Ter que conviver com assédio moral no trabalho é extremamente desagradável. Neste artigo você entenderá mais sobre o assunto e saberá como proceder nesses casos para lutar pelos seus direitos.

Muitos profissionais são diariamente expostos a situações constrangedoras ou mesmo humilhantes e não conseguem identificar o assédio moral, por isso, não se espante ao saber que a maioria das pessoas que passam por essa situação não sabem como lutar por seus direitos.

Nenhuma pessoa gosta de ser advertida ou mesmo cobrada, especialmente no ambiente profissional. Mas, é preciso que fique claro que toda a empresa pode sim cobrar responsabilidade ou comprometimento dos seus funcionários.

No entanto, cobrar a realização de suas tarefas não significa expor um colaborador ou funcionário ao ridículo, humilhações, constrangimentos ou estresse excessivo. Tais condutas são tidas como assédio moral no trabalho e precisam ser corrigidas.

Como se caracteriza o assédio moral no trabalho?

O assédio moral no trabalho é caracterizado por situações onde um funcionário, seja ele insubordinado, chefe ou colega na mesma faixa hierárquica, expõe outros a humilhações, sobrecarga de afazeres, cobranças constantes de metas descabidas, isolamento profissional, instruções imprecisas e outras tantas situações que possam constranger uma pessoa.

Mas apenas ser exposto a essas situações esporadicamente não pode ser entendido como assédio moral no trabalho. Para que se confirme o assédio é preciso que a conduta do agressor seja recorrente e que a vítima tenha como provar.

Conheça 7 fatos sobre assédio moral no trabalho

  1. Objetivo do assédio moral

Todo assédio moral tem como principal objetivo desestabilizar o funcionário profissional ou emocionalmente e forçá-lo a uma demissão.

  1. Situações inusitadas de assédio moral

Pouca gente sabe, mas sobrecarga de trabalho, não considerar problemas de saúde do funcionário, retirar gratificações sem justificativa, impor condições e regras especiais, determinar prazos curtos para a entrega da tarefa, manipular informação e mais uma série de situações pouco conhecidas são consideradas assédio moral.

  1. Constância

É preciso que as situações sejam recorrentes para que seja caracterizado o assédio moral, ou seja, que se repita pelo menos uma vez na semana.

  1. Recolhimento de provas

Depois de constatar o assédio moral no trabalho, recolha provas. Depoimentos de pessoas e colegas que presenciaram o acontecido e gravações feitas com o celular mesmo servirão.

  1. Dica: anote as incidências

Sempre que um caso de assédio moral no trabalho acontecer, procure anotar o ocorrido, o nome do responsável pela agressão, dia, hora e o nome de testemunhas, caso tenha. Assim você poderá provar a recorrência dos fatos.

  1. A empresa tem responsabilidade

Mesmo que indiretamente, a empresa é responsável por condutas assediadoras de seus colaboradores. Afinal, é dever dela promover um ambiente profissional agradável.

  1. Procurando seus direitos

O primeiro passo é recorrer ao RH da empresa e comunicar o ocorrido. Caso nenhuma medida seja tomada. Você pode e deve contatar um advogado e entrar com um processo judicial contra o agressor e/ou a empresa.

Se você estiver sendo vítima do assédio moral no trabalho, não se cale. Procure um responsável de maior hierarquia que o agressor e peça para que ele tome uma providência. Se a situação continuar, procure seus direitos judiciais.



Informações sobre o texto

Este texto foi publicado diretamente pela autora. Sua divulgação não depende de prévia aprovação pelo conselho editorial do site. Quando selecionados, os textos são divulgados na Revista Jus Navigandi.

Comentários

1