Descobri ter sido enganado por 6 anos sobre a paternidade de uma criança

Tenho aconpanhado algumas discussões e gostaria de alguns esclarecimentos. Descobri por exame de DNA que não sou o pai de uma criança de 6 anos (já li algumas discussões aqui neste forum a esse respeito). Fico indignado como não se ter o livre arbitrio em querer ou não retirar o nome da certidão de nascimento e não pagar mais pensão. Afetividade não muda com nome na certidão. A lei é clara: se descobrissem que sou o pai depois de 6 anos eu seria obrigado a registrar a criança e por que quando descubro que não sou o pai não posso retirar meu nome? Isso é um absurdo. A criança tem um pai. Com quais intenções a mãe mentiu todo esse tempo? O quanto ela já me enganou? Existe algum advogado que defenda o meu ponto de vista? O único laço que quero com a criança é o afetivo mesmo, já que a mãe se prestou a um papel desse, mas quero que a lei seja justa. Sou solidário as pessoas que como eu estão querendo justiça. Só issso.

Respostas

52

  • Lameida

    Milton, você está enganado a respeito das decisões nesse sentido. Você tem esse direito sim. Para isso, você tem que ingressar com ação negatória de paternidade. Irá fazer outro exame de DNA.

    Abraços e boa sorte!

  • Jaime - Porto Alegre

    Milton Cesar
    Não radicalize na sua opinião sobre a manifestação dos colaboradores. Quando aqui falamos, o fazemos em tese. Assim, cada caso é um caso. A paternidade socioafetiva se dá quando o pai registra o filho sabendo que não é seu e depois quer romper esse vínculo com a criança ou mesmo que não saiba, ccriou-se um vínculo muito forte entre ambos que o rompimento viesse trazer um prejuízo irreparável à criança.
    No caso, embora tenha se criado um vínculo afetivo entre vc e a criança, a situação tem que ser analisada de perto.
    Portanto, sugiro que vg consulte um advogado ou a defensoria, se for o caso, para que façam uma análise à luz dos fatos concretos.

  • Milton Cesar

    Meus deveres eu conheço muito bem. Não quero compartilhar de uma certidão de nascimento falso, onde eu não sou o pai biológico. Quero ser o pai AFETIVO e não quero mais que a mãe me explore pela lei me obrigar a dar pensão e etc e a mãe desfrutar desse benefício. Tentem me entender: Eu com meu nome na certidão terei OBRIGAÇÕES e DEVERES que a lei garante à criança, mas resolvendo isso posso sim continuar meu relacionamento com a criança, excluindo as cobranças financeiras que a mãe faz e me ameaça se caso eu não cumpri-las. Fui claro? Não sou carrasco de criança abandonada pelo pai, só quero que a justiça me ajude a ter meus direitos garantidos. Minha situação não é cômoda não. Imagine depois de 6 anos descobrir que não é o pai de uma criança, cuja mãe levei morar comigo para dar um lar para ela e a criança? Agora não tenho onde morar (moro de favor com minha mãe). Ela ficou com tudo... e ainda fica com parte do meu salário. Isso é justo pra vocês? Será que eu to tão enganado assim? Obrigado

  • GUAJUIRAS canoas rs

    GUAJUIRAS canoas rs

    olha so meu caso é parecido registrei um filha que nao era minha. nao sabia depois de alguns anos descobri a verdade . paguei minha pencao sempre serto e quando nao paguei fui preso. mas nao tiro a menina do meu nome por nada deste mundo pois dos meus tres filhos a que mais me da alegria e chega perto de min e diz que me ama e ela a que nao é minha filha de sangue.entao meu amigo dinheiro a gente corre atras mas a felicidade de ouvir alguem dizer que te ama esta a gente conquista ainda mais saindo da boca de uma crianca levante a cabeca e mostre pra todos que voce é homen e nao um monstro como a mae foi.ao enganar voce e a crinca talves até o pai biologico

  • Denise Schulttz

    bravo, toni poa!!!! parabens por sua atitude!! é assim mesmo. qndo c ama incondicionalmente, dinheiro nao é nada!!! e vc nao perde nada pr ser assim, só t engrandece como ser humano.
    abraços, denise.

  • Milton Cesar

    Vou ser bem direto agora: Já tomei a decisão de não querer o meu nome no registro. Podem me criticar a vontade, mas quero ter direito a esta decisão. Sei que vou levantar a cabeça e refazer minha vida. O que eu gostaria de saber é como recorrer desse registro e rever a determinação do juiz quanto à pensão alimentícia. Depois disso, tenho certeza ABSOLUTA que a mãe me deixará ser o pai que quero ser. Não é um registro que vai mudar o afeto, mas eu preciso é que a mãe me deixe recomeçar uma nova vida. E para isso eu preciso tomar esta atitude que a principio pode parecer cruel, mas que no final tenho a certeza que todos sairemos bem. Quais as possíveis chances de conseguir isso o mais rápido possivel? Depois gostaria de mantê-los a par dos novos rumos que acontecerá. Garanto que esta criança nunca será desamparada, mas tenho que fazer isso. Obrigado

  • Renato Solteiro Suspenso

    Milton,

    Me parece que você está muito pessimista em uma situação que no final pode e deve ser revertida. Busque o judiciário e manifeste seu interesse em retirar seu nome da certidão. Caso perca, recorra e se preciso for chegue ao STJ. É preciso que casos como o seu (que são muitos) cheguem ao judiciário para que este absurdo termine.

    Sempre bom lembrar que a paternidade afetiva requer por óbvio a afetividade dos dois, pai e filho. No caso do Sr. Toni, ela existe e é lindo e louvável, mas não podemos impô-la, sob pena de instalar a paternidade por cabresto.

    Há que discutir também as penalidades que devem ser impostas a estas mulheres que agem assim. Normalmente, neste assuntos se questiona muito o pai que quer retirar o nome e nenhuma vírgula sobre uma mãe que faz um absurdo destes.

    Espero que não deixe de lutar pelo seus direito.

  • Renato Solteiro Suspenso

    Milton,

    Entre urgentemente com a ação negatória de paternidade. Procure um advogado e mova esta ação o mais rápido possível.

  • ARIAN.

    Dr. Renato , essa negatória é possível mesmo depois de 16 anos da descoberta? abmos não têm vínculo afetivo, apenas a família com o menor.

    grata