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A avaliação psicológica no trabalho policial: necessidade para a efetividade da segurança pública.

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28/12/2018 às 08:28

      4 - CONCLUSÃO

A segurança pública é uma necessidade básica no moderno Estado de direito. A livre circulação da pessoa, seu direito de ir e vir, é regra de locomoção essencial. A incolumidade física e do patrimônio igualmente. Na Carta Magna de 1988 a segurança pública é de responsabilidade dos órgãos descritos no artigo 144 e que foram objeto deste estudo, com as exceções já justificadas.

Para o perfeito desempenho de suas funções, o policial, que é a quem cabe materializar a segurança que tanto se persegue necessita estar em estado de higidez mental. Isto que foi o que se procurou ponderar e que ressaltamos compõe a base da segurança pública. Modernizar as instituições e dotá-las de centros de acompanhamento e avaliações psicológicas constantes é medida que se impõe. Para que haja efetividade, não é possível produzir segurança pública sem ser por inteiro. É necessário investir no todo, e a abordagem psicológica faz parte deste caminho.

 Para ser grande, sê inteiro: nadaTeu exagera ou exclui.Sê todo em cada coisa. Põe quanto ésNo mínimo que fazes.Assim em cada lago a lua toda Brilha, porque alta vive.

Fernando Pessoa[3]


REFERÊNCIAS

   A atividade policial é a segunda mais estressante do mundo. Sinclapol. Disponível em http://www.sinclapol.com.br/noticias/12-a-atividade-policial-e-a-segunda-mais-estressante-do-mundo.html.Acesso em 14 de set. de 2018.

 ASSIS, Simone Gonçalves; Minayo, Maria Cecília de Souza; Oliveira, Raquel Vasconcellos C. de Oliveira. Impacto das atividades profissionais na saúde física e mental dos policiais civis e militares do Rio de Janeiro. Disponível em  http://www6.ensp.fiocruz.br/repositorio/resource/356661. Acesso em 17 de set. de 2018.

BARDAGI, Marúcia Patta; Oliveira, Paloma Lago. Estresse e comprometimento com a carreira em policiais militares. Boletim de Psicologia, n. 131, p. 153-166, Santa Maria-RS, 2010.

BECK, Maria Antonieta Brito; Lima, Eliane Bastos Moreira; Machado, Núria   Palomero. A saúde dos Prfs levada a sério. Disponível em: http://www.ismabrasil.com.br/trabalho/11. Acesso em 13 de set. de 2018.

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CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de Pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas organizações. Rio de Janeiro: Campus, 1999.

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COSTA, Keila R. da Silva; Lipp, Marilda E. Novaes; Nunes, Vaneska de Oliveira. Estresse , qualidade de vida e estressores ocupacionais de policias: sintomas mais freqüentes. Revista de Psicologia, Organização e Trabalho. Brasília, n.1, p. 46-53, 2017.

COUTO, Hudson de Araújo. Stress e qualidade de vida dos executivos. Rio de Janeiro: Cop, 1987.

ESCÓSSIA, Fernanda. Por que os policiais se matam: pesquisa traz números e relatos de suicídios de PMs. Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/03/160322_policiais_suicidios_fe_if. Acesso em 14 de set. de 2018.

FBSP. Anuário Estatístico 2016, 2017 e 2018. Disponível em  http://www.forumseguranca.org.br/publica Acesso em 15 de set. de 2018.

LOPES, Mônica. Estudante apresenta pesquisa sobre estresse entre policiais nesta quarta-feira. Disponível em https://www.folhabv.com.br/noticia/Estudante-apresenta-pesquisa-sobre-estresse-entre-policiais-nesta-quarta-feira/2129. Acesso em 14 de set. de 2018.

OLIVEIRA, Léo Pintor de Arruda. Estimativa de prevalência de estresse emocional em uma amostra de policiais rodoviários federais do Estado de São Paulo.2017, 111f. Dissertação (Mestrado em Ciências)- Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), São Paulo.

POR QUE os policiais federais brasileiros estão se suicidando? O Guia Vice para saúde mental. 28 de abril de 2015. Disponível em: https://www.vice.com/pt_br/article/z4bgwy/suicidio-policia-federal. Acesso em 13 de set. de 2018.

TOMASI, Carolina; Medeiros, João Bosco. Comunicação científica: normas técnicas para redação científica. São Paulo: Atlas, 2008.

ZILIO, Diego. A natureza comportamental da mente: behaviorismo radical e filosofia da mente. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2010.


Notas

[1]Suicídio é o ato intencional de matar a si mesmo. Os fatores de risco incluem transtornos mentais e/ou psicológicos como depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia e abuso de drogas, incluindo alcoolismo e uso de benzodiazepínicos. Outros suicídios resultam de atos impulsivos devido ao stress e/ou dificuldades econômicas, problemas de relacionamentos ou bullying. As pessoas com antecedentes de tentativas de suicídio estão em maior risco de vir a realizar novas tentativas. As medidas de prevenção do suicídio passam pela restrição de acesso a métodos de suicídio, como armas de fogo, armas brancas, drogas ou venenos, tratamento de transtornos mentais e tóxicodependência, reportagens na imprensa apropriadas sobre casos de suicídio e melhoria das condições econômicas. Disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Suic%C3%ADdio. Acesso em 14 de set. de 2018.

[2] A TRIBUNA. Disponível em  http://www.atribunarj.com.br/pm-teve-mais-de-3-200-baixas-ao-longo-dos-ultimos-23-anos. Acesso em 16 de set. de 2018.

[3] Disponível em  http://www.poesiaspoemaseversos.com.br/w/wp-content/uploads/2012/04/para-ser-grande-se-inteiro-nada-teu-exagera-ou-exclui.jpg. Acesso em 18 de set. de 2018

[4] Adendo (05/2019) Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas publicada em outubro de 2016 (https://www.metropoles.com/materias-especiais/gatilho-para-suicidio-doencas-mentais-viram-epidemia-entre-policiais), aponta que na Polícia Federal, na Polícia Rodoviária Federal  e na Polícia Civil do Distrito Federal, 94% de seus membros têm estresse ocupacional (39% em grau elevado), 36% têm outras doenças mentais. Na Polícia Federal aconteceram 47 suicídios de 1999 a 2018, sendo que 21% do seu quadro já pensou em suicídio. Ainda 39% se sentem inúteis, 53% desejamd eixar a PF e para 88% não há qualquer tipo de programa voltado para o bem-estar ou a saúde do servidor.

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