Você conhece a política do "pão e circo"?

A população brasileira estava ansiosa pela Copa do Mundo! O coração bateu por mil! A felicidade estava no ar! Pra frente Brasil! Eram estas as mensagens que se escutava em alguns meios de comunicação. Todavia, a população não se deu conta que era vítima de uma política muito bem conhecida: “a política do pão e circo”.

Desde a época dos Césares, o Estado tenta desviar a atenção do povo, com malabarismos ilusórios que visam “jogar para debaixo do tapete” os problemas reais da sociedade.

No Brasil, não é diferente. Enquanto os hospitais e escolas estão sucateados, presenciamos um inconcebível desperdício de dinheiro na construção de Estádios supervalorizados, que, no final das contas, só vai acomodar uma minoria endinheirada, que não enfrente nenhuma dificuldade em pagar alguns mil reais por um mísero ingresso.

Já dizia a letra de uma conhecida música: “Carnaval, futebol! Não mata, não engorda e não faz mal”. Será que não? Mata sim! Enquanto o Governo estiver desviando bilhares de dólares para Estádios de Futebol, milhares de crianças estarão morrendo por falta de atendimento na Rede Pública de Saúde. E será que não faz mal deixarmos nossas crianças sem merenda escolar o dia inteiro? E o Carnaval, não mata? É justamente neste período que a violência no trânsito atinge índices alarmantes. Mata sim! E Mata muita gente inocente!

E assim vamos; “tapando o sol com a peneira”.

Mas afinal, você conhece a origem da política do "pão e circo"?

Esta política consistia em usual prática dos líderes romanos que, para manter a população sempre obediente e fiel, oferecia comida e diversão. Durante os jogos sanguinários, oferecia-se pão ao povo.  

Era uma prática muito eficiente para distrair a população e evitar que enxergassem os problemas sociais existentes, fortalecendo sempre a blindagem para a corrupção.

Ainda hoje, em muitas sociedades, esta prática funciona e no Brasil não é diferente.

Mas enquanto o povo não acorda, continuaremos ouvindo a música: “Carnaval, futebol! Não mata, não engorda e não faz mal”.


Autor

  • Fábio Lechuga Martins

    Advogado inscrito na OAB sob nº 11538/MS. Bacharel em Direito pela Uniderp-MS. Pós Graduando (especialização) em Direito Público, com ênfase em Direito Constitucional, Administrativo e Tributário. Atua nas seguintes áreas: cível, empresarial, trabalhista, previdenciário, consumidor, criminal e tribunal do júri.

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