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A ideia do “criminoso nato”, introduzida por Cesare Lombroso é explicitamente observada a cada dia em nossa sociedade, independente de território, raça, sexo ou idade (embora tal tese seja notada em pessoas no início e no meio da fase adulta). Nessa tese, Lombroso, ‘inspirado’ pelo positivismo e pelas teorias deterministas, afirma que todos os crimes tem em comum o agente criminoso.

Os fatores desencadeantes da criminalidade se subdividem em diversas áreas: psicológicas, psíquicas, biológicas, físicas etc. Lombroso, baseado em suas teses e estudos, sustenta firmemente a origem do comportamento criminoso em fatores físicos. Ele cita em seu livro “L’uomo Delinquente” que o criminoso é um ser não desenvolvido e que todos os criminoso têm em comum certas deformidades ósseas, odores diferenciados e alguns outros fatores psicológicos, assim tornando possível certa identificação do criminoso antes que o mesmo pratique o crime. Surge daí a tese do “criminoso nato”, essa tese diz que mesmo colocando o considerado criminoso - descrito pelos paradigmas lombrosianos - nas melhores condições e oportunidades de vida, o sujeito irá ignorá-las e cometerá a conduta delituosa.

A tese supracitada se desenvolveu com o passar do tempo, mesmo que atualmente essa tese se firme em teorias deterministas a mesma pode ser observada por qualquer pessoa independente do seu grau de instrução acadêmico. Embora  não se baseie mais em fatores de desenvolvimentos físicos, pois notoriamente a mesma acompanha o desenvolvimento social, podendo ter uma validade muito importante na prevenção do delito.

Notamos, também, que a tese se mantém muito firme principalmente no cenário político, onde sujeitos abastados, na maioria das vezes com alto grau de instrução acadêmico, com um grande poder nas mãos se deixam desvirtuar por ideais fúteis ou pela sensação de cometer o delito.

Portanto, nota-se que a tese publicada por Lombroso em 1874, se mantém atual até os dias de hoje e não se restringe ao cenário político. Atinge pessoas de todas as classes. Embora seus meios de identificação do sujeito criminoso tenham mudado conforme o tempo, tal tese deve ser reconhecida, pois a mesma é de suma importância e pode ser de extrema ajuda na prevenção do delito.

BIBLIOGRAFIA: L’uomo Delinquente(Lombroso,CESARE);Apostila de criminologia(Godoi,EDUARDO);Resenha criminológica (Castello,RODRIGO).



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