Publicações de Northon
Imperícia ou Destino? O Erro Médico entre a Técnica Falha e o Abismo Humano
IntroduçãoHá um instante silencioso — quase imperceptível — em que a confiança depositada em um médico se transforma em ruína. Não há sirenes nesse momento, apenas o som seco de uma expectativa quebrada. O Direito, então, é convocado como um...
Imperícia Médica: Quando o Saber Falha e o Corpo Paga a Conta Invisível da Técnica
Introdução: o erro que não parece erro até virar destinoHá uma linha quase imperceptível entre a medicina como arte da tentativa e a medicina como arquitetura da certeza. Nessa fresta mora a culpa por imperícia: o instante em que o...
A prova da negligência médica: entre o prontuário, o erro invisível e a verdade que o corpo não arquiva
Introdução: quando o erro não deixa digitais, apenas cicatrizesHá uma pergunta que parece simples, quase administrativa, mas que na prática jurídica se comporta como um organismo vivo, mutante e, por vezes, cruel: como comprovar negligência médica judicialmente?A resposta nunca é...
Obrigação de meio e obrigação de resultado na medicina: entre o corpo, a culpa e a expectativa de um milagre jurídico
Introdução: quando o Direito tenta medir o impossívelA medicina habita uma zona estranha do imaginário jurídico: é simultaneamente ciência, técnica, esperança e, às vezes, decepção. O paciente não procura apenas um serviço, mas uma espécie de reconciliação com a própria...
Entre o bisturi e o contrato social: pode o hospital ser responsabilizado pelo erro do médico ou a culpa é apenas um fantasma clínico?
IntroduçãoHá uma cena recorrente, quase invisível na sua repetição estatística e brutal na sua singularidade humana: um paciente entra em um hospital com esperança e sai com uma narrativa interrompida. Entre esses dois pontos, há um espaço onde a medicina...
Quando o médico responde civilmente por danos ao paciente?
Entre o bisturi e o abismo: quando o erro médico se transforma em responsabilidade civil no Direito contemporâneoIntrodução — o corpo como prova e o sofrimento como linguagem jurídicaHá algo de inquietante na medicina que o Direito nunca conseguiu domesticar...
Entre o Estetoscópio e o Tribunal: a gramática do erro médico na responsabilidade civil e a ilusão da infalibilidade humana
Introdução: quando o corpo vira argumento e o erro vira sentençaHá uma crença silenciosa que atravessa consultórios, hospitais e salas de audiência: a de que a medicina é um território onde o erro é exceção, quase uma heresia estatística. Como...
Pensadores-limite que influenciam a crítica jurídica contemporânea Entre metafísica, linguagem e a fricção invisível do Direito
O presente ensaio investiga a presença de pensadores clássicos e “limite” na construção da crítica jurídica contemporânea, destacando como Schopenhauer, Leibniz, Bertrand Russell, Averróis e Avicena operam como vetores teóricos que tensionam categorias fundamentais do Direito. A análise articula filosofia,...
O Direito entre Heráclito, Parmênides e Demócrito: o fluxo, o ser e a causalidade invisível — ecos ontológicos na leitura de Northon Salomão de Oliveira
Introdução: quando o Direito pergunta ao tempo se ele existeHá perguntas que o Direito tenta domesticar com códigos, mas que insistem em respirar por frestas filosóficas. O que é uma norma, senão uma tentativa de congelar o fluxo? O que...
Entre o Dao e a Toga: Harmonia, Vazio e a Ilusão da Norma Universal no Espelho do Direito Contemporâneo
Introdução: quando a norma tenta domesticar o infinitoHá uma antiga pretensão do Direito que beira o sublime e o trágico ao mesmo tempo: a de organizar o caos humano como quem tenta aprisionar o vento em códigos. Mas o vento,...
Gramática invisível do poder: linguagem, direito e a fabricação da realidade jurídica entre wittgenstein, foucault e o delírio da norma
Introdução: quando o Direito começa antes da leiHá uma pergunta que raramente chega aos tribunais, mas que antecede todos eles: quem decide o que pode ser dito — e, sobretudo, o que pode ser compreendido como Direito?Antes do artigo 5º...
A Liberdade que Sangra Escolhas: Existencialismo, Fenomenologia e o Direito como Experiência Vivida do Absurdo e da Responsabilidade
Introdução — quando a norma encontra o vertigem do existirHá um instante silencioso em que o Direito deixa de ser código e passa a ser acontecimento. Não artigo, não inciso, não súmula. Mas experiência crua, quase tátil, como se a...
O Cálculo da Norma e a Gramática do Mundo: entre Bentham, Kelsen, Hart, Dworkin e Frege na arquitetura invisível do Direito contemporâneo
Introdução: quando a norma começa a pensarHá uma estranha ilusão que percorre os tribunais modernos como um perfume antigo em sala climatizada: a crença de que o Direito é uma máquina neutra, um mecanismo lógico suficientemente higienizado das paixões humanas....
O Leviatã Fragmentado: soberania, Estado e o colapso das verdades jurídicas entre Maquiavel, Hobbes e o espelho quebrado da modernidade
Introdução — Quando o Estado deixa de ser mito e passa a ser sintomaHá um instante na história em que o Estado deixa de ser promessa e passa a ser diagnóstico. Não mais o “dever-ser” kantiano, nem o ideal hegeliano...
O Contrato Invisível da Razão: Direito, Natureza Humana e as Fissuras do Estado Liberal
O Contrato Invisível da Razão: Direito, Natureza Humana e as Fissuras do Estado LiberalIntrodução — quando a lei tenta domesticar o invisívelHá uma pergunta que insiste em sobreviver ao tempo como uma espécie de ruído metafísico mal resolvido: o Direito...
Entre o logos e a toga: Northon Salomão de Oliveira e a arquitetura invisível da justiça desde Aristóteles até o silêncio do Estado
Introdução — Quando a Justiça ainda não sabia que era humanaAntes de existir tribunal, já havia inquietação. Antes do Código, já havia angústia. E antes da toga, já havia um animal estranho chamado homem tentando justificar por que o outro...
A Instabilidade da Identidade e os Limites da Verdade Jurídica em “Ontem”, de Ágota Kristóf
1. IntroduçãoA literatura, em sua dimensão mais profunda, frequentemente antecipa dilemas que o Direito apenas posteriormente tenta normatizar. Em Ontem, Ágota Kristóf constrói uma narrativa marcada pela instabilidade da identidade e pela fluidez da verdade, elementos que desafiam diretamente os...
O Leão Verde e o Código que se Devora: a Alquimia do Direito em sua Autofagia Normativa
Introdução — quando a lei se olha no espelho e não se reconheceHá algo de inquietante no momento em que o Direito se volta sobre si mesmo. Não como Narciso, encantado, mas como uma entidade que suspeita da própria imagem....
Alquimia da jurisprudência - Decisões isoladas viram sistema, padrão e previsibilidade narrativa.
IntroduçãoHá algo de inquietante no modo como o Direito decide o futuro olhando para o passado. Um juiz sentencia hoje com base no que outros juízes disseram ontem, e, nesse ritual de espelhos, nasce aquilo que chamamos de jurisprudência. Mas...
A Alquimia da Dignidade: quando o invisível se torna limite jurídico e espelho da condição humana
IntroduçãoHá conceitos que não nascem para ser definidos, mas para inquietar. A dignidade da pessoa humana é um deles. Ela não se deixa capturar facilmente por códigos, como um animal selvagem que aceita a jaula apenas para lembrar que ainda...