Índice de endividamento relativo ao mês de agosto revela que as famílias brasileiras nunca estiveram tão endividadas nos últimos dez anos.

Saiu o novo índice de endividamento das famílias brasileiras de agosto – o maior patamar observado desde janeiro de 2010, conforme mensuração serial da Confederação Nacional do Comércio.

Mais precisamente, temos que 67,5% das famílias brasileiras se encontram, neste momento, endividadas. Tudo bem, é de se esperar que, num cenário de pandemia, você não tenha ficado tão surpreso assim.

Destaco dois dados cuja correlação se mostra pertinente: 1. O índice de endividamento entre as famílias de classes mais baixas foi o que mais aumentou; 2. O consumo das famílias de classes mais baixas igualmente foi o mais elevado.

A partir daí, faço a seguinte proposição: endividamento e consumo se retroalimentam indefinidamente! O auxílio emergencial fomenta esse círculo, mas, como o próprio nome diz, se trata de uma situação transitória de emergência. Se possível, reorganize-se e se planeje, para que você consuma menos e poupe (leia-se: invista) mais.

Enquanto não houver educação financeira tratada com seriedade desde a primeira infância, relataremos, sob críticas, o labirinto em que está preso o brasileiro, vigiado pelo poderoso, brilhante e irresistível cartão de crédito.

Liberte-se dos grilhões bancários! Vamos?

Os dados estão disponíveis para consulta em http://cnc.org.br/tudo-sobre/endividamento. Acesso em 4 set. 2020.

 


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