Publicações de Northon
Desertores do afeto e a constituição invisível do desligamento: mgtow, direito de família e a gramática psíquica da fuga contemporânea
Introdução: quando o vínculo se torna campo de disputa ontológicaHá algo de silenciosamente explosivo na recusa de se vincular. Não a recusa episódica, típica da biografia humana, mas a recusa como projeto existencial estruturado, quase uma arquitetura paralela à vida...
A Solidão como Última Soberania: Solteirice Voluntária, o Direito de Não Pertencer e a Insurreição Silenciosa contra a Instituição
Introdução: o estranho caso do indivíduo que não quer ser “nós”Há um ponto invisível na arquitetura das civilizações onde o Direito deixa de ser apenas norma e passa a ser expectativa moral disfarçada de ordem pública. O casamento, nesse sentido,...
O direito de não casar: liberdade afetiva como direito fundamental e a rebelião silenciosa contra o imperativo social do amor
Há um silêncio curioso nos códigos: eles falam muito sobre como casar, pouco sobre como não casar. Regulam regimes de bens, disciplinam dissoluções, protegem filhos, distribuem heranças — mas parecem desconfortáveis diante de uma escolha mais radical: a recusa consciente...
Casamento: escudo jurídico ou armadilha financeira?
IntroduçãoHá algo de paradoxal no casamento contemporâneo: ele é celebrado como promessa de estabilidade, mas dissolvido como estatística. Entre o altar e o fórum, o amor atravessa um corredor estreito onde emoções são traduzidas em cláusulas, afetos em patrimônio e...
Filhos: investimento existencial ou passivo jurídico perpétuo? — entre o afeto, o cálculo e a arquitetura invisível da responsabilidade
Introdução: o nascimento de um vínculo ou de uma obrigação?Há um momento silencioso em que a vida deixa de ser apenas biologia e passa a ser contrato. Não aquele contrato assinado com caneta e reconhecimento de firma, mas um pacto...
O Amor no Banco dos Réus: o custo invisível do casamento no século XXI entre afeto e contrato de risco
IntroduçãoO casamento, essa antiga arquitetura simbólica que já foi templo, hoje parece oscilar entre ser porto seguro e derivativo financeiro de alto risco. Se antes se dizia “até que a morte os separe”, agora talvez fosse mais honesto acrescentar uma...
O vício em crédito: quando o marketing transforma dívida em desejo
IntroduçãoHá um momento quase imperceptível — um clique, um toque, um “aprovado em segundos” — em que o crédito deixa de ser instrumento e passa a ser espelho. Não um espelho neutro, mas um espelho narcísico, que devolve ao consumidor...
O Direito diante do neuromarketing bancário
IntroduçãoO banco já não espera o cliente entrar. Ele o antecipa. Não abre portas; abre sinapses.Enquanto o Direito ainda redige normas com a solenidade de um escriba clássico, algoritmos e técnicas de neuromarketing operam com a velocidade de um impulso...
O Cofre Invisível: a Persuasão Algorítmica dos Bancos Digitais e o Direito que Ainda Não Acordou
Introdução: quando o contrato começa antes da consciênciaExiste um instante anterior à vontade. Um microsegundo em que a decisão ainda não é decisão, mas já foi induzida. É nesse intervalo — quase metafísico — que operam os bancos digitais.Não há...
O Cativeiro do Amanhã: A Fenomenologia da Renegociação de Dívidas e o Estelionato da Esperança Jurídica
A economia contemporânea não se sustenta sobre o ouro, mas sobre a promessa. Vivemos na era do Homo Debitor, onde a subjetividade é moldada pela aritmética do déficit. Quando o cidadão ingressa no labirinto da renegociação de dívidas, ele não...
A Agiotagem Institucionalizada e a Patologia do Consentimento na Sociedade do Endividamento
Introdução: O Altar dos Juros e a Miopia da VontadeA cena é quase litúrgica. Um indivíduo, premido pela urgência biológica da sobrevivência ou pelo fetiche metafísico do consumo, assina um contrato de adesão em uma tela de cristal líquido. Ele...
O Cofre Invisível: a Indústria das Tarifas Bancárias Abusivas e a Psicologia do Consentimento Silencioso
IntroduçãoHá um tipo de violência que não deixa hematomas, não aciona sirenes, não provoca manchetes escandalosas. Ela se infiltra com a elegância de um contrato, com a legitimidade de uma assinatura e com a cumplicidade de um silêncio. Trata-se da...
O Mito do Consentimento nos Contratos Bancários Digitais e a Patologia da Vontade Blindada
Vivemos a era da "servidão voluntária" 2.0. Enquanto o sol de Galileu desintegrava as certezas geocêntricas, o sol do capitalismo de vigilância desintegra a autonomia da vontade. No tribunal de nossa existência hiperconectada, o "Li e concordo" tornou-se o rito...
O Consentimento como Simulacro na Era dos Cookies
Introdução: A Metafísica do RastroVivemos sob a ditadura da "concordância" imediata. Ao acessarmos qualquer portal, somos saudados por um portal de entrada digital: o banner de cookies. O clique no "Aceito" tornou-se o ritual litúrgico mais realizado da modernidade, uma...
Responsabilidade Civil por Anúncios Fraudulentos no YouTube
Vivemos a era da "Psicose do Clique". No ecossistema digital contemporâneo, o YouTube não é meramente um repositório de vídeos; é um oráculo moderno, um panóptico de algoritmos que, sob o pretexto de nos oferecer entretenimento, esculpe nossos desejos e...
Direito, Desejo e Responsabilidade na Publicidade do TikTok e nas Plataformas Emergentes
IntroduçãoA publicidade sempre foi uma promessa bem vestida. No século XXI, ela deixou de bater à porta e passou a morar dentro da mente. No TikTok e em plataformas emergentes, o anúncio não interrompe o conteúdo — ele se disfarça...
A Conta Chegou: Por que os Influenciadores agora respondem na Justiça pelos produtos que anunciam?
A modernidade líquida de Zygmunt Bauman escorreu para dentro das telas de cristal líquido, solidificando-se em uma nova forma de autoridade: o influenciador digital. Se outrora buscávamos a verdade no logos aristotélico ou na dúvida metódica de Descartes, hoje a...
O Espetáculo do Capitalismo de Vigilância: O Direito na Encruzilhada entre o Publipost e a Verdade Existencial
A contemporaneidade não é apenas uma era de informação; é uma era de encenação. No palco digital das redes sociais, a linha que separa o eu autêntico da mercadoria dissolveu-se em um filtro de Instagram. O que chamamos de "publipost"...
A Responsabilidade Solidária do Influenciador no Altar do Consumo
Introdução: O Algoritmo como DestinoVivemos a era da "sociedade do cansaço" descrita por Byung-Chul Han, onde a exploração de si atinge o ápice na curadoria estética de um feed de Instagram. Mas, para além da filosofia do desempenho, reside um...
A Publicidade Oculta no Instagram e o Crepúsculo da Transparência Jurídica
A modernidade não nos entregou o panóptico de Bentham; ela nos convenceu a construí-lo com filtros de cor sépia e legendas motivacionais. No palco digital do Instagram, a fronteira entre o ser e o vender dissolveu-se em uma névoa de...