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Metaverso como produto do ciberespaço, da cibercultura e da regulamentação

Metaverso como produto do ciberespaço, da cibercultura e da regulamentação

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Análise contextualizada e ampla acerca dos metaversos. Reflexão sobre o seu relacionamento com os conceitos de ciberespaço (espaço), cibercultura (cultura) e regulamentação (aspectos jurídicos).

INTRODUÇÃO

No ano de 1992, Bill Gates previu que as pessoas não mais ficariam vinculadas a comunidades físicas, aduzindo que estas iriam se expandir a partir de novos fluxos de informação[2]. No mesmo ano, o termo "metaverso" foi empregado na obra de ficção "Snow Crash", escrita por Neal Stephenson. Cerca de 30 anos depois, o tema metaverso estremece as bases da sociedade moderna, aparentando ser a grande disrupção desde o advento e da popularização da internet[3].

Entender o metaverso e como ele se relaciona ao mundo atual é uma tarefa árdua, notadamente porque o seu conteúdo demanda um tipo de conhecimento multidisciplinar raro e complexo. Nesse contexto, o presente artigo se propõe a mitigar essa dificuldade.

A exposição do conteúdo passa pela concepção do ciberespaço e da cibercultura, entendidos como elementos estruturantes para as grandes mudanças provocadas pela tecnologia na sociedade. Após, é trabalhado o conceito de inteligência coletiva, traço marcante que orienta a produção de conteúdo e o fluxo de informações no ambiente digital. Em seguida, a temática do metaverso é introduzida, buscando-se trazer elementos de caráter técnico e social para uma melhor compreensão. Por fim, o artigo propõe relacionar a temática dos metaversos a aspectos de cunho espacial, social e jurídico.

1. O ciberespaço: fator espacial das transformações tecnológicas

O termo "ciberespaço'' foi empregado pela primeira vez por William Gibson na obra Neuromancer (GIBSON, 2008). A referida obra de ficção científica aproximava a relação entre o homem e a máquina no remoto ano de 1983 - ano em que foi publicada -, instaurando um modelo futurista numa época em que a vida analógica ainda era preponderante.

Foi Pierre Lévy, filósofo moderno e pesquisador da ciência da informação e da comunicação, quem se tornou a grande referência na abordagem do ciberespaço. Para ele, o ciberespaço é o produto da evolução da sociedade ao longo dos anos, passando pelo desenvolvimento da escrita, do alfabeto e da imprensa (LÉVY, 2008).

O metameio (ciberespaço) definido pelo autor "apoia muitas tecnologias intelectuais que desenvolvem a memória (através de bases de dados, hiperdocumentos, Web), a imaginação (através de simulações visuais interativas), raciocínio (através da inteligência artificial, sistemas especialistas, simulações), percepção (através de imagens computadas de dados e telepresença generalizada) e criação (palavras, imagens, música e processadores de espaços virtuais)" (LÉVY, Pierre, 2008). Como podemos observar, um dos traços marcantes do ciberespaço - e do que ele representa -, encontra-se justamente no fato de que o seu ambiente é propício à interação.

Perceba que mídias tradicionais como o rádio e a televisão são espaços de comunicação definidos como um-para-muitos, ou seja, a emissão da mensagem ou informação parte da mídia sem que haja a possibilidade de uma interação direta com o público (que apenas consome o conteúdo passivamente). Por outro lado, o ciberespaço - e todos os seus recursos suportados pela rede mundial de computadores (internet) - possui múltiplas alternativas de comunicação: muitos-para-muitos, um-para-muitos, um-para-um. É nesse espaço que encontramos um ambiente de comunicação aberto pela interconexão global de computadores, ou seja, o ciberespaço (LÉVY, 2008).

Portanto, o ciberespaço é o espaço de interação por onde transitam informações que podem ser acessadas, manipuladas e transformadas pelos seus usuários em tempo real ou não. Nesse ambiente, conectado pela rede mundial de computadores (internet), encontramos múltiplas possibilidades de interações, as quais podem ser experimentadas nos videogames, nos aplicativos, nas redes sociais e, por que não, nos metaversos.

2. A cibercultura: fator cultural como produto das relações no ciberespaço

O ciberespaço é o local onipresente que contempla não apenas a infraestrutura material da comunicação digital, mas também - e principalmente - o universo de informações que por ele transitam intensamente. A cibercultura é o produto colhido de dentro deste ciberespaço, podendo ser conceituada como o "conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço" (LÉVY, 2010. pág. 17).

Se pensarmos no ciberespaço como a representação ambiental composta pelo emaranhado tecnológico que a sustenta, podemos reconhecer a preponderância do seu aspecto técnico (ciberespaço entendido como técnica). Tal técnica condiciona a cultura, isto é, tudo o que o ciberespaço e as tecnologias a ele associadas oferecem à sociedade condicionam diversos aspectos culturais, embora não possam ser encarados como fatores determinantes (LÉVY, 2010. pág. 26).

Dito de outro modo, não podemos afirmar que a cultura é determinada pelas tecnologias ou pelo ciberespaço, até porque a cultura em si é produto de um feixe complexo composto por inúmeros elementos. Todavia, é inegável que a cultura acaba sendo condicionada por fatores de ordem técnica resultantes do ciberespaço.

Assim, a explosão tecnológica promovida no ciberespaço é resultado de um processo complexo composto por diversos elementos, e não - apenas - das ferramentas em si, das máquinas, dos algoritmos ou da infraestrutura. A cibercultura, portanto, é mais abrangente que o ciberespaço.

Não é mera divagação distinguir ciberespaço de cibercultura, uma vez que o entendimento acerca dos efeitos do ciberespaço na cultura é crucial para a compreensão do que estamos prestes a vivenciar com o advento dos metaversos. Em verdade, já vivenciamos algo parecido com a ideia dos metaversos, embora não com o nível avançado de experiência que tendemos a experimentar nos próximos anos. Você, eu e quase todos vivemos metaversos por meio dos nossos smartphones, videogames, computadores e tudo mais o que se conecte a redes sociais, por exemplo. Já vivemos experiências intensas e imersivas no ciberespaço, porquanto a cibercultura nos introduziu aos novos padrões de experiência e de comportamento que nos transformaram em seres digitais ou virtuais, quase dependentes dos nossos dispositivos eletrônicos conectados à internet.

Em vivendo digital, imersiva e socialmente, transferimos nossa inteligência individual para um ciberespaço onipresente, intensificando a troca e o compartilhamento de informações, traduzindo-se numa verdadeira "inteligência coletiva".

3. A inteligência coletiva como cérebro do mundo

É possível encampar a ideia de que o desenvolvimento da cibercultura, como um produto condicionado pelo ciberespaço e pelas suas inovações, repousa na noção de uma inteligência coletiva. O ciberespaço é o cérebro, o local em que a interação ocorre, destacando-se que o "crescimento do ciberespaço não determina automaticamente o desenvolvimento da inteligência coletiva, apenas fornece a esta inteligência um ambiente propício"  (LÉVY, 2010. pág. 29/30).

A inteligência coletiva é um conceito desenvolvido pelo filósofo Pierre Lévy, no sentido de que embora ninguém possa saber tudo sobre tudo, alguém sempre sabe sobre algo (LÉVY, 1998. pág. 28). É dizer, de outro modo, que todos temos algo a compartilhar de conhecimento com alguém.

Enquanto seres analógicos que fomos, não possuíamos instrumentos que favorecessem a troca de informações em escala exponencial. Contudo, a partir do momento em que o ciberespaço se tornou onipresente, a transmissão da informação e da própria cultura em si passou a ser mais intensa, mais interativa. Criou-se, assim, um verdadeiro coletivo de inteligência espalhado pelo ciberespaço.

É preciso reconhecer que a forma como nós, seres humanos, produzimos ou consumimos conteúdo e, por conseguinte, comunicamos a nossa cultura ou compartilhamos da nossa inteligência não é mais a mesma. Os patamares de cognição deste novo processo de trocas informacionais também não são mais os mesmos de outrora.

Em sua obra Navegar no ciberespaço: o perfil cognitivo do leitor imersivo, Lúcia Santaella lida com a evolução dos perfis cognitivos dos leitores. Na obra, a autora revela a existência dos perfis cognitivos contemplativo, movente e imersivo (SANTAELLA, 2004). O perfil de leitor contemplativo seria aquele que consome signos imóveis ou duráveis, tais como encontramos nos livros, mapas e pinturas; o perfil imersivo seria o leitor habituado às mídias digitais, à hipertextualidade e à leitura não linear de conteúdos; já o perfil de leitor movente seria uma espécie de leitor intermediário entre os perfis contemplativo e imersivo (SANTAELLA, 2004). Há, ainda, uma quarta classificação que define o perfil cognitivo ubíquo, tratando-se daquele consumidor de conteúdo capaz de processar informações de espaços físicos e virtuais, sob diversos aspectos e pontos de vista, detentor de uma capacidade de improvisação diante do acelerado fluxo de informação consumida em ambientes mutáveis (MITTERMAYER, Thiago. 2017).

Tais perfis são o resultado do processo evolutivo, formando leitores híbridos que não se restringem à leitura solitária de um livro, mas que navegam por hipertextos não lineares, consumindo palavras, imagens, cores e tudo mais que se conecte a uma espécie de pensamento visual e um ambiente altamente interativo e imersivo. As múltiplas mídias como novos componentes do ciberespaço são fatores cruciais para essa verdadeira revolução no processo comunicativo e da troca de informação.

Segundo Pierre Lévy, "o universo é uma enorme inteligência despertando para si própria graças a uma evolução da linguagem que estende seu próprio movimento. Esse processo está apenas em seu começo. A missão da raça humana: fazer crescer o cérebro do mundo. Um cérebro mais e mais poderoso e livre que incluirá o mundo em sua substância" (LÉVY, 2008).

Assim, podemos concluir que o ciberespaço é o cérebro ampliado que forma a inteligência coletiva da sociedade moderna. E essa inteligência coletiva é intensificada por experiências cada vez mais imersivas e intensas, sobretudo no âmbito das redes sociais (atualmente), condicionando a cultura e modificando o nosso comportamento.

Agora, os metaversos estão prestes a habitar o ciberespaço, o que produzirá efeitos no processo cultural da sociedade e na forma como compartilhamos nossa inteligência, nossa cultura e as nossas informações.

4. Metaversos

4.1. Introdução

Metaverso refere-se a algo que transcende o mundo físico. A simplicidade da afirmação, todavia, não infirma o gigantesco desafio de encontrar uma maneira razoavelmente simples para explicá-lo.

Uma forma possível de organizar o conteúdo relacionado ao metaverso é dividi-lo em duas grandes categorias: tecnologias e ecossistemas. No grupo das tecnologias encontram-se todos os requisitos técnicos e de infraestrutura para suportar a experimentação das sensações imersivas e diferenciadas proporcionadas pelos metaversos. Já no grupo dos ecossistemas residem elementos ligados a aspectos sociais, econômicos e de privacidade (LEE et al., 2021).

4.2. Áreas que compõem a categoria tecnologias

O metaverso, sob o ponto de vista das tecnologias, pode ser visto como uma reunião de aspectos técnicos e de infraestrutura para suportar a existência virtual de um mundo experimentado da maneira mais realista possível.

A porta de acesso a um dado metaverso pode ser um óculos de realidade estendida, realidade virtual, realidade aumentada ou realidade mista (LEE et al., 2021). Trata-se do recurso tecnológico que proporciona a sensação de estar presente no metaverso, incluindo outros recursos que o complementam, tais como tecidos "inteligentes" que simulam as sensações experimentadas no mundo virtual, sensíveis ao toque, ou mesmo dispositivos que permitam ao usuário tocar e sentir os elementos do metaverso.

Nesse sentido, o metaverso deve produzir a interação virtual do usuário com outros usuários, do usuário com objetos e de objetos com outros objetos (LEE et al., 2021), o que significa dizer que existem desafios absolutamente complexos para que tudo funcione perfeitamente bem.

Os metaversos devem ser embarcados em tecnologias sofisticadas, destacando-se as áreas de visão computacional, da inteligência artificial, do blockchain, da internet das coisas, da robótica e do armazenamento em nuvem (LEE et al., 2021).

Por fim, sem excluir outras necessidades não dispostas no presente artigo, não se pode olvidar para a importância da demanda por alto desempenho das redes, com latência e taxas de transferência suficientes para suportar o impactante volume de informações que transitam pelos metaversos (LEE et al., 2021).

4.3. Áreas que compõem a categoria ecossistemas

Sob a perspectiva do ecossistema, os metaversos pressupõem a interação humana por meio de avatares. Embora a existência em si dos avatares possa ser confundida com a categoria tecnologia, o avatar, neste ponto, relaciona-se ao ecossistema por se tratar de uma representação humana que habita o metaverso (LEE et al., 2021).

É aqui que reflexões e questionamentos complexos começam a surgir. Quem habitará o metaverso: a pessoa, o seu avatar ou ambos? Há direito de herança dentro do metaverso (em considerando que possam haver herdeiros)? Quando um avatar ganha ou perde os seus direitos (se é que ele os possui)? A quem pertence o avatar? O avatar pode ser expulso do metaverso?

Outro ponto fundamental para entender os metaversos em seu contexto de ecossistema relaciona-se aos níveis de interação. Com efeito, os avatares interagem e produzem conteúdo no metaverso, o que, por conseguinte, produz uma verdadeira economia virtual. Será possível, por exemplo, prestar serviços no metaverso e receber uma contraprestação financeira por isso!

A aludida economia virtual dos metaversos já é realidade, tendo em vista que terrenos já são vendidos[4] e moedas já circulam antes mesmo de os metaversos serem uma realidade do dia a dia da maior parte das pessoas no mundo[5].

Por outro lado, existem elementos vinculados à categoria dos ecossistemas que criam certas barreiras ao otimismo exacerbado em relação aos metaversos: aceitação social, segurança, privacidade e regulamentação.

Em apertada síntese, para o sucesso de um dado metaverso, a criação de conteúdo e a formatação da denominada economia virtual devem estar alinhadas às normas e às regulações sociais. Além disso, a produção de riqueza na economia virtual deve ser resguardada pela propriedade intelectual. E, por óbvio, os usuários do metaverso exigirão que as suas atividades não sejam expostas a riscos de privacidade e a ameaças de segurança (LEE et al., 2021).

4.4. Os Metaversos como produto

As redes sociais podem ser consideradas o nascedouro dos metaversos. Não por outra razão, o grande marco de discussão em sociedade sobre a existência dos metaversos nasceu a partir da modificação do nome comercial do Facebook para Meta[6]. Em ambos os casos (redes sociais atuais e os metaversos do futuro), trata-se de experiências interativas virtuais. A grande diferença entre as atuais redes sociais e os metaversos encontra-se no fato de que será cada vez mais complexo distinguir uma experiência física (dita real) de uma experiência remota (dita virtual).

Ao longo dos anos, temos vivido uma verdadeira migração dos ambientes físicos para os virtuais. E, associado a isso, quanto mais a tecnologia se desenvolve, mais recursos ficam disponíveis para que a existência dos metaversos se torne algo presente no dia a dia das pessoas. Entretanto, para além do entusiasmo, existe uma série de entraves e pendências de ordem técnica e social para serem resolvidas antes que a utopia se torne realidade.

Mas o que, afinal de contas, espera-se do metaverso? Espera-se que o metaverso seja uma experiência perpétua, com traços de compartilhamento intenso, simultâneo, infinito e permanente, ou seja, um ciberespaço virtual e físico mesclado para acomodar um número ilimitado de usuários (LEE et al., 2021).

Não é difícil imaginar que poderemos viver em multiversos, em que cada metaverso será responsável por um formato de mundo, com avatares que os habitam. Cada metaverso produzirá um sistema, uma economia e as suas regras de convívio. Por curiosidade ou por necessidade, as pessoas habitarão novos mundos virtuais e paralelos à nossa realidade.

A questão que surge, na realidade, nem é tanto sobre o que será capaz de ser feito nos metaversos, mas sim sobre o que poderá ser evitado, especialmente quanto a eventuais violações, tais como de segurança e de privacidade. Além disso, questões pertinentes à regulamentação poderão ser objeto de potencial complexidade, especialmente considerando o traço da multidisciplinaridade que marca a temática. Dito isso, que tipo de profissional será necessário para trabalhar junto aos metaversos?

O metaverso nada mais é que o produto do ciberespaço, da cibercultura e da iminente regulamentação a ser criada em nível mundial. Não há como conceber a existência de mundos paralelos sem que haja a consideração sobre tais elementos, especialmente para profissionais que se posicionarem para atuar neste mercado de trilhões de reais[7].

A título de exemplo, não haverá espaço para advogados no segmento jurídico. Haverá, nesse caso, espaço para profissionais que tenham conhecimento sobre tecnologia, sobre cibercultura, sobre a regulamentação dos metaversos e temáticas congêneres e, claro, que advoguem. Da mesma forma, profissionais do setor público deverão estar preparados para as demandas em caráter multidisciplinar que, ao que tudo indica, serão as grandes discussões levadas ao contexto da jurisdição. Tal lógica multidisciplinar aplica-se aos demais casos e áreas de atuação.

Por tudo isso, compreender o ciberespaço e a cibercultura é essencial, na medida em que os tão falados metaversos são meras extensões desse processo evolutivo. A evolução das tecnologias está abrindo as portas para novas experiências, mas isso não significa que sejam elas - as tecnologias - as responsáveis por toda a mudança. Mais que metaversos, devemos compreender o ciberespaço e a cibercultura, já que são elas as bases para todas as discussões vindouras sobre tecnologia, sobre aspectos sociais, sobre economia e sobre as suas implicações jurídicas e legais oriundas das relações existentes no metaverso.

CONCLUSÃO

A exiguidade resultante da limitação de caracteres não autoriza que diversas questões apontadas ao longo do presente artigo pudessem ser melhor explicadas ou mesmo relativizadas. Falar sobre metaverso hoje é tratar sobre diversas imprecisões. Justamente por isso, buscou-se associar o metaverso ao processo evolutivo que nos trouxe até aqui.

Muito se fala acerca dos metaversos, mas pouco se pesquisa sobre o fato de que eles nada mais são do que produtos da evolução tecnológica e cultural. Não há novidades em nível conceitual, mas puramente no tocante ao fato de que as tecnologias estão permitindo o aprofundamento das sensações e das experiências vivenciadas na interação virtual.

Por isso, o grande enfoque de pesquisa para a evolução em sociedade (e não apenas dos metaversos), diante de tantas novidades incipientes, é buscar o entendimento profundo sobre o local onde tudo acontece (ciberespaço), o processo cultural e econômico que provém da interação no ambiente digital (cibercultura) e sobre as questões regulamentares e legais que podem ser objeto de discussão nas Casas Legislativas em todo o mundo (aspecto jurídico).


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  1. https://www.businessinsider.com/bill-gates-predicted-technologies-of-the-future-2017-3
  2. https://dailyfreepress.com/2021/09/30/the-metaverse-the-next-phase-of-the-internet/
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Como citar este texto (NBR 6023:2018 ABNT)

DUTRA, Vitor Martins. Metaverso como produto do ciberespaço, da cibercultura e da regulamentação. Revista Jus Navigandi, ISSN 1518-4862, Teresina, ano 27, n. 6769, 12 jan. 2022. Disponível em: https://jus.com.br/artigos/95824. Acesso em: 25 jan. 2022.