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Artigo

Tática slow red-pill e seu efeito sobre a democracia

As fake news precisam de um discurso de ódio e um discurso de ódio precisa das fake news.

"Eles te dão isso, mas você paga por aquilo" - My my, hey hey, Neil Youg

Foi recentemente noticiado que o músico Neil Young pediu para suas músicas serem removidas do Spotify, devido à presença de conteúdo negacionista no serviço de streaming, especialmente o contido no podcast The Joe Rogan Experience, do humorista Joe Rogan.

David Nemer, especialista e pesquisador de fake news, diz que as notícias falsas remontam de 44 a.C, com Otaviano, que iniciou uma campanha de difamação contra Marco Antônio.

Otaviano gravou slogans difamatórios em moedas para manchar a reputação de Marco Antônio. Otaviano dizia que ele era o romano ideal para liderar o Império Romano porque não tinha nenhuma amante egípcia, se referindo a Cleópatra.

A prensa de impressão criada por Gutemberg também favoreceu a disseminação de notícias falsas em massa, como ocorreu em 1835 com o Engodo da Lua, publicação de seis artigos sobre vida na lua, seres que voavam e tinham superpoderes foi publicado pelo jornal The Sun.

As fakes news são um fenômeno sociotécnico, que reproduz a interrelação de aspectos sociais e técnicos, não necessariamente tecnologia digital - pode ser em moedas, pela prensa de Gutemberg, como acima informado ou através de caminhões, carros com alto-falantes, panfletos etc.

Como explica David Nemer, a desinformação é deliberadamente criada e espalhada como verdade para influenciar a opinião pública, obscurecer a verdade e/ou obter alguma reação que será do propósito desinformador.

A desinformação são notícias falsas e na pandemia Covid-19, são usadas para questionar eficácia de vacinas, efeitos colaterais, associação a doenças etc., que funcionam, na verdade, como pano de fundo para ambições políticas extremistas.

Esse foi justamente o caso que levou o músico Neil Young a criticar o Spotify. Segundo informações contidas na BBC, o Spotify pagou supostamente US$ 100 milhões em 2020 pelos direitos do The Joe Rogan Experience - o podcast mais popular do serviço de streaming, que teria um índice de downloads de quase 200 milhões por mês.

Entre as alegações contidas em seu podcast, a de que a vacina alteraria os genes. Rogan disse: "Isto não é uma vacina, é basicamente uma terapia genética".

Outra alegação seria de que o medicamento ivermectina curaria a Covid, o que não é verdade. Uma terceira, de que se você pegar Covid e se vacinar, os efeitos colaterais serão mais perigosos[1].

As fake news precisam de um discurso de ódio e o discurso de ódio precisa das fake news. Como diz David Nemer, eles possuem uma relação independente e retro alimentadora. Um fenômeno depende do outro para ter êxito.

A denunciante do facebook, Franci Haugen, provou com os seus testemunhos, amparados em documentos e relatórios internos do facebook, que os algoritmos da rede social são desenvolvidos de forma a amplificar os conteúdos de ódio e desinformação, que geram engajamento, e, portanto, lucro para a rede social.

Todas as plataformas digitais precisam de engajamento para monetizarem, obterem lucro, e as fakes news, desinformação geram engajamento, que monetizam a plataforma e geram lucro.

Os algoritmos são um conjunto de dados e regras estabelecidas por cada rede social e plataforma digital. Eles serão responsáveis por determinar quais conteúdos aparecem em suas redes sociais quando você as acessa.

Em 1951, o psicólogo Solomon Asch fez uma série de experimentos, denominados experimentos de conformidade de Asch ou experimentos de conformidade com o grupo de Asch.

Sua principal descoberta foi que a pressão dos colegas pode mudar de opinião e até de percepção.

Asch perguntou: 1) Até que ponto as forças sociais alteram a opinião das pessoas? 2) Qual aspecto da influência do grupo é mais importante o tamanho da maioria ou da unanimidade de opinião?

Asch descobriu que cerca de 1/4 de todos os indivíduos resistem com sucesso a essa forma de pressão social, 1/20 sucumbe completamente, enquanto o restante se conforma à opinião manifestamente incorreta da maioria apenas em algumas rodadas experimentais.

Asch sugeriu que esse procedimento criou uma dúvida na mente dos participantes sobre a resposta aparentemente óbvia.

Os participantes relataram que a linha correta, mas rejeitada, era quase, mas não totalmente, igual à linha padrão.

Asch também descobriu que a eficácia da pressão do grupo aumentou significativamente de 1 para 3 pessoas, respondendo por unanimidade incorretamente. No entanto, não houve muito aumento depois disso.

Ele também descobriu que quando um participante do experimento respondeu corretamente, o poder da maioria de influenciar o assunto diminuiu substancialmente[2].

Quando as pessoas estavam sozinhas, menos de 1% erraram a resposta, mas quando associada a um grupo, em que parte dos participantes das pesquisas estavam trabalhando junto com Asch, 75% dos participantes erraram pelo menos uma vez, se deixando levar pela pressão do grupo, os acompanhando nas respostas incorretas.

Isso demonstra que através das pesquisas de Asch, é importante que haja conformidade entre os participantes, a fim de que determinado grupo mesmo sabendo que seja mentira, não questione, e quanto maior número de pessoas que aponte para a resposta errada, maior a sensação de conformidade social.

Essa é a forma utilizada para a propagação das notícias falsas Perceba o quanto é um fenômeno complexo e cientificamente estudado, e justamente por isso, tem sido constantemente aplicado e vem obtendo resultados satisfatórios pelos grupos extremistas que negam tanto a ciência.

Noticiada pelo The Guardian em 15 de julho de 2021, que a extrema direita americana agora usa nova tática para propagar o seu discurso de ódio, tentando direcionar as pessoas no aplicativo Instagram para conteúdo extremo com alguns truques simples[3].

Essa tática é observada por pesquisadores políticos americanos desde 2018, visto que para grupos extremistas, tomar a pílula vermelha seria o início de um processo de radicalização em que o indivíduo se torna aculturado em uma visão de mundo extrema e reacionária, tendo em vista que ao ser red-pilled você é acordado para a realidade do genocídio branco e da contínua guerra racial.

A Fair Observer, organização de mídia independente relatou em 2018, em artigo de Bharath Ganesh, pesquisador do Oxford Internet Institute, como a tática red pill, facilmente disponível por meio da tecnologia de comunicação digital, é uma parte central das visões de mundo discriminatórias e preconceituosas que a direita radical busca explorar em sua política cultural e contestação de eleições[4].

Apoiadores da extrema direita passam longas horas no Instagram buscando a geração Z e páginas com discursos políticos.

O nome pílula vermelha é retirado da famosa cena da Matrix, que abriria os olhos para uma verdade política oculta.

Depois de tomar a tal pílula, você quer que outras pessoas a tomem também e assim, começa a realizar-se o desejo extremo de espalhar esse novo conhecimento para um público maior.

Páginas de memes são criadas, que desde logo, parecem ser contas comuns, com biografias do tipo debate bem-vindo ou mais conservadora, do tipo Faça a América grande de novo.

Essa conta recém-criada, logo começa a repassar conteúdo de grandes páginas republicanas, tais como @DC_Draino, @the_typical_liberal e usa a popularidade dessas imagens para acumular seguidores de espectadores do tipo Fox, Breitbart e Turning Point USA.

A partir disso, cerca de uma vez por semana, essa conta começa a postar conteúdo extremo, contendo caricaturas racistas e mensagens anticapitalistas e a favor da identidade branca.

Ao postar conteúdo conservador convencional na maioria das vezes, esses grupos de extrema direita foram capazes de construir uma audiência de 30.000 a 40.000 seguidores, que eles podem então expor gradativamente a conteúdo radical.

Essas páginas costumam ficar online por até 1 ano e perto do final de sua vida útil, os administradores aumentam a proporção de conteúdo radical, com a finalidade de atingir e convencer mais seguidores, começando a defender, inclusive, agitação civil e violência, como única forma de conter a escala de crise que se aproxima Nesse momento, as contas são banidas da rede social, tendo em vista que quanto mais seguidores, mais probabilidade de denúncias contra o discurso de ódio.

Contudo, até essas contas serem banidas pela rede social, essas páginas já amealharam grande quantidade de seguidores, que começam a pensar como eles e defender seus ideais e é justamente esse o objetivo deles.

Na semana seguinte, montam uma nova página e o círculo vicioso recomeça.

Não é somente a extrema direita americana que está usando esse tipo de abordagem.

As eleições para presidente desse ano no Brasil serão acirradas e tudo leva a crer que tal tática também será utilizada por aqui, caso ainda não esteja, haja vista as reportagens abaixo.

Em 15 de janeiro de 2022 noticiado pelo portal O Tempo, que rede social de ex-assessor de Trump mira brasileiros e planeja equipe no país. A rede social muito usada por bolsonaristas, a Gettr começou a investir pesado no público brasileiro. Criada por Jason Miller, ex-assessor de Donald Trump, a plataforma tem enviado e-mails em português para conquistar adeptos no país[5].

Em 06 de agosto de 2021 o portal Istoé já noticiava que a Gettr era a rede social do vale-tudo. A plataforma é muito parecida com o Twitter, mas é contra cancelamento de perfis (mesmo daqueles que propagam fake news)[6].

Em 16 de janeiro de 2022 noticiado pelo Portal G1 que grupos neonazistas crescem 270% no Brasil em 3 anos; estudiosos temem que presença online transborde para ataques violentos. Pesquisadora afirma que há 530 núcleos extremistas no país, reunindo até 10 mil pessoas. Falta de leis contra discursos de ódio causa obstáculos a aplicação de punições, para autoridades[7].

Em 17 de janeiro de 2022 noticiado pelo portal Uol que o gabinete do ódio, nome dado a um grupo de assessores que trabalham no Palácio do Planalto, com foco nas redes sociais, viajou até Dubai, em feira de tecnologia, com a finalidade de aquisição de uma ferramenta para espionar opositores, jornalistas e críticos em ano eleitoral[8].

Em 2018, tal tática também foi utilizada por membros do exército de Mianmar, ao criar páginas de fãs para celebridades birmanesas, tais como a rainha da beleza Shwe Eain Si, que acumulou mais de um milhão de seguidores.

A situação é tão preocupante que o Parlamento Europeu publicou estudo que demonstra o impacto da desinformação na democracia, que acaba por minar direitos humanos[9].

O estudo traz à tona a remoção pelo Facebook, de post do presidente Jair Bolsonaro que apontava a cloroquina como remédio para a COVID-19.

O relatório também menciona o trabalho realizado pelo Tribunal Superior Eleitoral Brasileiro, que fez campanhas durante as eleições de 2018 combatendo a desinformação, garantindo a integridade das eleições e acentuando os direitos democráticos.

Entre as ferramentas utilizadas para espalhar desinformação se encontram os Bots, contas sociais operadas por robôs, manipulação de ferramentas de buscas promovendo links ou hashtags, vídeos ou áudios fabricados.

Políticos liberais dos Estados Unidos cobram atitudes do Vale do Silício, que não conseguem resolver o problema por causa da precarização da sociedade, que cada vez menos tem acesso às redes sociais, argumentando que não há solução de moderação de conteúdo para um problema político.

Entrementes, a resolução de tal problema se encontra sobretudo, no engajamento político e da sociedade, procurando rebater as afirmações extremistas com amplo conhecimento de história, educação, pesquisando fontes confiáveis e fidedignas para se basear, como forma de rebater não somente a tática slow red pill no país, mas também as fakes news.

The International Federation of Library Associations and Institutions - Federação Internacional de Associações e Instituições Bibliotecárias (IFLA) é o principal organismo internacional que representa os interesses dos serviços bibliotecários e de informação e seus usuários.

A IFLA fez este infográfico com oito etapas simples para descobrir se determinada notícia que você recebeu é falsa:

O infográfico já foi traduzido em mais de 37 idiomas e apresentado em boletins informativos, bibliografia de cursos e na CNN Internacional.

Nos Estados Unidos, facebook, google e outros gigantes das mídias sociais se utilizam da Seção 230 da lei de comunicação americana, aprovada em 1996, o qual menciona que provedores de serviços interativos na internet, sejam redes sociais, sites de notícias com seções de comentários, não podem ser tratados como responsáveis, porta-vozes do que é confeccionado por terceiros - com exceção, em alguns casos, de conteúdo pirateado ou pornográfico.

A norma permite que essas plataformas tenham proteção legal no exercício de moderar o que é postado online por usuários.

No Brasil, em discussão o Projeto de Lei n. 2630/2020, que objetiva estabelecer normas relativas à transparência de redes sociais e de serviços de mensagens privadas, sobretudo quanto à responsabilidade dos provedores pelo combate à desinformação e pelo aumento da transparência na internet, à transparência em relação a conteúdos patrocinados e à atuação do poder público, bem como estabelece sanções para o descumprimento da lei.

O neurocientista português Antônio Damásio diz que "sem educação, os homens vão se matar uns aos outros". No livro A estranha ordem das coisas, o autor desce ao nível da célula para explicar que até os microrganismos mais básicos se organizam para sobreviverem.

Perante uma plateia com centenas de alunos, lembrou que as bactérias não têm sistema nervoso nem mente, mas sabem que uma outra bactéria é prima, irmã ou que não faz parte da família.

Perante uma ameaça, como um antibiótico, as bactérias têm de trabalhar solidariamente, explicou, acrescentando que, se a maioria das bactérias trabalha em prol do mesmo fim, também há bactérias que não trabalham. Quando as bactérias (trabalhadoras) se apercebem que há bactérias vira-casaca, viram-lhes as costas, concluiu o neurocientista, sublinhando que estas reacções são ao nível de algo que possui uma só célula, não tem mente e não tem uma intenção, ou seja, nada disto tem a ver com consciência.

E é perante esta evidência que o investigador conclui que há uma colecção de comportamentos de conflito ou de cooperação que é a base fundamental e estrutural de vida.[10]

No capítulo intitulado sobre a condição humana hoje, da obra citada, Damásio vai dizer:

Diante do avanço assombroso da nova mídia, as pessoas têm a chance de tomar conhecimento mais detalhado dos fatos reais por trás das economias, do estado dos governos locais e globais e do estado da sociedade em que vivem o que, sem dúvida, é vantajoso, ao permitir a elas uma voz mais ativa; além disso, outra vantagem em potencial é a internet proporcionar um meio de deliberação fora das instituições comerciais ou governamentais. Por outro lado, o público geralmente não dispõe de tempo nem de método para converter quantidades colossais de informação em conclusões sensatas e aplicáveis na prática. Ademais, as companhias que administram a distribuição e agregação das informações prestam uma assistência dúbia ao público: o fluxo de informações é dirigido por algoritmos da companhia, e esta distorce a apresentação dos dados para que atendam a uma variedade de interesses financeiros, políticos e sociais, sem falar nos gostos dos usuários, de modo que eles possam continuar dentro de seu próprio silo de opiniões[11].

Damásio continua ao explicar que antigamente os jornais e revistas também eram parciais, que eram identificáveis, o que já não seria possível hoje, já que cada um tem o seu aparelhinho portátil equipado com aplicativos, sendo as pessoas incentivadas a serem autônomas, havendo pouco tempo e interesse para lidar com os dissidentes, visões opostas e buscar uma conciliação.

As fakes news, desinformação e tática red-pill não buscam cooperação e coesão e sim tão somente, divisão, polarização, discurso de ódio que minam o processo democrático no momento em que tem como finalidade atacar minorias, vulneráveis, por gênero, sexualidade e orientações políticas.

O filosofo coreano Byung-Chul Han, em seu livro Psicopolítica analisa as novas técnicas que influenciam a vida psíquica. Para ele, a psicopolítica configura uma nova técnica de dominação. O sujeito se submete, mas não tem ciência de que o faz.

O neoliberalismo transforma o cidadão em consumidor. A liberdade do cidadão cede diante da passividade do consumidor. Atualmente, o eleitor, enquanto consumidor não tem nenhum interesse real pela política, pela formação ativa da comunidade. Não está disposto a um comum agir político, tampouco é capacitado para tal. O eleitor apenas reage de forma passiva à política, criticando, reclamando, exatamente como faz o consumidor diante de um produto ou de um serviço que não gosta. Os políticos e os partidos seguem a mesma lógica do consumo. Eles têm que fornecer. Com isso, degradam-se a fornecedores, que têm que satisfazer os eleitores como consumidores ou clientes[12].

A eficácia do psicopoder basear-se-ia no fato do indivíduo se pensar livre, quando na realidade, o sistema explora a sua liberdade isso é comprovado com as fakes news, que geram engajamento, que geram lucro para as redes sociais.

De igual modo, influenciadores digitais impulsionam seus canais e seus rendimentos com propagação de notícias falsas, visto terem descoberto o que os CEO´s das redes sociais já sabem discursos de ódio, fake news e desinformação geram engajamento, que geram dinheiro.

Não estão interessados em democracia, governo, processo democrático e tão somente que tal candidato vença para conseguir lucrar com sua ascensão, seja funcionando como propagandistas e recebendo pelo serviço, diretamente da máquina pública, seja através da monetização em mídias sociais.

"Quanto mais fraca a oposição, tanto mais severo será o despotismo"[13].


Notas

  1. BBC. Joe Rogan: as afirmações falsas em podcast que geraram pressão contra Spotify. Reality Check team, 1 de fevereiro de 2022. Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/geral-60217940>. Acesso em 06 de fevereiro de 2022.
  2. Wikipédia. Experimentos de conformidade de Asch. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Experimentos_de_conformidade_de_Asch>. Acesso em 05 de fevereiro de 2022.
  3. CITARELLA, Joshua. Theres a new tactic for exposing you to radical content online: the slow red-pill. The Guardian, 15/07/2021, Seção Opinião. Disponível em: <https://www.theguardian.com/commentisfree/2021/jul/15/theres-a-new-tactic-for-exposing-you-to-radical-content-online-the-slow-red-pill>. Acesso em 15 de julho de 2021.
  4. GANESH, Bharath. What the Red Pill Means for Radicals. Fair Observer, 07/06/2018. Disponível em: <https://www.fairobserver.com/world-news/incels-alt-right-manosphere-extremism-radicalism-news-51421/> Acesso em 24 de setembro de 2021.
  5. ZANINI, Fábio. Rede social de ex-assessor de Trump mira brasileiros e planeja equipe no país, Portal o Tempo, 15 de janeiro de 2022, Seção Política. Disponível em:<https://www.otempo.com.br/mundo/rede-social-de-ex-assessor-de-trump-mira-brasileiros-e-planeja-equipe-no-pais-1.2596647>> Acesso em 20 de janeiro de 2022.
  6. SILVA, Beto. A rede social do vale-tudo, Portal Istoé, 06 de agosto de 2021, Seção Tecnologia. Disponível em:<https://www.istoedinheiro.com.br/a-rede-social-do-vale-tudo/>. Acesso em 20 de janeiro de 2022.
  7. Portal G1. Grupos neonazistas crescem 270% no Brasil em 3 anos; estudiosos temem que presença online transborde para ataques violentos, Fantástico, 16 de janeiro de 2022. Disponível em:<https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2022/01/16/grupos-neonazistas-crescem-270percent-no-brasil-em-3-anos-estudiosos-temem-que-presenca-online-transborde-para-ataques-violentos.ghtml>. Acesso em 20 de janeiro de 2022.
  8. CHADE, Jamil; VALENÇA, Lucas. Gabinete do ódio busca comprar nova ferramenta espiã intitulada DarkMatter, Portal Uol, 17 de janeiro de 2022, Seção Política. Disponível em:<https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2022/01/17/gabinete-do-odio-usou-viagem-de-bolsonaro-para-negociar-sistema-espiao.htm>. Acesso em 20 de janeiro de 2022.
  9. _________________The impact of disinformation on democratic processes and human rights in the world. Parlamento Europeu, abril/2021. Disponível em: <https://www.europarl.europa.eu/RegData/etudes/STUD/2021/653635/EXPO_STU(2021)653635_EN.pdf>. Acesso em 16 de setembro de 2021.
  10. Portal Público. Sem educação, os homens vão matar-se uns aos outros, diz António Damásio, 31 de outubro de 2017, Seção Neurociências. Disponível em:<https://www.publico.pt/2017/10/31/ciencia/noticia/sem-educacao-os-homens-vao-matarse-uns-aos-outros-diz-antonio-damasio-1791034>. Acesso em 17 de janeiro de 2022.
  11. DAMÁSIO, António. A estranha ordem das coisas: as origens biológicas dos sentimentos e da cultura. São Paulo: Cia das Letras, 2018, p. 202/203
  12. HAN, Chul-Byung. Psicopolítica - O neoliberalismo e as novas técnicas de poder. Belo Horizonte: Ed. Ayiné, 2020, p.21.
  13. ORWELL, George. 1984.
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Sobre a autora
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Ana Carolina Rosalino Garcia

Advogada graduada em Direito pela Universidade Paulista (2008). Membro da Ordem dos Advogados do Brasil, Secção São Paulo desde 2009. Pós Graduada em Direito Civil e Processo Civil pela Escola Paulista de Direito (EPD). Possui MBA em Administração de Empresas com Ênfase em Gestão pela Fundação Getúlio Vargas - FGV / EAESP - Escola de Administração de Empresas de São Paulo.

Como citar este texto (NBR 6023:2018 ABNT)

GARCIA, Ana Carolina Rosalino. Tática slow red-pill e seu efeito sobre a democracia. Revista Jus Navigandi, ISSN 1518-4862, Teresina, ano 27, n. 6812, 25 fev. 2022. Disponível em: https://jus.com.br/artigos/96342. Acesso em: 20 mai. 2022.

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