Sabemos que no Brasil tudo é possível, pois os interesses não são para o povo, pelo povo; mas são para minorias nojentas, sádicas e gananciosas atrás do conforto à custa do sofrimento do povo soberano - soberano ou palhaço?

O jornal Estadão[1] divulgou matéria sobre a situação da Petrobras nos EUA. A presidente da empresa, Graça Foster, e o diretor financeiro, Almir Barbassa, aparecem como réus. Além dessa ação, há mais três ações coletivas nos Estados Unidos.

Sabemos que no Brasil tudo é possível, pois os interesses não são para o povo, pelo povo; mas são para minorias nojentas, sádicas e gananciosas atrás do conforto à custa do sofrimento do povo soberano - soberano ou palhaço?

Felizmente, o povo norte-americano é povo esclarecido sobre seus direitos diversos, pois são educados para agir em defesa da democracia. No Brasil, as leis são mantidas pelo tradicional “juridiquês” de forma que as leis democráticas sejam indecifráveis ao detentor de poder: povo.

Até o meio acadêmico, no caso os advogados, são ensinados a falarem “jurisdiquês” em qualquer momento. Imagine advogado falando “jurisdiquês” com seu cliente. Há tradicionalismo brasileiro de falar “difícil” para se diferenciar da “plebe”.

Num país em que há dificuldade de comunicação, a começar pelo analfabetismo funcional, de milhões de brasileiros, de norte a sul, de leste a oeste, na mais “compreensível” o total desconhecimento das leis brasileiras pelos párias – uma parcela da sociedade brasileira quer manter grupos brasileiros como párias.

Ah! Mas a casa tá caindo, pois, nos EUA, não há isso, o povo foi educado, desde a colonização, e continua sendo educado. Furtar no Brasil é ser “esperto” – só faltam condecorações e clubinho –, mas não nos EUA. “Mas lá tem corrupto também!”, algum brasileiro pode bradar, para defender um pouco da dignidade brasileira.

Sim, há corrupção nos EUA, todavia, o agente público, ou empresário da iniciativa privada, pego em flagrante, ou sob suspeita, se arrepia, da cabeça aos pés. Alguns se suicidam durante a investigação policial. Aqui no Brasil, há panelinha para proteger corrupto, até são defendidos pela frase “Perseguição Política!”. Quando presos, não recebem condenações [prescrição]; quando condenados, não vão para o regime fechado, pois as prisões brasileiras são perigosas, não oferecem condições de higiene, ferem os direitos humanos. Ora, então vamos soltar todos os presidiários porque não há a mínima condição de encarceramento - presidiário pária não tem direitos humanos?

As prisões brasileiras são para os párias - modelo colonial perpetuado até hoje -, não para os que fazem parte de esquemas político-empresáriais. E não pense que o empresário estará protegido, quando a embarcação começa a naufragar, os primeiros a saírem são os ratos [políticos]. Sobra para o empresário, que acaba naufragando no regime fechado.

E o que dizer "Não vi!", "Não dei importância!", "Achei sem importância!", e outras frases esdrúxulas ditas, na maior cara de pau, pelos agentes públicos? Como algum presidente [da República, da administração direta ou indireta] de um país vai dizer que desconhecia, não leu o documento. Presidente de uma nação é para assinar às cegas? Se fosse um portador de deficiência visual, com certeza pediria documento em braile. Mas na terra tupiniquim, nada é visto, escutado.

Ah! Mas o carnaval está se aproximando. E serve como momento de descontração [ilusão] ao povo, de qualquer estratificação social. Como dizia meu avó “Cada povo tem o que merece!”.

 E o pré-sal? A grande promessa para o desenvolvimento brasileiro. Muito petróleo. Anuncio que o litro da gasolina brasileira será reduzida para R$ 0,20 (vinte centavos). Meu primeiro de abril para 2015.

Referência:

Estadão. Disponível em: <http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,cidade-dos-eua-abre-processo-contra-petrobras-e-graca-...>


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