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Valor da pensão, é igual ao valor da aposentadoria deixada pelo segurado?

Valor da pensão, é igual ao valor da aposentadoria deixada pelo segurado?

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Será devida a pensão por morte a todos os dependentes de todo segurado que os possuir? Entenda como o sistema funciona.

 A pensão por morte consiste em renda mensal equivalente a 50% do valor da aposentadoria recebida pelo segurado, mais cotas de 10% por dependente. 

 Quando houver dependente inválido ou com deficiência, o valor da pensão por morte será cem por cento do valor da aposentadoria recebida pelo segurado.

 A pensão por morte será paga para filhos, enteados, irmãos e ao menor que esteja sob a tutela do segurado que falecer, no caso dos três últimos, é preciso comprovar a dependência econômica, que sejam inválidos ou que tenham deficiência, cuja invalidez ou deficiência tenha ocorrido antes da data do óbito.

 A invalidez será reconhecida pela Perícia Médica Federal e a deficiência, por meio de avaliação biopsicossocial realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar.

 O INSS deixa de pagar a pensão por morte, nos seguintes casos:

 a) - pela morte do pensionista. Significa dizer que a pensão não será transferida, para os dependentes do pensionista. Ou seja, cessa o pagamento, com o óbito do beneficiário da pensão por morte;

 b) – O INSS corta o pagamento da pensão por morte para o filho, o enteado, o menor tutelado ou o irmão, de ambos os sexos, ao completar 21 (vinte e um) anos de idade, exceto se o pensionista for inválido ou tiver deficiência intelectual, mental ou grave;

c) No caso do filho, o enteado, o menor tutelado ou o irmão inválido, o pagamento da pensão só será cortado se houver a cessação da invalidez, ou seja, se deixar de existir a invalidez.

 O INSS deixará de pagar a pensão por morte para o cônjuge ou o companheiro ou a companheira:   

 a) No caso de cônjuge ou o companheiro ou a companheira inválidos ou com deficiência, quando cessar a invalidez ou cura da deficiência;

 b) Nos casos em que o óbito ocorrer, sem que o segurado tenha feito dezoito contribuições mensais, ou quando houver menos de dois anos do casamento ou a união estável, antes do óbito do segurado, o pagamento da pensão será por apenas quatro meses;

 c) para o segurado que pagou dezoito contribuições mensais, e no mínimo, dois anos de casamento ou união estável, o cônjuge ou o companheiro(a) receberá a pensão pelos seguintes períodos:

 1. três anos, com menos de vinte e um anos de idade;

2. seis anos, entre vinte e um e vinte e seis anos de idade;

3. dez anos, entre vinte e sete e vinte e nove anos de idade;

4. quinze anos, entre trinta e quarenta anos de idade;

5. vinte anos, entre quarenta e um e quarenta e três anos de idade; ou

6. vitalícia, com quarenta e quatro ou mais anos de idade.

 A previsão legal para o pagamento do benefício previdenciário de pensão por morte, encontra-se na Lei nº 8.213/1991, nos artigos 74 a 79, com regulamentação no Decreto nº 3.048/1999, nos artigos 105 a 115. 

O código de concessão é o nº 91 para pensão por morte decorrente de acidente de trabalho, e código nº 21 no caso de pensão previdenciária.  

 Como se vê, trata-se de um benefício destinado aos dependentes do segurado da previdência social. O rol de dependentes, encontra-se elencado no artigo 16 de Lei nº 8.213/1991.

 É importante observarmos que não existe carência para concessão do benefício. Em que pese haver uma limitação do período de recebimento, (Vide Dec. n. 3.048/99, art. 114. V, b), o legislador não impôs o cumprimento de carência previdenciária para fazer jus à pensão.

 A dispensa da obrigatoriedade da carência tem sua previsão na Lei nº 13.135/2015, a qual deu nova redação ao inciso I do artigo 26, da Lei nº 8.213/91.   

 Assim, será devida a pensão por morte a todos os dependentes de todo segurado que os possuir.


Autor

  • Valter dos Santos

    Acesse: www.professorvalterdossantos.com | Valter dos Santos, é Bacharel em Direito, devidamente aprovado do XXII Exame de Ordem (OAB) | Especialista em Gestão e Estratégica Empresarial | Especialista em Direito do Trabalho e Direito Previdenciário | Possui graduação em Processos Gerenciais pela Universidade Cidade de São Paulo (2011), graduação em História pelo Centro Universitário FIEO (2021), graduação em Curso Superior de Técnico de Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública pela Escola Superior de Soldados (2006). Atualmente é professor, blogueiro e corretor de imóveis autônomo do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo.

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