castas, que tem origem racial. E cada casta ionferior tem direito a cotas. O problema é que, vira e mexe, em tempo de eleiçao, alguma casta, de olho nas cotas, faz quebra-quebra exigindo seu "rebaixamento" para ser "reparada" com mais oportunidades.

Cota é pratica POLITIQUEIRA. Voce, que ja votou diversas vezes. Quantas vezes voce votou em um presidente por razoes de cor/origem? Do tipo, vou votar nesse cara porque ele é branco. Porque ele é descendente de cafeicultores paulistas. Porque ele é descendente dos Kamikazes. Uma vez INSTITUCIONALIZADA a cota, ganhará eleiçao quem prometer COTA. Pra quem? pra quem ele perceber útil. "Prometo cota para nordestinos" Olha o tanto de voto que esse cara vai ganha. É isso que voces pro-cotas querem pro Brasil? Tomem vergonha na cara! Se querem mesmo ajudar a melhorar o pais, pensem em medidas filantropicas e nao politiqueiras. Porque a p**** da Fundaçao Ford nao para de dar diheiro pra ONGs cotistas e decido doar dinheiro pra educação? Pra previdencia privada? Hen hen? Porque raios ficam tentando ROTULAR as pessoas em cores de pele se hoje ja existem autoidentifaçao muito mais profunda em local de nascimento(oq tbem nao justifica cota pra ninguem)? Porque a Fundaçao Ford, ao invez de querer incentivar cotas, nao incentiva a quebra dos direitos autorias de livros didaticos, tornando licita a copia integral para fins academicos? As pessoas estao muito, mas muito mal informadas sobre esse negocio de cotas. Chega a ser constrangedor ver pro-cotas falando em "jornaloes", "elite branca", "direita social", ou insinuar que quem é contra as cotas é "hipocrita" e nao sei mais o que se fala. Se usassem esse esforço todo para combater a corrupçao, que ate onde eu sei, nao escolhe cor nem sexo, ja teriamos muito mais justiça SOCIAL. No Brasil, por o Estado nao institucionalizar nunca desde a aboliçao da escravatura regras segregatorias, ou de classificaçao racial, nao ha injustiça RACIAL. Simples assim. Entretanto, sempre é mais facil ter um inimigo, ser perseguido para ter a consciencia tranquila quando nao se luta.

Guilherme Signorini Feldens
Há 16 anos ·
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lgumas observações sobre coisas que li agora: - saudade do escravo: nunca li tanta besteira junta na minha vida. "a saudade do escravo é algo que se inscreve na forma social predominante como um padrão subconsciente, sem justificativas racionais ou doutrinárias, mas como o sentimento – decorrente de uma forma social ainda não isenta do escravagismo – de que os lugares do socius já foram ancestralmente distribuídos. Cada macaco em seu galho: eu aqui, o outro ali. A cor clara é, desde o nascimento, uma vantagem patrimonial que não deve ser deslocada. Por que mexer com o que se eterniza como natureza?" Essa teoria possui um defeito, no mínimo, grosseiro. Diferente de países como EUA, onde a bipolarização Branco/Negro é incutida em qualquer coisa que se diga, pense, faça ou cante, no Brasil temos dificuldades para saber quem é quem. Por exemplo, é obvio que os mais brancos do Brasil sao aqueles de origem alema, polonesa e italianos do norte(que tem mistura com austriacos, que basicamente sao alemaes tambem). Entretanto, o fato de nascerem descendentes disso nunca garantia nada no Brasil. Alias, garantiu uma perseguição durante a Segunda Guerra Mundial, onde a Alemanha Nazista e a Italia Fascista eram inimigas do Estado Brasileiro. Pessoas que eram tão cidadãos como as outras, foram perseguidas e presas, algumas delas mortas. Por causa disso, na minha familia, os meus avós nao ensinaram italiano pra minha mae e seus irmaos, com medo das consequencias. Enfim, essa conversinha de que "o subconsciente do brasileiro é de que o negro é pobre e o branco é rico" é conversinha. Primeiro porque onde os negros sao maioria, sao maioria de pobres, e são maioria entre os que estao bem de vida. No Sul, onde sao minoria, sao minoria entre as pessoas pobres. Um negro de classe media no Sudeste tem muito, mas muito mais qualidade de vida e oportunidade que uma pessoa no Nordeste, seja de que cor for. O que garante alguma coisa no Brasil é o tal do QI(quem indica), ou entao ser maçom.

  • racismo e preconceito escrevi isso antes, mas volto a falar disso... este sendo um blog sobre direito, presumo que todos aqui sao espertos e estudiosos o bastante para saber que chamar alguem de forma ofensiva baseada na cor de pele é injúria, qualificada por racismo. Isso é extremamente comum no Brasil. Mas veja que isso por si só nao justifica criaçao de cotas para negros. "Ha mas por que nao?" Por que eu, de origem alema, loiro de olho claro, passei boa parte da minha adolescencia sendo chamado de "leite moça", "corretivo", "branco azedo(geralmente eu tinha uma boa resposta, bem bagacera, pra isso eheheh)", fora as associaçoes de que eu era nazista, dentre outros tipos de insulto. E nem por isso me considero discriminado, merecedor de cotas(?), privilegios que venham curar minha dor causada pela intolerancia dos racistas. Negros nunca foram legalmente proibidos ou limitados de nada. "ha mas e o pó-de-arroz do Fluminense?" Bem, o Fluminense, assim como clubes de qualquer natureza eram e alguns ainda sao propriedades ´privadas. Nao tinha CF/88 para vedar tais praticas, que PELO ESTADO BRASILEIRO ja eram repudiadas. Essas mesmas coisas privadas ainda limitam entrada de pessoas. Tente entrar sujo em um banco. Tente entrar sem camisa em um supermercado. Tente entrar fedendo em um shopping. É exclusao social o que temos nessa situação. Coisa que o governo TAMBEM REPUDIA. Assim como sua residencia é privada e voce escolhe quem quiser para entrar. Os criteiros sao seus, os quais talves o Estado REPUDIE tal qual racismo.

  • Identificaçao Racial rótulos previamente delimitados. Uma populaçao de 190 MILHOES de pessoas classificadas em branco/negro. Modelos onde essas coisas nao deram ou nao dao muito certo:

  • Africa do Sul: filhos de brancos com negros sao os "coloured" e tambem nao eram como os "brancos"
  • Ruanda: uma velha lenda que determinava a hierarquia da populaçao nativa desse país antes da colonizaçao foi grosseiramente instituido com identifcaçao oficial pelos belgas, com direito a imutabilidade de ascençao social e lendas flasas sobre a origem dos "tutsi", que seiram superiores e segundo so belgas, de origem do norte, que culminou numa sangrenta desgraça. Hoje é proibida a identificaçao por raça.
  • Malasia: descendentes de chineses sao taxativamente classificados assim na Malasia, mas o que ocorre é que as cotas para favorecimento dos malaios etnicos nao da resultado porque os chineses aparentemente se aplicam mais nos estudos.
  • EUA: qualquer descendencia de negro, proxima ou distante, faz com que o cidadao la seja negro (pra quem assiste Family Guy, o episodio em que Peter Griffin descobre um ancestral negro e passa a ser considerado negro talvez agora faça mais sentido pra voce). Tal identificaçao era expressa. BLACK ou WHITE na carteira. Dai ocorriam exdruxulas situaçoes de pessoas de pele clara serem negras, e portanto, impedidas de frequentar locais. Entao um fator comum era a troca de identidade, assumindo uma nova vida onde dizia a sociedade ser branca. Quando descobriam que ela era "negra" ai ela era discriminada.
  • India: o pais do Rajh da novela das 8 que acabou esse ano confere identificaçoes por castas, que tem origem racial. E cada casta ionferior tem direito a cotas. O problema é que, vira e mexe, em tempo de eleiçao, alguma casta, de olho nas cotas, faz quebra-quebra exigindo seu "rebaixamento" para ser "reparada" com mais oportunidades.

Cota é pratica POLITIQUEIRA. Voce, que ja votou diversas vezes. Quantas vezes voce votou em um presidente por razoes de cor/origem? Do tipo, vou votar nesse cara porque ele é branco. Porque ele é descendente de cafeicultores paulistas. Porque ele é descendente dos Kamikazes. Uma vez INSTITUCIONALIZADA a cota, ganhará eleiçao quem prometer COTA. Pra quem? pra quem ele perceber útil. "Prometo cota para nordestinos" Olha o tanto de voto que esse cara vai ganha. É isso que voces pro-cotas querem pro Brasil? Tomem vergonha na cara! Se querem mesmo ajudar a melhorar o pais, pensem em medidas filantropicas e nao politiqueiras. Porque a p**** da Fundaçao Ford nao para de dar diheiro pra ONGs cotistas e decido doar dinheiro pra educação? Pra previdencia privada? Hen hen? Porque raios ficam tentando ROTULAR as pessoas em cores de pele se hoje ja existem autoidentifaçao muito mais profunda em local de nascimento(oq tbem nao justifica cota pra ninguem)? Porque a Fundaçao Ford, ao invez de querer incentivar cotas, nao incentiva a quebra dos direitos autorias de livros didaticos, tornando licita a copia integral para fins academicos? As pessoas estao muito, mas muito mal informadas sobre esse negocio de cotas. Chega a ser constrangedor ver pro-cotas falando em "jornaloes", "elite branca", "direita social", ou insinuar que quem é contra as cotas é "hipocrita" e nao sei mais o que se fala. Se usassem esse esforço todo para combater a corrupçao, que ate onde eu sei, nao escolhe cor nem sexo, ja teriamos muito mais justiça SOCIAL. No Brasil, por o Estado nao institucionalizar nunca desde a aboliçao da escravatura regras segregatorias, ou de classificaçao racial, nao ha injustiça RACIAL. Simples assim. Entretanto, sempre é mais facil ter um inimigo, ser perseguido para ter a consciencia tranquila quando nao se luta.

Tubao_Gui
Há 16 anos ·
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Não sou a favor da cota para negros em universidade, antes que joguem a 1ª pedra exponho meus princípios. Não que a sociedade deva recompensar o "mal" feito aos negros ou classe pobre e lhes oferece "cotas", sendo feito como um mero placebo a contentar a suja política Brasileira, por que não igualar o nível de ensino, dar a esta população um ensino digno. Como diz meu professor, na lei tudo é bonito. Estudei minha vida toda em escolas públicas, obtive um bom aprendizado frente aos demais, mas, como me sai melhor sendo um ensino a todos ali exposto? Força de vontade de obter um aprendizado é mais fácil jogar a culpa na "incapacidade" dos professores em almejar um bom ensino, ao lhe dar condições em uma sala de aula com capacidade física adequada, materiais didáticos de ensino estruturados, focando a educação escolar e familiar ao zelo pelo patrimônio público. Muitos dos meus amigos, ao entrar na escola a depedravam, matavam aula, ou se quer prestavam atenção as aulas ali oferecidas. A culpa em parte é do governo, e da própria família qual não estimula a criança a um estudo. Não culpem os seus antepassados. Pois quem realmente almeja um bom futuro independe de cotas, para chegar a tais objetivos. A OAB reprova os incapacitados, desinteressados, muitos playboys não passam na prova, pois as vésperas destas estão em baladas, churrascos, e não estudam, pense nisso, as vezes falta de recursos chega a ser um privilegio. Eu mesmo raramente saio de finais de semana. At. João Guilherme, Estudante de Direito.

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