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A nomeação de Ministro da Justiça e a invasão gramscista da banca examinadora do concurso do Ministério Público Federal

A nomeação de Ministro da Justiça e a invasão gramscista da banca examinadora do concurso do Ministério Público Federal

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O que será que a sociedade, que se inconformou com as questões do ENEM, pensaria se soubessem que também há doutrinação esquerdista pesadíssima por alguns membros?

 

 

A última prova do ENEM, dominada pela doutrinação marxista, gerou enorme polêmica com a questão grotesca sobre ideologia de gênero que afirmava que “a mulher não nasce mulher”, o que causou a ira da população. O Promotor de Justiça de Sorocaba/SP  foi um dos que se inconformaram com a situação e satirizou[1] nas redes sociais:

 

Exame Nacional-Socialista da Doutrinação Sub-Marxista. Aprendam jovens: mulher não nasce mulher, nasce uma baranga francesa que não toma banho, não usa sutiã e não se depila. Só depois é pervertida pelo capitalismo opressor e se torna mulher que toma banho, usa sutiã e se depila.

 

Os inocentes pensam que o ENEM é a única prova vítima de doutrinação marxista escancarada, mas costumo falar que a banca examinadora do concurso do Ministério Público Federal tem cheiro de caviar "gauche" (esquerdista), daqueles altamente glamourosos que pouca gente sabe que são de esquerda, à la Ronald Dworkin...

 

O que será que a sociedade que se inconformou com as questões do ENEM pensaria se soubessem que no MPF também há doutrinação esquerdista pesadíssima por alguns membros?

 

Diversas questões bizarras que são aprovadas por Cortes Internacionais de Direitos Humanos viram objeto de projeto de Lei, que nunca (graças a Deus) são aprovados, de partidos-caricaturas como o PSOL e questões do concurso do MPF, como por exemplo abolitio criminis do crime de desacato e a famigerada ideologia de gênero.

 

A grande maioria dos operadores do direito brasileiros estudam Ronald Dworkin como se ele fosse um grande cientista, um matemático, a referência suprema, sem jamais saber de que lado ele está, sem jamais ouvir uma crítica a ele. Sobre o Dworkin, por exemplo, gostei da análise do grande filósofo inglês Roger Scruton, no livro "Pensadores da Nova Esquerda"[4]. Ele diz que Dworkin se vale de seu impressionante currículo e sua envergadura intelectual para insidiosamente propagandear a agenda de sua ideologia.

 

Vemos este fenômeno também em alguns membros da b . Os experimentes membros do MPF impressionam os jovens candidatos, que só tem tempo e energia livre para estudar para o difícil concurso e praticamente nada sabem de política, e inoculam suas ideologias, ao invés de medir conhecimento jurídico...

 

Nada é mais gramsciano do que isso: ocupar os espaços importantes das instituições públicas para promoção da hegemonia cultural marxista.

 

Confesso para você que não sou um profundo conhecedor da banca, apenas tenho alguma noção, nem sequer estudo para esta carreira, mesmo assim os dados são flagrantes, falemos um pouco de alguns membros da banca:

 

1) Dra.  , renomada e intransigente defensora das minorias (índios, quilombolas e comunidades tradicionais, LGBT e etc

 

2) Dr. ou chateado pois os trabalhadores revolucionários foram presos no mensalão.

 

Vejamos o que ele escreveu no artigo “O Natal da Ideologia”[2]:

 

“E o Supremo Mensalão? Não deixou por menos a Ideologia. Boas tardes de debates intensos e tensos. Práticas antigas sob os holofotes novos. A mídia da política e dos políticos se tornou a política da mídia de criminalização dos políticos. Nesse espetáculo orwelliano, revolucionários declarados se tornarem condenados execrados, pelo simples fato de serem trabalhadores e revolucionários. E os outros, onde estão? Jamais serão sequer fichados por uma Justiça composta por Batmen de classe média a serviço da injustiça das elites.”

 

 

 

 

 

3) Dr.  a.

 

E ele já chegou arrepiando[3]:

"Se sentir cheiro de vazamento, vou trocar todos da equipe da Polícia Federal que estão na Lava Jato!!!!!!!!!"

Para substituir o seu intrépido e fiel lacaio José Eduardo Cardozo, Dilma foi sábia de um ministro esquerdista expert em Direitos Humanos para protegê-la, neste momento de profundíssima crise.

O Antagonista relata[5] fato que também me foi confirmado por aluno da UNB:

 




"Ontem de manhã, Eugênio Aragão, em aula na UNB, disse que José Genoíno foi injustiçado no mensalão e que os promotores de SP e os procuradores da Lava Jato poderiam participar do Big Brother."
 

 

Alguns podem dizer que é legítimo o direito que os marxistas possuem de inocular suas ideologias em questões de concursos públicos e vestibulares, mas negar que estão fazendo isso é coisa de pessoas alienadas, que vivem em outro mundo. Na minha opinião, não é legítimo, pois fere a consciência dos que pensam diferente e os obrigam a mentir para passar. As questões deveriam ser objetivas.

 

Eu costumo dizer que passar no concursozinho do MPF é fácil; difícil é passar sem ter que fingir que concorda com as esquerdices hardcore dos supracitados membros...

 

Mas estou claramente valendo-me de alguma figura de linguagem... passar no concurso do MPF hoje em dia é como todos os outros: decorar direitinho as súmulas, os esquematizados e a lei. Tudo bonitinho. É como todos os concursos. Só tem um pequeno diferencial: fazer um ou dois semestres de Ciências Sociais ou quem sabe História numa faculdade federal ajuda muito também, pois aí dá pra aprender a linguagem e os jargões dos membros da banca!

 

P.S.: A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Assusete Magalhães mandou notificar[6] nesta terça-feira (22) o ministro da Justiça, Eugênio Aragão, para prestar informações, em até 72 horas, sobre declaração de que poderá substituir equipes da Polícia Federal em caso de "vazamentos ilegais" de informações sobre investigações em andamento.


Notas

 



Informações sobre o texto

Como citar este texto (NBR 6023:2018 ABNT)

HENRIQUE, Rafael Caeiro. A nomeação de Ministro da Justiça e a invasão gramscista da banca examinadora do concurso do Ministério Público Federal. Revista Jus Navigandi, ISSN 1518-4862, Teresina, ano 21, n. 4646, 21 mar. 2016. Disponível em: https://jus.com.br/artigos/47491. Acesso em: 29 nov. 2020.