Uma boa alternativa para as empresas familiares. Entenda mais sobre o tema.

“Empresas Familiares” ou “de pai para filho”, representam 78% das empresas no Brasil. A falta de planejamento societário, despreparo dos herdeiros e atitude emocionada da família acarretam desavenças e comprometem a saúde financeira da empresa de forma irreversível. As Holdings Familiares são uma alternativa para solução e pouco desconhecidas pelos brasileiros. São empresas que investem seu próprio patrimônio em ações ou quotas de outras sociedades e podem ser constituídas por qualquer tipo societário regulado pelo Código Civil. Cada caso deve ser analisado considerando aspectos operacionais, societários e tributários, necessitando de uma equipe especializada que identifique em quais aspectos a implantação de uma Holding Familiar será vantajosa ao empresário. O planejamento sucessório reduz a carga tributária incidente no caso de falecimento de um dos sócios (avô, pai, mãe, por exemplo), já que permite ao controlador doar suas quotas aos herdeiros, (com usufruto vitalício), além de restringir penhoras. No direito de família, protege os sócios no momento da partilha de bens entre parentes mesmo em união estável, evitando diversas guerras judiciais. Também ajuda na sucessão administrativa de forma profissional, pois é estruturada com Estatuto Social e os sócios realizam um acordo de acionistas, com direito de voto. Quando houver desentendimentos, a votação decidirá, descartando a emoção dos familiares e agindo como empresa, evitando problemas pessoais ou familiares afetem diretamente o bom andamento empresarial.

Autor

  • Sofia Jacob

    Formada pela Faculdade de Direito de Curitiba em 2006, pós graduação em Direito Internacional e MBA Internacional em Gestão Ambiental pela UFPR. Formação em Life Coach. Idiomas inglês e francês.

    Leitora compulsiva, sempre busco atualizações jurídicas que se encaixam ao cotidiano.

    Isso é advogar, estar diariamente antenada com as novas jurisprudências, novos entendimentos e novas leis. Mas advogar não é apenas estudar as leis e a jurisprudência, para isso bastaria um tablet e o Google.

    Advogar é transmitir de maneira convincente a verdade sobre fatos concretos, buscando dar equilíbrio às relações jurídicas e processuais.

    Acredito que uma das maiores artes do advogado seja a transposição dos obstáculos relativos às diversas relações jurídicas, bem como na tramitação processual dos casos que lhes foram confiados pelo cliente, a quem devem transmitir confiança apresentando com profunda honestidade todos os ângulos e situações do seu processo, merecendo muita dedicação.

    É inerente a profissão buscar a superação de limites. Advogar é essencialmente nunca esmorecer e obter a satisfação dos legítimos direitos daqueles que lhes confiaram o trabalho e a arte da defesa jurídica.

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