5. Conclusão:

Não há solução simples para problemas complexos.

Não se pretende reinventar a roda, mas o objetivo deste estudo é colaborar para a formação de uma nova visão de combate às drogas, criativa e sem preconceitos, que sirva de fomento para o surgimento de outras novas ideias para o enfrentamento desta delicada questão.

Certo é que os números atuais ensejam preocupação, apesar de ser compreensível que eles fazem parte de uma conjuntura de evolução de nossa sociedade. Portanto, é preciso envolvimento de toda sociedade e do poder público para que a situação não fuja do controle, e para que as crianças de hoje possam ter um futuro mais seguro e livre dos malefícios das drogas.

O combate militarizado ao tráfico, de forma isolada, certamente será medida ineficiente na luta contra as drogas. Seu efeito, ao contrário, somente aumentará o custo da operação do tráfico, o que aumentará ainda mais sua lucratividade e fomentará a corrupção.

A educação é o instrumento capaz de transformar a sociedade. Por meio da educação poderemos reduzir a quantidade de usuários e atacar o tráfico na sua lógica de mercado, reduzindo procura, ao invés de tentar somente acabar com a oferta.

Necessário combinar estes esforços, cujos resultados são de médio e longo prazo, com medidas de recuperação dos atuais dependentes químicos.

Por fim, indispensável que a polícia continue a desempenhar suas atribuições legais, proporcionando segurança ao cidadão e cumprindo a lei. Na continuação desse processo, é necessário que a punição aos traficantes seja efetiva e rigorosa, inclusive para traficantes menores de idade, buscando acabar com o sentimento de impunidade hoje reinante, mola propulsora do crime em qualquer lugar do mundo.

 


Referências bibliográficas:

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Notas

[1] II LENAD - O uso de Cocaína e Crack no Brasil no ano de 2012, publicado em 05/09/12.

[2] O Afeganistão continua como o maior fornecedor de drogas ilícitas como ópio e heroína para mundo, com receitas de 68 bilhões de dólares em 2009. Disponível em: http://www.onu.org.br/comercio-global-de-drogas-produzidas-no-afeganistao-movimenta-68-bilhoes-de-dolares.

[3] Dados disponíveis na página da intranet do Centro de Inteligência da Polícia Militar do Estado de São Paulo – CIPM. http://www.intranet.policiamilitar.sp.gov.br/organizacao/unidades/cipm/index.htm.

[4] Dados extraídos do trabalho realizado Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo - Um estudo sobre os flagrantes de tráfico de drogas na cidade de São Paulo.

[5] VARELLA, Drauzio. Guerra ao tráfico? Disponível em: http://drauziovarella.com.br/dependencia-quimica/guerra-ao-trafico/

[6] SILVA FILHO, José Vicente da. Cidades Seguras. Disponível em: http://www.coroneljosevicente.com.br.

[7] VARELLA, Drauzio. Op. Cit.

[8] HC 157364/SP – julgamento em 16/06/2011.

[9] SILVA FILHO, José Vicente. Op. Cit.

[10] Dados da PNAD - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2009 (IBGE).

[11] TAC: http://www.tac.vic.gov.au/jsp/corporate/homepage/home.jsp

[12] http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/tema-livre/video-a-brilhante-campanha-de-tv-que-reduziu-em-mais-da-metade-as-mortes-por-acidentes-de-carro-em-estado-australiano-as-imagens-sao-duras-durissimas-mas-necessarias/


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Como citar este texto (NBR 6023:2018 ABNT)

AMARAL, Fabio Sergio Do; RACORTI, Valmor Saraiva. A atuação das forças policiais no combate às drogas. Revista Jus Navigandi, ISSN 1518-4862, Teresina, ano 17, n. 3412, 3 nov. 2012. Disponível em: https://jus.com.br/artigos/22906. Acesso em: 18 jan. 2021.

Comentários

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    Geison César de Oliveira

    Infelizmente, a imagem da polícia no Brasil está associada a corrupção, truculência e ineficiência. A reversão dessa imagem deve ser conquistada com muito esforço e com resultados precisos.