Clientes e suas necessidades

Parece óbvio, mas muitos profissionais insistem em escrever e publicitar o que eles querem ao invés de se preocupar com o seu cliente quer.

Na área jurídica temos esta realidade clara: Advogados com textos longos, complexos, de dar orgulho a mãe de quem escreveu, ele mesmo e talvez outro colega advogado. Contudo, para um cliente, isto não serve.

Em um mundo onde cada vez temos menos tempo de ler, cada vez temos menos tempo de compreender tudo ao nosso redor, mil teorias e conexões da filosofia não são práticas para quem está conquistando clientes (o que não quer dizer que pensar o direito não seja importante).

Agora vamos pensar em como muitos advogados pensam e como o cliente pensa:

* Advogado: Prazo decadencial para ingresso da reclamatória trabalhista.

=>  Cliente: Posso ingressar com a ação contra o patrão?

* Advogado: Requisitos para a prisão preventiva.

=> Cliente: Posso ser preso por estar fazendo protesto?

* Advogado: Tese do buraco negro

=> Cliente: Contribuí e não consigo me aposentar. E agora?

Dá para perceber nitidamente a diferença, não?

A linguagem, forma de abordagem são completamente diferentes. Daí, uma realidade importante e essencial:

Como você está se comunicando com o mercado hoje?

Com teses jurídicas ou palavras intelegíveis?

Com artigos técnicos ou textos que podem ser localizados pelo público numa consulta ao Google?

Por que a pergunta que deve ser feita é:

Escrevo e divulgo para clientes ou para outros profissionais jurídicos?

A resposta desta pergunta irá balizar todo seu conteúdo daqui pra frente.

#MarketingJuridicoNaVeia


Autor


Informações sobre o texto

Este texto foi publicado diretamente pelo autor. Sua divulgação não depende de prévia aprovação pelo conselho editorial do site. Quando selecionados, os textos são divulgados na Revista Jus Navigandi.

Comentários

0

Livraria