A educação como forma de transformação do indivíduo, trazendo-o da obscuridade do desconhecimento para a luz das ideias, como o tempo e a vivência o transformará em um sujeito dotado de criticidade.

A EDUCAÇÃO COMO FORMA DE TRANSFORMAÇÃO DO INDIVÍDUO

Parte  de  nossa  vida  se  dá  e  se  constroi    na  escola  tendo  como  função  social democratizar  conhecimentos  e  formar  cidadãos  conscientes,  participativos  e atuantes,  não sendo um mero espectador do sistema, mas interagindo nele de forma ativa, levando à tona seus anseios para uma sociedade justa influenciando os individuos de tal maneira que ele não se deixe influenciar, ou seja, deixar de ser objeto e vir a ser um sujeito, e com o tempo, este será dotado de criticidade, sendo dono uma história e uma cultura, como explica Paulo Freire:

“Herdando a experiencia adquirida, criando e recriando, integrando-se as condições de seu contexto, respodendo  a seus desafios, objetivando-se a si proprio, discernindo, transcrevendo, lança-se o homem num domímio que lhe é exclusivo – o da história e da cultura. (FREIRE, p. 49, 2009)

A transformação  se dará, quando o individuo se incorpora no contexto em que está vivendo, ou seja, não sendo alheio a assuntos inerentes a vida em sociedade, não se deixando conduzir as suas idéias por uma elite que visa apenas alcançar suas expectativas, portanto, frisa o presente artigo o ensino da política como uma mola mestre que rege o mundo, e  em um regime democrático,  prevalece a vontade da maioria, e com o movimento  das massas, essas se façam dotadas de saber político, para fazer nascer o seu direito, e serem atendidas as suas vontades e não os da elite “ (...) as tarefas de seu tempo não são captadas pelo homem simples, mas ele apresentadas por uma “elite” que as interpreta e lhes entrega em forma de receita” (FREIRE, p.50), tal modelo não torna o indivíduo um ser crítico, e sim acomodado, a espera das novas regras e formas de vivencias pela elite. Com o tempo esse grupo dominador terá um poder de domínio, e as massas que são dominadas não virão a luz da verdade, pois esta, será de domínio da elite, e com o tempo, estes perderão sua história e cultura, o que era de domínio seu.

A SOCIEDADE CIVIL INFORMADA

A democracia,  construída  pelo  povo  e ainda  inacabada  cresceu  significativamente durante  aos vinte  e dois  anos  que temos,  conquista  pela  sociedade  civil informada.  Essa conquista se deu devido a informação que certo grupo detinha de política, que foi capaz de agir e mudar a sociedade e suas regras, dramaticamente  mudada de um sistema autoritário onde certa elite ditava o que devia ou não a sociedade, para um Estado democrático de direito, por um governo representativo, onde quem escolhe é o povo, porém, tal conhecimento sobre a política era detida de um certo grupo de pessoas, que agiram e conquistam o direito de todos, é importante observar que não foi toda a sociedade que participou, pois muitos não sabiam o que estava acontecendo, pela falta de conhecimento.

É importante frisar que o resultado de uma sociedade informada, onde a discussão da política  teve um efeito de libertação  sobre o povo brasileiro,  livrando-se da tirania de um ditador, para passar à soberania, onde o cidadão tem o direito de escolher as normas de acordo com sua realidade, conquistada pela mobilização da sociedade informada, não aceitando mais as imposições do Estado que possibilitou um diálogo sobre qualquer tema que for tratado, não ficando a obscuridade de comunicação com os participantes desta, como pondera FREIRE:

“As sociedades a que se nega o diálogo – comunicação   –   e,   em   seu   lugar,   se   lhes oferefcem  comunicados,  resultantes  de compusão  ou  doação,  se  fazem prepoderatemente mudas. O mutismo nao é propriamente inexistencia de reposta. É resposta a  que  falta  teor  marcadamente  crítico. (FREIRE, p. 77, 2009)

O papel de uma sociedade civil informada não é impor sua posição  e fixar nela os parâmetros a serem seguidos, mas, inovar, experimentar,  persuadir e influir em decisões e métodos que venham  de encontro  com sua realidade,  o tempo  em que está vivendo,  não havendo  hierarquia  entre si, tampouco  necessidades  pré-estabelecidas,  mas uma discussão acerca de tal tema se condiz com tal realidade.

AÇÕES PARA A INFORMAÇÃO DA SOCIEDADE

As ONGs, movimentos sociais e institutos por via de inúmeras redes, fóruns, alianças e coalizões,  atendem  um pequeno  números  de  cidadãos,  criam-se  atores,  testam  soluções inovadoras,  pressionam  governos  e influenciam  a opinião  pública.  Esta crescente  ação  da sociedade civil mostra que a capacidade dos cidadãos de agir por si mesmos torna-se mais viável através do conhecimento.  A função  da sociedade  civil informada  é a da liberdade, autonomia  e  diversidade.  Cidadãos  capazes  de  pensar,  deliberar  e  tomar  posição  por  si mesmos estão na base de um segundo fenômeno de grande significado para a construção de uma política aberta e uma democracia no quotidiano: a emergência de uma opinião pública com crescente poder de influência no debate público.

Para  tanto,  se esse  diálogo  acontecer  de  forma  aberto  e difundido,  com  o  tempo teremos uma sociedade verdadeiramente liberta, passando de objeto para sujeito do processo, interagindo  e derrubando  as  receitas  das  elites,  tornando-se  crítico  influi  diretamente  no processo, tornando-se livre. A ferramenta para a grande difusão das massas seria a escola, porém,  as elites  que  realmente  influenciam  no  processo  não querem  perder  o  seu  papel, influenciando nas massas para atingirem seus fins, portanto, a vontade deste grupo é de vital importância  que  supera  a  criação  de  um  individuo  critico  onde  conseqüentemente  este mudaria sua realidade, pois como explica FREIRE:

“Se na imersão era puramente espectador do processo, na emersão descruza os braços e renuncia à expectação  e exige a ingerencia.  Já nao se satisfazer em assitir. Quer participar.  A sua participacao,  que implica  numa tomada de consciencia apenas e nao ainda numa conscientizacao – desenvolvimento de uma tomada de consciencia – ameaça as elites detentoras                   de privilégios.” (FREIRE, p. 63, 2009)

POLÍTICA, DIREITO E O PAPEL DA ESCOLA COM AGENTE TRANSFORMADOR

A política e o direito são as molas mestres  que regem o  mundo  e as relações da sociedade, são eles que precisam de uma sociedade crítica para serem realmente difundidos, porém,  se existe uma sociedade  leiga nestes  aspectos,  tais serão propriedade  de um certo grupos de pessoas,  que tornaram  estes,  ferramentas  de dominação  das massas.  A política influi diretamente  na sociedade e no ordenamento  jurídico, se o cidadão não tiver a par de seus direitos  e prerrogativas  quanto  a este aspecto,  ficará  este  a mercer  das elites,  que  a utilizará para dominar as massas, que se não se libertam, com o tempo estão em um estado de dominação, como vemos hoje em muitos lugares do Brasil, a sociedade dominada por certas ideologias aceitas pela massa por comodidade ou não conhecerem o processo a que se deu certo tema. Ficará de forma crítica se um ordenamento jurídico, por falta de conhecimento, for ponto  de dominação,  o direito  se transformará  antidemocrático,  pois,  não foi feito  para a coletividade, mas sim por aspirações de certo grupo, que se beneficiará deste para atingir suas finalidades.

A finalidade da escola, sendo um instituição do Estado, que é democrático, seria a de difundir a criação de um cidadão crítico, reflexivo e transformador, para a liberdade de um todo, mas infelizmente não se tem no corpo de uma instituição de ensino, a criação do cidadão crítico, ela apenas prepara este para as matérias propedêuticas,  e sim propocionar ao sujeito uma interação  com a politica e consquetemente  com   o direito, sendo uma das bases que consolidam a formação do individuo a escola deveria propor um ambiente de discussão sobre esses temas que envolvem a transição e a formação da sopciedade, assim, teriamos um país justo e digno, garantido um pleno 3Estado democrático de direito, onde todos sabem pelomenos a base necessária para interagir, fiscalizar, propor e instigar a sociedade.

REFERÊNCIAS:

FREIRE, Paulo, Educação como prática da liberdade. 26ª Ed. Rio de Janeiro: paz e terra:2009.

MAAR, Wolfgang Leo. O que é política: primeiros passos. 16ª Ed. São Paulo: Brasiliense:1994.


Autor


Informações sobre o texto

Este texto foi publicado diretamente pelo autor. Sua divulgação não depende de prévia aprovação pelo conselho editorial do site. Quando selecionados, os textos são divulgados na Revista Jus Navigandi.

Comentários

0

Livraria